Raphael Veiga terminou o clássico entre América e Cruz Azul no centro das atenções por motivos que foram além do futebol. Nos acréscimos do primeiro tempo, quando sua equipe já perdia por 3 a 0, o meia brasileiro chutou a bola na direção de Agustín Palavecino, que estava caído perto da linha lateral. O gesto provocou uma reação imediata dos jogadores adversários e desencadeou uma confusão generalizada no gramado.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 0 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Agustín GiayTitular
Média7,0
Andreas PereiraTitular
Média7,0
Bruno FuchsTitular
Média6,0
Carlos MiguelTitular
Média6,0
Flaco LópezTitular
Média7,0
Gustavo GómezTitular
Média9,0
Jhon AriasTitular
Média7,0
Joaquín PiquerezTitular
Média6,0
Lucas EvangelistaTitular
Média6,0
MuriloTitular
Média7,0
Vitor RoqueTitular
Média9,0
Arthur GabrielEntrou durante o jogo
Média6,0
Felipe AndersonEntrou durante o jogo
Média6,0
KhellvenEntrou durante o jogo
Média7,0
LarsonEntrou durante o jogo
Média6,0
Luis PachecoEntrou durante o jogo
Média6,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
A partida foi disputada no sábado (12), pela oitava rodada do Torneio Apertura do Campeonato Mexicano. Palavecino havia caído depois de uma jogada que também envolveu Kevin Álvarez e Veiga. Com o atleta do Cruz Azul ainda no chão, o brasileiro acertou a bola em sua direção. Charly Rodríguez correu para confrontá-lo, e os dois se chocaram antes que outros jogadores se aproximassem.
O episódio ganhou proporções maiores quando atletas reservas e integrantes dos bancos entraram no campo. Houve empurrões, discussões e tentativas de separar os envolvidos. Ramón Juárez e Nicolás Ibáñez também apareceram em um confronto físico, contido pelos companheiros. Apesar da dimensão do tumulto, a arbitragem não mostrou cartão vermelho.
Veiga e Alan Cervantes foram advertidos pelo América. Do lado do Cruz Azul, Ibáñez e Jesús Orozco Chiquete receberam cartão amarelo. O lance que envolveu o brasileiro não foi levado ao monitor do VAR, conforme relatado pelo Bahia Notícias. Veiga permaneceu em campo no segundo tempo e continuou normalmente na partida.
A confusão ocorreu em uma etapa inicial dominada pelo Cruz Azul. Erik Lira marcou aos 19 minutos e colocou o time da casa em vantagem. José Paradela ampliou aos 35, e Orozco Chiquete fez o terceiro aos 45. Antes do intervalo, o Cruz Azul ainda desperdiçou uma cobrança de pênalti, mas chegou ao descanso com uma vantagem que indicava um clássico praticamente controlado.
O América voltou do intervalo com postura mais ofensiva e diminuiu aos oito minutos, com Brian Rodríguez. A equipe visitante, entretanto, voltou a sofrer um golpe aos 27, quando Gabriel Fernández marcou o quarto gol do Cruz Azul. O placar retomou uma diferença confortável justamente quando o América tentava transformar a pressão em reação efetiva.
A resposta definitiva do time de Veiga só apareceu na reta final. Óscar Perea marcou aos 44 minutos, e Miguel Borja balançou as redes no minuto seguinte, deixando o placar em 4 a 3. O América passou a ter a possibilidade de buscar o empate nos instantes derradeiros, mas não conseguiu concluir a reação. O resultado encerrou a invencibilidade da equipe no Torneio Apertura.
O placar final também deu ao confronto um roteiro incomum: o Cruz Azul construiu uma vantagem de quatro gols em diferentes momentos, enquanto o América reduziu a diferença para apenas um gol antes do apito final. A recuperação, porém, não apagou os problemas apresentados no primeiro tempo nem evitou a primeira derrota da campanha no campeonato, segundo as informações reunidas pelos veículos que relataram a partida.
Passagem pelo América pode definir futuro no Palmeiras
Veiga defende o América desde o começo da temporada de 2026. O meio-campista de 31 anos foi cedido pelo Palmeiras até dezembro, em contrato que prevê opção de compra para o clube mexicano. Antes da transferência, ele renovou o vínculo com a equipe paulista até o fim de 2028.
O acordo mantém o futuro do jogador ligado ao Palmeiras mesmo durante sua experiência na Liga MX. Ao término do empréstimo, o América poderá decidir se pretende exercer a opção prevista no contrato. Assim, a passagem de Veiga pelo futebol mexicano não representa apenas uma mudança temporária de clube, mas também um período relevante para a definição de seus próximos passos profissionais.
Antes de deixar o Palmeiras, o meia acumulou 378 partidas e 109 gols pelo clube, de acordo com os dados publicados pelo Bahia Notícias. Entre as conquistas de sua trajetória estão as edições da Copa Libertadores de 2020 e 2021. No América, ele divide o elenco com o também brasileiro Miguel Borja, autor do terceiro gol da equipe no clássico contra o Cruz Azul.
O duelo de sábado foi mais um episódio de tensão envolvendo Veiga em sua primeira temporada no futebol mexicano. Em agosto, após o empate por 1 a 1 com o Austin FC pela Leagues Cup, o brasileiro discutiu com o técnico Guillermo Almada. O treinador havia questionado uma cobrança de escanteio executada pelo meia no último lance do tempo regulamentar, e os dois trocaram palavras depois do apito final.
Os dois episódios tiveram características diferentes, mas colocaram Veiga no foco das atenções em um curto intervalo. Contra o Austin FC, o conflito ocorreu após a partida e envolveu uma cobrança feita pelo treinador. Diante do Cruz Azul, a tensão surgiu durante o jogo, terminou com cartões amarelos para quatro atletas e envolveu jogadores dos dois bancos. Em nenhum dos casos o brasileiro foi expulso.
Dentro de campo, o América deixou o clássico com a frustração de ter reagido após um primeiro tempo muito ruim, mas sem transformar a pressão final em empate. Para Veiga, a partida combinou participação em uma derrota importante, advertência disciplinar e nova exposição em um momento de adaptação ao futebol mexicano. O Cruz Azul, por outro lado, sustentou a vantagem construída antes do intervalo e venceu o Clásico Joven por 4 a 3.