Alef Manga ainda não definiu o próximo capítulo da carreira, mas encontrou uma maneira incomum de movimentar as redes sociais após deixar o Remo. O atacante publicou uma imagem com 14 pares de chuteiras disponíveis para venda enquanto permanece em Santos, no litoral paulista.
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A oferta foi apresentada de forma direta. Na publicação, Manga escreveu “Todas à venda” e mostrou os calçados aos seguidores. Não foram informados os preços, as condições de negociação, a existência de compradores ou se todos os pares foram utilizados pelo jogador em partidas oficiais.
O anúncio apareceu cinco dias depois de o Remo confirmar a saída do atleta. O contrato, que inicialmente tinha previsão de seguir até o fim da temporada, foi encerrado antes do prazo após um episódio envolvendo o zagueiro Marllon, capitão da equipe paraense.
Venda das chuteiras ocorre após rescisão
A publicação não apresenta qualquer relação comprovada com uma transferência. Também não há confirmação de proposta, negociação avançada ou acerto de Manga com outro clube. Por enquanto, o fato conhecido é que o atacante disponibilizou parte de seu material esportivo enquanto aguarda uma definição sobre a continuidade profissional.
O Remo anunciou que o jogador não fazia mais parte do elenco e desejou sucesso na sequência da carreira. Depois do comunicado, clube e atleta chegaram a um acordo para a rescisão antecipada do vínculo. A equipe não detalhou, na nota oficial, os motivos que levaram ao encerramento do contrato.
A defesa de Alef Manga, porém, se manifestou sobre o episódio que antecedeu a saída. Os representantes do atacante afirmaram que houve uma cobrança entre jogadores depois de um resultado negativo, mas negaram a ocorrência de agressão física. A assessoria também declarou que o atleta tomou conhecimento do afastamento por meio da repercussão na imprensa, e não por uma comunicação oficial direta do clube.
Os representantes ainda sustentaram que a discussão ocorreu em defesa dos interesses do Remo e negaram que Manga tivesse registrado outros episódios de indisciplina durante a passagem pelo clube. Essas são as versões apresentadas pela defesa; o comunicado do Remo sobre a saída não esclareceu publicamente os detalhes do desentendimento.
Discussão começou depois de derrota para o Santos
O conflito envolveu Marllon e aconteceu após a derrota do Remo por 2 a 1 para o Santos, no Mangueirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Conforme os relatos divulgados sobre o caso, a discussão começou ainda no gramado e continuou no vestiário.
Manga foi afastado das atividades do elenco a partir de 23 de setembro. A decisão ocorreu depois do confronto com o Santos e antes da formalização da saída. A sequência dos acontecimentos terminou com a rescisão do contrato, sem que o clube divulgasse uma descrição detalhada da discussão ou informasse eventual punição disciplinar além do afastamento.
O episódio encerrou uma passagem que havia começado no início de 2026. Anunciado como um dos primeiros reforços do Remo para a temporada, o atacante ganhou espaço ao longo da campanha e se manteve entre os jogadores mais utilizados da equipe.
Números mostram participação frequente no elenco
Ao todo, Alef Manga disputou 40 partidas pelo Remo, marcou seis gols e forneceu quatro assistências. A soma representa dez participações diretas em gols. O atacante terminou o período com presença relevante na produção ofensiva, embora os números não indiquem, por si só, qual seria a função de um eventual substituto após sua saída.
Na Série A, Manga participou das 28 rodadas disputadas pelo Remo até o afastamento. Em 19 partidas, começou como titular; nas outras nove, entrou no decorrer do jogo. A sequência mostra que ele era uma alternativa utilizada com frequência pela comissão técnica, tanto desde o início quanto durante as partidas.
Com cinco gols no campeonato nacional, o atacante ocupava a vice-artilharia do Remo na competição. O sexto gol registrado no total da temporada foi marcado em outro torneio ou fase do calendário, já que os números gerais do clube contabilizam seis gols em 40 atuações.
Além disso, Manga era apontado como o segundo jogador que mais havia entrado em campo pelo Remo em 2026. A marca ajuda a dimensionar a presença do atleta no grupo antes do afastamento: sua participação não se limitava a aparições pontuais, e o jogador vinha sendo integrado com regularidade à rotina competitiva da equipe.
Próximo passo ainda não foi informado
A saída deixa em aberto tanto o destino de Alef Manga quanto a forma como o Remo reorganizará o setor ofensivo para a reta final da temporada. O material disponível não informa quem assumirá diretamente os minutos do atacante, se haverá mudança na formação ou se o clube buscará uma reposição.
Para o jogador, também não existe destino anunciado. A permanência em Santos foi registrada no período posterior à rescisão, mas não há confirmação de que a cidade esteja ligada a uma negociação específica. Da mesma forma, a venda das chuteiras não permite concluir que Manga esteja deixando o futebol, mudando de atividade ou preparando uma transferência.
O cenário, portanto, reúne três elementos confirmados: o encerramento antecipado do vínculo com o Remo, a ausência de um novo clube divulgado e a oferta de 14 pares de chuteiras nas redes sociais. Os valores dos itens e o resultado da venda não foram informados. Enquanto aguarda uma nova oportunidade, Manga encerra a passagem pelo clube paraense com 40 jogos, seis gols e quatro assistências, depois de ter sido afastado na reta final de sua participação na Série A.