O Palmeiras terá de reorganizar sua defesa no duelo decisivo contra a LDU, nesta quarta-feira (16), às 19h (de Brasília), em Quito. Gustavo Gómez está suspenso e não poderá participar da partida de volta das quartas de final da Libertadores. Com a vitória por 1 a 0 no primeiro encontro, o time brasileiro avança com um empate.
A provável solução de Abel Ferreira é montar o setor com Murilo, Alexander Barboza e Bruno Fuchs. A combinação ainda dependia do último treinamento realizado no Equador, mas representa uma nova configuração para uma equipe que vem convivendo com mudanças frequentes na defesa.
Fuchs aparece como candidato a permanecer entre os titulares depois de iniciar o confronto contra o São Paulo. O zagueiro havia passado um período com poucas oportunidades e voltou a ganhar espaço justamente nas partidas mais recentes. A suspensão do capitão amplia a possibilidade de sua utilização em um compromisso de peso continental.
Resultado em São Paulo dá ao Palmeiras margem curta
O Palmeiras chega a Quito em vantagem, mas o placar construído no jogo de ida não permite uma postura sem riscos. O empate garante a classificação direta para a semifinal. Se a LDU vencer por um gol de diferença, a disputa será levada aos pênaltis. Um triunfo equatoriano por dois ou mais gols elimina o clube brasileiro.
A situação também define a prioridade defensiva do visitante. Abel Ferreira costuma tratar uma partida sem sofrer gols como “baliza zero”. Caso o Palmeiras consiga manter a meta intacta, não precisará depender de outro resultado ou de uma disputa nas penalidades para confirmar a vaga entre os quatro melhores da Libertadores.
O desempenho recente dá ao treinador um indicador positivo antes da decisão. O Palmeiras não sofreu gols nas quatro partidas anteriores. A sequência corresponde a 360 minutos regulamentares com a defesa preservada e será testada novamente fora de casa, diante de um adversário obrigado a buscar a vitória.
Alterações na defesa se tornaram frequentes
A ausência de Gómez se soma a um período de pouca repetição na formação defensiva. Desde a pausa para a Copa do Mundo, o Palmeiras disputou 16 partidas e repetiu a mesma escalação da zaga somente duas vezes, conforme o levantamento citado pelo portal Nosso Palmeiras.
Uma das repetições ocorreu nos jogos contra Internacional e Cerro Porteño, quando Emiliano Martínez, Alexander Barboza e Murilo formaram o trio defensivo. A outra foi registrada nos compromissos diante de Mirassol e Santos, com Gustavo Gómez e Murilo mantidos entre os titulares.
Nas demais partidas, Abel precisou alternar os jogadores do setor. A variação não se limitou aos nomes: o treinador também alternou o desenho da equipe, utilizando tanto uma linha com dois zagueiros quanto uma estrutura com três defensores. Esta última formação apareceu com maior frequência no período recente e pode ser escolhida novamente contra a LDU.
A possível escalação com Murilo, Barboza e Fuchs, portanto, reúne dois aspectos distintos. De um lado, confirma a necessidade de substituir Gómez e lidar com mais uma defesa inédita. De outro, mantém a lógica de um sistema que já vem sendo utilizado pelo técnico, caso a opção por três zagueiros seja confirmada.
Invencibilidade defensiva será colocada à prova
A sequência sem sofrer gols reduz o impacto das constantes mudanças, embora não elimine a responsabilidade dos jogadores escolhidos para a partida. Em Quito, a organização coletiva terá importância para controlar a pressão da LDU e evitar que a vantagem mínima obtida no primeiro jogo desapareça rapidamente.
O time equatoriano precisa vencer para continuar na competição e terá de assumir uma postura mais agressiva do que a apresentada no confronto de ida. Para o Palmeiras, a necessidade é diferente: administrar o resultado sem abandonar completamente as ações ofensivas, já que um gol fora de casa ampliaria a distância no placar agregado.
A definição do trio e do sistema deveria ocorrer no último treinamento antes do jogo. Até lá, Murilo, Barboza e Fuchs são os nomes mais cotados para iniciar a partida, enquanto a equipe se prepara para enfrentar altitude, pressão dos mandantes e a obrigação de proteger uma vantagem de apenas um gol.
Sem seu capitão, o Palmeiras dependerá da resposta dos substitutos e da consistência que apresentou nos quatro compromissos anteriores. Se repetir a eficiência defensiva e evitar a derrota, encerrará a série contra a LDU com a classificação para a semifinal da Libertadores.