A classificação do Palmeiras para as semifinais da Copa do Brasil não encerrou a pressão sobre Vitor Roque. Depois do empate por 0 a 0 com o Santos, na quarta-feira (2 de setembro), Abel Ferreira voltou a abordar publicamente o momento do atacante e cobrou uma mudança de comportamento do camisa 9.
NOTAS DA TORCIDA
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0 × 0 Brasileirão Série A
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Agustín GiayTitular
Média7,3
Alexander BarbozaTitular
Média7,7
Andreas PereiraTitular
Média8,0
Carlos MiguelTitular
Média8,3
Felipe AndersonTitular
Média7,0
Flaco LópezTitular
Média7,3
Gustavo GómezTitular
Média9,3
Joaquín PiquerezTitular
Média8,0
Lucas EvangelistaTitular
Média6,7
Marlon FreitasTitular
Média7,7
MauricioTitular
Média6,7
Emiliano MartínezEntrou durante o jogo
Média7,0
Jhon AriasEntrou durante o jogo
Média7,3
KhellvenEntrou durante o jogo
Média6,3
LarsonEntrou durante o jogo
Média6,3
Vitor RoqueEntrou durante o jogo
Média6,7
✓ Resultado final baseado em 48 voto(s) da torcida.
O resultado na Vila Belmiro foi suficiente para confirmar a vaga porque o Palmeiras havia vencido o primeiro duelo por 3 a 0. Com o placar agregado, a equipe avançou sem sofrer gols nas quartas de final. A atuação coletiva cumpriu o objetivo, mas a situação individual de Vitor Roque continuou em evidência após o apito final.
O atacante deixou o gramado rapidamente, comportamento que foi mencionado por Abel durante a entrevista coletiva. O técnico afirmou que o clube vem oferecendo suporte, mas avaliou que a resposta decisiva precisa partir do próprio jogador. A cobrança, segundo o treinador, não está restrita à quantidade de gols marcados.
Abel relaciona rendimento a aspectos técnicos e mentais
Na avaliação de Abel, Vitor Roque ainda passa por um período de retomada. O treinador lembrou que o atleta ficou afastado por três ou quatro meses em razão de uma lesão. A imprensa paulista também relacionou o momento do atacante à recuperação após uma cirurgia no tornozelo esquerdo, apontada como um possível fator para a falta de condição física ideal.
Abel afirmou que já havia defendido o centroavante anteriormente e que o desempenho de um jogador precisa ser observado por diferentes ângulos. Além da parte técnica, o comandante citou as dimensões tática e mental. Por isso, a expectativa apresentada na coletiva envolve a participação nos treinamentos, a atuação nas partidas e a maneira como o atleta reage às dificuldades.
“Eu só quero uma coisa, que ele tenha alegria de treinar, que sorria para o sol. E neste momento, a linguagem corporal dele não é a melhor”, declarou Abel. O treinador também pediu que o atacante demonstre gratidão pela oportunidade de trabalhar com futebol, independentemente de estar como titular, no banco ou fora da relação, e mesmo quando errar ou acertar finalizações.
Para Abel, o gol deve ser consequência das tarefas executadas pelo jogador. A fala indica que a comissão técnica não pretende resumir a análise de Vitor Roque às bolas que terminam na rede. Ao mesmo tempo, o treinador espera uma reação capaz de aparecer no comportamento e no envolvimento do atleta com a rotina do Palmeiras.
“A minha função é treinar. Sou treinador e professor. Educar. Educação. E dizer-lhe qual é o caminho”, afirmou. Em seguida, Abel destacou que capitães, comissão técnica e direção estão cuidando do atacante, mas ressaltou que cada jogador precisa percorrer o próprio caminho e assumir a parte que lhe cabe.
Comentaristas questionam cobrança diante da imprensa
A escolha de Abel por tratar do assunto em uma entrevista coletiva provocou críticas de Julio Gomes, colunista do UOL News Esporte. O jornalista considerou incomum a exposição pública de um atleta por parte do treinador e classificou a cobrança como forte. Na avaliação dele, Abel assumiu um risco ao falar dessa maneira sobre o atacante.
Julio Gomes também ponderou que jogadores geralmente não recebem bem esse tipo de manifestação quando ela ocorre diante das câmeras. Por isso, levantou dúvidas sobre a repercussão da declaração no ambiente interno do Palmeiras, embora reconheça que Abel mantém influência sobre o elenco.
Walter Casagrande concordou com o comentário e defendeu que o treinador não ampliasse a exposição de Vitor Roque. Para o comentarista, Abel já havia transmitido sua mensagem e deveria deixar que uma eventual reação do jogador fosse construída internamente, sem novas cobranças públicas.
A divergência, portanto, está menos na existência de uma cobrança e mais na forma escolhida para apresentá-la. Abel entende que orientar e educar fazem parte de sua função e diz que o clube oferece apoio. Já os comentaristas avaliam que a mesma conversa poderia ocorrer longe da imprensa, especialmente porque o atacante ainda tenta recuperar ritmo depois do período de afastamento.
Terceiro jogo sem gol aumenta atenção sobre o camisa 9
O empate sem gols diante do Santos levou Vitor Roque ao terceiro jogo consecutivo sem marcar, de acordo com o relato sobre a partida. A sequência não impediu o Palmeiras de avançar na Copa do Brasil, mas reforçou a atenção sobre a participação ofensiva do centroavante e sobre a expectativa criada em torno de seu desempenho.
O contexto é distinto quando se observa o resultado coletivo. O Palmeiras eliminou o Santos com vantagem de três gols no placar agregado e garantiu presença entre os quatro melhores da competição. A classificação reduziu a pressão relacionada ao confronto, mas não afastou o debate sobre a adaptação e a evolução do atacante dentro da equipe.
Abel, ao citar a recuperação física e os aspectos mentais, apresentou a situação como um processo que exige tempo e participação do próprio jogador. A comissão técnica, os capitães e a direção aparecem, na versão do treinador, como partes responsáveis pelo suporte. A mudança de postura, porém, não poderia ser determinada externamente.
Assim, o episódio deixou duas leituras sobre o tratamento dado a Vitor Roque. Para Abel, a cobrança pública faz parte do trabalho de orientar um jogador que precisa reencontrar alegria e confiança. Para Julio Gomes e Casagrande, a exposição pode aumentar a pressão sobre um atleta que ainda busca a melhor condição após a lesão. Enquanto o Palmeiras segue vivo na Copa do Brasil, o camisa 9 permanece sob observação dentro e fora de campo.