O Palmeiras encerrou a janela de transferências do futebol brasileiro sem contratar um substituto direto para Allan, negociado com o Manchester City. A diretoria decidiu manter o elenco atual para o restante da temporada, enquanto a comissão técnica trabalha em alternativas coletivas para compensar a saída de um jogador reconhecido pela capacidade de conduzir a bola e vencer marcadores no um contra um.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 0 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Agustín GiayTitular
Média7,0
Andreas PereiraTitular
Média7,0
Bruno FuchsTitular
Média6,0
Carlos MiguelTitular
Média6,0
Flaco LópezTitular
Média7,0
Gustavo GómezTitular
Média9,0
Jhon AriasTitular
Média7,0
Joaquín PiquerezTitular
Média6,0
Lucas EvangelistaTitular
Média6,0
MuriloTitular
Média7,0
Vitor RoqueTitular
Média9,0
Arthur GabrielEntrou durante o jogo
Média6,0
Felipe AndersonEntrou durante o jogo
Média6,0
KhellvenEntrou durante o jogo
Média7,0
LarsonEntrou durante o jogo
Média6,0
Luis PachecoEntrou durante o jogo
Média6,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
A decisão combina dois fatores: a avaliação interna de que o grupo ainda tem força para disputar as principais competições do ano e a necessidade de preservar o planejamento financeiro. O clube segue envolvido no Campeonato Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores, e entende que as opções já disponíveis podem sustentar a sequência do calendário.
Venda de Allan se aproxima da meta financeira
Allan foi vendido ao Manchester City em uma operação que pode alcançar cerca de 40 milhões de euros, aproximadamente R$ 237 milhões, considerando valores fixos e bônus previstos no acordo. O negócio ficou entre as maiores vendas da história do Palmeiras e aproximou o clube da meta orçamentária de arrecadação com transferências de atletas.
O planejamento apresentado para 2026 prevê uma receita próxima de R$ 400 milhões com negociações. O valor citado pelo Lance é de R$ 399,6 milhões, enquanto outra apuração sobre o tema menciona R$ 399 milhões. Com a transferência de Allan, a direção passou a tratar o cumprimento desse objetivo como prioridade, em vez de reinvestir imediatamente o dinheiro em uma contratação para o setor ofensivo.
A avaliação é que um atleta com características semelhantes teria custo elevado no mercado nacional ou internacional. Como o Palmeiras não identificou uma oportunidade considerada adequada ao preço e ao perfil desejados, prevaleceu a opção de não assumir uma nova despesa relevante poucos dias depois de concluir a venda.
O resultado financeiro do primeiro semestre também reforçou a cautela. Segundo o Lance, o clube fechou o período com déficit de R$ 124,046 milhões. O número ficou acima do previsto no orçamento, mas pessoas ligadas ao departamento de futebol avaliaram que a situação estava relacionada, em parte, à ausência de negociações de jogadores até a chegada da proposta considerada ideal pelo Manchester City.
Abel descarta buscar um novo Allan dentro do grupo
A lacuna técnica deixada pelo jogador ficou evidente na análise de Abel Ferreira após a vitória por 1 a 0 sobre a LDU, pela partida de ida das quartas de final da Libertadores. O Palmeiras criou 21 finalizações, mas marcou apenas uma vez, e o treinador foi questionado sobre a necessidade de encontrar alguém capaz de repetir os dribles e as arrancadas do antigo titular.
Abel afirmou que não é possível exigir de um atleta características que não fazem parte de seu jogo. O técnico citou Ríos, Rocha e López como jogadores que podem contribuir de maneiras diferentes e defendeu a construção de soluções a partir do conjunto da equipe. Para o português, o time precisa explorar combinações, cruzamentos, infiltrações e bolas paradas, em vez de concentrar a responsabilidade em um único driblador.
O treinador também reconheceu que o Palmeiras não encontrará, dentro do próprio clube, um ala exatamente igual a Allan. A declaração não foi tratada como um pedido público por reforço, mas como uma explicação sobre a mudança de funcionamento que será necessária. A ideia é potencializar as qualidades de cada atleta, respeitando a função que cada um desempenha.
Antes da transferência, Allan era utilizado principalmente como ala e tinha papel importante na progressão ofensiva. Sua capacidade de acelerar as jogadas oferecia uma alternativa individual para desmontar linhas defensivas fechadas. Sem essa característica específica, o time tende a depender mais da circulação de bola, das movimentações coordenadas e da participação de diferentes jogadores no ataque.
Base ganha espaço na estratégia do Palmeiras
O planejamento para o segundo semestre prevê a integração entre jogadores experientes, reforços contratados em 2026 e atletas formados nas categorias de base. O lateral-esquerdo Arthur e o atacante Heittor são citados como jovens que ganharam mais rodagem recentemente e podem receber novas oportunidades na sequência da temporada.
A utilização dos garotos faz parte de uma política que o Palmeiras vem associando ao desempenho esportivo e à geração de receitas. Em declaração ao Lance durante a Confut, a presidente Leila Pereira disse que o elenco estava fechado e ressaltou a intenção de continuar dando espaço aos jogadores formados no clube. Na avaliação da dirigente, a base contribui tanto dentro de campo quanto para a saúde financeira da instituição.
Em 2026, o Palmeiras realizou cinco contratações, sendo três no começo do ano e duas na janela mais recente, de acordo com o Lance. A direção também mudou o perfil de mercado em relação a 2025, quando promoveu uma reformulação com mais de dez chegadas. A prioridade atual passou a ser a busca por nomes experientes, adaptados ao futebol brasileiro e capazes de contribuir rapidamente.
Andreas Pereira, Jhon Arias, Carlos Miguel e Alexander Barboza aparecem como exemplos dessa política. Os quatro chegaram em momentos diferentes e, segundo a apuração, assumiram espaço entre os titulares após rápida adaptação. Ao mesmo tempo, o clube renovou os contratos de Flaco López, Gustavo Gómez e Murilo, preservando jogadores considerados importantes para a estrutura do time.
Com a janela encerrada, o Palmeiras terá de administrar a ausência de Allan com os recursos que já possui. A diretoria priorizou o orçamento, enquanto Abel Ferreira indicou que a resposta esportiva deverá ser construída por meio da combinação de funções e da força coletiva. A estratégia mantém o clube competitivo nas três frentes restantes, mas exige que o elenco encontre novas formas de produzir desequilíbrio no ataque.