Eduardo Baptista prioriza João Victor no ataque do Inter, deixando Carbonero como opção limitada.Foto: Reprodução da Internet
Johan Carbonero deixou de ser uma opção frequente no ataque do Internacional desde a chegada de Eduardo Baptista. Artilheiro colorado no Campeonato Brasileiro, com sete gols, o colombiano permaneceu no banco durante os dois últimos compromissos da equipe e não foi utilizado nas partidas contra Botafogo e Fluminense.
A sequência contrasta com a importância que o atacante teve na campanha. Carbonero participou diretamente de 11 dos 37 gols marcados pelo Inter no Brasileirão, somando sete gols e quatro assistências. Mesmo com essa produção, a comissão técnica passou a priorizar outras características para a composição do setor ofensivo.
NOTAS DA TORCIDA
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Com Paulo Pezzolano, Carbonero era presença habitual na equipe. O atacante disputou 35 partidas sob o comando do treinador anterior e foi titular em 29 ocasiões. A utilização indicava um papel relevante no planejamento do time, especialmente pela capacidade de atuar pelos lados e contribuir nas ações ofensivas.
O cenário se modificou após a mudança no comando. Carbonero foi reserva nas cinco partidas dirigidas por Eduardo Baptista e entrou em campo somente nos duelos com Corinthians, Grêmio e Mirassol. Nessa sequência, acumulou apenas 77 minutos.
A última titularidade ocorreu em setembro, na derrota para o São Paulo, no Morumbi. Depois daquele jogo, o camisa 7 passou a ter uma participação mais restrita. Contra o Botafogo, ficou no banco durante a vitória por 3 a 0. Diante do Fluminense, no Maracanã, também não saiu da reserva na derrota por 2 a 1.
Após o revés para o Fluminense, Eduardo Baptista explicou a escolha por João Victor, jovem formado nas categorias de base, em vez da utilização de Carbonero. De acordo com o treinador, o atacante oferece maior auxílio na marcação e velocidade para conduzir os contra-ataques.
A decisão ocorreu em um momento de pressão do Fluminense. O Internacional precisava sair com rapidez da defesa e, na avaliação do técnico, João Victor apresentava características mais adequadas para aquele contexto. A preferência, portanto, considerou o comportamento da equipe sem a bola e a necessidade de acelerar as transições.
O critério ajuda a explicar por que a produção ofensiva de Carbonero não foi suficiente para mantê-lo entre os primeiros escolhidos. O colombiano continua sendo o principal goleador do Inter na competição, mas a comissão técnica também exige participação na recomposição e contribuição para o equilíbrio coletivo.
João Victor, por sua vez, ganhou espaço justamente por responder a essa necessidade específica. Isso não significa que Carbonero tenha deixado de fazer parte dos planos, mas mostra que a disputa pela posição passou a envolver características diferentes. A definição dependerá do plano de jogo e das avaliações feitas durante a preparação.
Suspeita de lesão abre novas alternativas
O próximo compromisso pode alterar a configuração do ataque. Alan Patrick deixou a partida contra o Fluminense com suspeita de lesão muscular na coxa direita e pode desfalcar o Internacional diante do Coritiba. A situação do camisa 10 cria uma necessidade de avaliação para a comissão técnica, mas não garante automaticamente uma oportunidade para Carbonero.
Vitinho aparece entre as alternativas para começar a partida. Bruno Henrique e Paulinho também podem ser considerados por Eduardo Baptista, de acordo com a formação escolhida para o duelo. Assim, a eventual ausência de Alan Patrick amplia a disputa, em vez de indicar um substituto definido.
O treinador ainda pode recorrer a uma solução utilizada anteriormente. Nesse cenário, Bernabei atuaria mais adiantado, enquanto Matheus Bahia ocuparia a lateral esquerda. A possibilidade mostra que a comissão técnica analisa mudanças estruturais, e não apenas a troca direta de um jogador por outro.
As opções disponíveis permitem ao Inter escolher entre uma formação com maior presença ofensiva e uma composição que preserve o comportamento defensivo valorizado por Baptista. Carbonero pode se beneficiar da necessidade de aumentar a produção no ataque, mas precisará superar a concorrência e demonstrar que consegue cumprir as exigências sem a bola.
Inter terá quatro treinos antes do Coritiba
O elenco colorado recebeu folga na quinta-feira, dia 29, e tem reapresentação marcada para a manhã desta sexta-feira, dia 30, no CT Parque Gigante. A programação prevê quatro sessões de treinamento antes da partida, período em que Eduardo Baptista poderá observar as condições de Alan Patrick e testar as alternativas para o setor ofensivo.
O Internacional enfrentará o Coritiba na terça-feira, dia 3, às 21h30, no Beira-Rio. A equipe chega ao confronto pressionada pela luta contra o rebaixamento, contexto que aumenta a importância de encontrar uma formação capaz de buscar o resultado sem perder organização.
A necessidade de vitória pode favorecer uma escalação mais ofensiva, mas a escolha final não será determinada apenas pela situação na tabela. A avaliação de Baptista sobre recomposição, velocidade nas transições e equilíbrio defensivo continuará influenciando a composição do time.
Para Carbonero, o confronto representa uma possível oportunidade de recuperar espaço, embora ainda não exista indicação de que ele será titular ou mesmo utilizado. Seus sete gols e quatro assistências sustentam a relevância ofensiva no campeonato, enquanto a pouca participação recente mostra que terá de reconquistar a confiança da nova comissão técnica.
A disputa permanece aberta até a definição da equipe. Entre a produção do artilheiro, a preferência recente por João Victor, a possível ausência de Alan Patrick e as demais alternativas avaliadas, Eduardo Baptista terá de decidir como equilibrar o poder de ataque com a organização exigida para o duelo no Beira-Rio.