Vitória é vista como crucial para devolver confiança ao elenco e iniciar recuperação do Remo na A.Foto: Reprodução da Internet
O empate sem gols com o Vasco manteve o Remo em situação delicada no Campeonato Brasileiro, mas também trouxe uma avaliação considerada positiva pelo técnico Thiago Carpini. Depois da partida em São Januão, o treinador destacou a postura competitiva da equipe e indicou que a primeira vitória pode ser o ponto de virada para o clube na luta contra o rebaixamento.
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O resultado ampliou para 12 partidas a sequência do Remo sem vencer. Pela Série A, o jejum é de dez jogos, com quatro empates e seis derrotas. Com 25 pontos e ocupando a 19ª colocação, o time paraense precisa transformar a melhora no comportamento em resultados nas oito rodadas restantes da competição.
O confronto contra o Vasco terminou sem gols, mas o Remo conseguiu preservar a própria meta e apresentou uma atuação mais organizada no sistema defensivo. O desempenho foi analisado por Carpini como um sinal de que a equipe pode ter encontrado uma base para reagir, ainda que os números da campanha mostrem a urgência por uma vitória.
Carpini valoriza postura do Remo
Na avaliação do treinador, a equipe mostrou concentração e competitividade durante o duelo em São Januário. Carpini afirmou que gostou da forma como os jogadores se comportaram e competiram, apontando essa postura como o caminho que o Remo precisa seguir para continuar na disputa pela permanência na elite.
A leitura do comandante não ignora a pressão pelo resultado. O Remo não vence há 12 partidas, e a sequência negativa aumenta a importância de cada compromisso nesta reta final. Por isso, a organização defensiva apresentada contra o Vasco aparece como um ponto de partida, mas ainda precisa ser acompanhada por maior eficiência no ataque.
O técnico também considera que o período de trabalho tem servido para conhecer melhor as características do elenco e aplicar suas ideias de jogo. A intenção é preservar os aspectos positivos observados nos compromissos recentes, enquanto a comissão técnica procura soluções para tornar o time mais agressivo quando recupera a bola.
Limitações ofensivas são desafio para a comissão
Um dos problemas identificados por Carpini está na construção das jogadas ofensivas. Para o treinador, o Remo encontra dificuldades principalmente quando precisa acelerar as transições e atacar os espaços deixados pelos adversários. A equipe, segundo ele, não conta com muitos jogadores de profundidade, característica que limita as alternativas para surpreender as defesas.
Essa limitação ajuda a explicar por que a equipe pode apresentar uma postura mais segura sem conseguir transformar o controle defensivo em oportunidades suficientes. O desafio da comissão técnica é aumentar a produção ofensiva sem desmontar a estrutura que permitiu ao Remo sair de São Januário sem sofrer gols.
A busca por esse equilíbrio ocorre em um momento de pouca margem para erros. Com oito rodadas ainda pela frente, o clube precisa somar pontos para reduzir a distância em relação aos concorrentes diretos. No entanto, Carpini evita concentrar o discurso em projeções de pontuação e prefere tratar a próxima vitória como a prioridade imediata.
Primeiro triunfo é tratado como divisor de águas
Carpini entende que uma vitória pode alterar o ambiente no elenco e devolver confiança aos jogadores. O treinador classificou a conquista dos primeiros três pontos como possível divisor de águas para o Remo, que ainda não conseguiu interromper a sequência negativa sob o comando do técnico.
A expectativa é que o resultado positivo permita ao time construir uma sequência mais estável. Um empate mantém a equipe competitiva em determinados momentos, mas não resolve a principal necessidade da campanha: vencer. A partir desse diagnóstico, o treinador tenta conduzir o grupo com foco no próximo adversário, sem deixar que a pressão pelo jejum comprometa a evolução apresentada no campo.
O cenário do Remo também pode ser acompanhado a partir do contexto do empate diante do Vasco. O clube carioca parou no goleiro Marcelo Rangel e não conseguiu aproveitar as oportunidades criadas, conforme relatado em análise do jogo entre Vasco e Remo. Para os paraenses, o ponto conquistado fora de casa teve valor limitado diante da necessidade de vitórias, mas reforçou a percepção de que a equipe pode competir melhor defensivamente.
Remo recebe o Bragantino pela 31ª rodada
A próxima oportunidade para encerrar o jejum será contra o RB Bragantino. O jogo está marcado para domingo, dia 18, às 19h30, no Mangueirão, em Belém, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida será disputada diante da torcida azulina, em um ambiente no qual o Remo tentará transformar a evolução indicada por Carpini em uma vitória.
Além de buscar os três pontos, o clube terá de manter a organização defensiva demonstrada contra o Vasco e encontrar maneiras de atacar com mais velocidade. A ausência de muitos jogadores de profundidade, apontada pelo treinador, exige alternativas na construção das jogadas e nas transições para que o time não dependa apenas de uma atuação segura sem bola.
O duelo contra o Bragantino representa, portanto, mais do que uma nova rodada para o Remo. É a chance de confirmar se a melhora de comportamento observada em São Januário pode sustentar uma reação na tabela. Para Carpini, o caminho passa por repetir a competitividade, corrigir a produção ofensiva e, principalmente, alcançar a primeira vitória capaz de mudar o rumo da equipe na Série A.