Aguirre se tornou peça-chave no Internacional após reviravolta e mudança de treinador, reforçando o time.Foto: Reprodução da Internet
Braian Aguirre viveu uma mudança de cenário no Internacional. Depois de perder espaço, enfrentar críticas e ficar próximo de retornar ao futebol argentino, o lateral-direito passou a ocupar papel importante na reação colorada no Campeonato Brasileiro. A transformação ocorreu após a troca no comando técnico e ganhou evidência na vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo, no Beira-Rio.
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O argentino participou diretamente da jogada que abriu o placar. Aguirre avançou pela direita, superou Matheus Martins e cruzou para a área. O desvio de Marçal fez a bola sobrar para Matheus Bahia, que marcou o primeiro gol da partida. O lance resumiu a função que Eduardo Baptista deseja dos alas: presença intensa na defesa e participação constante no ataque.
O momento do lateral ajuda a explicar a evolução do Inter sob a nova proposta de jogo. A equipe deixou o triunfo sobre o Botafogo com uma atuação que reforçou a reação no campeonato, e Aguirre apareceu como um dos símbolos dessa mudança coletiva.
A função de Aguirre no sistema de Eduardo Baptista
Na organização defensiva, Aguirre e Matheus Bahia ajudam a formar uma linha com cinco jogadores. Quando o Inter recupera a bola, porém, os dois avançam e passam a atuar em zonas próximas às de pontas. A intenção é aumentar a presença colorada pelos lados e criar mais opções para finalizar as jogadas.
O treinador considera que Aguirre reúne características adequadas para essa função. A força física, a dedicação e a coragem destacadas por Baptista são exigências de um papel que impõe deslocamentos frequentes entre a marcação e o ataque. O lateral precisa proteger o setor, percorrer longas distâncias e ainda aparecer na área adversária.
Contra o Botafogo, a movimentação produziu outro momento de destaque. Aguirre arrancou pela direita e encobriu o goleiro adversário, mas a jogada acabou anulada por uma falta de Alerrandro na origem. Mesmo sem o gol, o lance reforçou a liberdade concedida ao jogador no novo desenho.
A orientação não se limita ao lateral-direito. Matheus Bahia também passou a participar mais das ações ofensivas, enquanto o jogador do lado oposto deve atacar a área quando um dos alas progride. O gol no Beira-Rio foi consequência de uma dinâmica trabalhada nos treinamentos e mostrou como a movimentação dos dois lados pode ampliar as alternativas do time.
De opção fora dos planos a titular importante
A recuperação de Aguirre contrasta com o período anterior à chegada de Eduardo Baptista. Sob o comando de Paulo Pezzolano, o lateral perdeu espaço em razão da utilização de Vitinho improvisado na linha de cinco defensores. A queda na hierarquia abriu a possibilidade de uma saída e o jogador chegou a ficar perto de retornar à Argentina.
O destino poderia ter sido o Rosario Central, mas a negociação não avançou depois que Aguirre não foi aprovado no exame médico. Sem o acordo, o argentino voltou ao Beira-Rio e encontrou uma nova oportunidade com a mudança no comando. O que parecia ser um caminho de afastamento do clube se transformou em uma retomada dentro do elenco.
A trajetória recente também foi marcada por um episódio difícil. Na derrota por 5 a 1 para o Vasco, em 2025, Aguirre perdeu a bola na origem do primeiro gol adversário e acabou substituído aos 14 minutos. O lateral chorou no banco de reservas, em uma cena que expôs o peso daquele momento para o jogador.
Na sequência, Abel Braga assumiu o comando do Internacional e trabalhou para recuperar a confiança do argentino. O treinador chamou Aguirre diante dos companheiros, demonstrou apoio e confirmou sua presença entre os titulares na estreia. A postura ajudou a recolocar o atleta no ambiente competitivo, mas foi a mudança de função promovida por Baptista que o transformou em peça relevante do modelo atual.
O desafio no Maracanã
Aguirre chega ao confronto com o Fluminense em uma condição diferente daquela vivida meses atrás. O jogo está marcado para quarta-feira, dia 28, às 19h30, no Maracanã. O lateral, que esteve perto de deixar o Internacional, aparece agora entre os jogadores importantes para a execução da proposta do treinador.
O duelo também servirá para medir a consistência da nova dinâmica fora do Beira-Rio. No estádio colorado, os avanços dos alas contribuíram para a vitória sobre o Botafogo. No Maracanã, Aguirre terá de repetir a intensidade defensiva e ofensiva diante de um adversário diferente, sem que isso signifique abandonar a proteção do setor.
O Internacional vem preparando mudanças para enfrentar o Fluminense, mas o material disponível não confirma alterações específicas na posição de Aguirre. O que está estabelecido é a importância do lateral dentro do sistema que Baptista vem utilizando e a possibilidade de o argentino continuar como uma das principais opções pelos lados do campo.
Mais do que uma recuperação individual, a ascensão de Aguirre representa uma mudança na forma como o Inter utiliza seus alas. A equipe passou a exigir deles participação nas finalizações, ocupação da área e intensidade para recompor. Para o jogador, o momento oferece a chance de deixar para trás uma sequência de dificuldades e consolidar uma nova fase no clube.