O Fluminense garantiu presença nas quartas de final da Libertadores em uma noite marcada por tensão, resistência e emoção. Antes de enfrentar o Independiente Rivadavia, na última terça-feira (18), em Mendoza, o capitão Thiago Silva reuniu o elenco no vestiário e falou sobre a importância daquele momento. Aos 41 anos, o zagueiro admitiu que a competição continental pode estar vivendo seus últimos capítulos em sua carreira.
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1 × 1 Copa Libertadores
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Agustín CanobbioTitular
Média6,6
FábioTitular
Média9,8
GansoTitular
Média8,2
GugaTitular
Média8,6
HérculesTitular
Média7,8
HulkTitular
Média6,9
IgnácioTitular
Média7,4
MartinelliTitular
Média8,6
RenêTitular
Média7,5
Thiago SilvaTitular
Média9,2
Yeferson SoteldoTitular
Média7,3
Julián MillánEntrou durante o jogo
Média6,8
Kevin SernaEntrou durante o jogo
Média8,8
Luciano AcostaEntrou durante o jogo
Média6,8
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O discurso foi registrado pela Flu TV, canal oficial do clube, e divulgado no vídeo de bastidores da partida. Sem apresentar uma fala estritamente motivacional, Thiago Silva explicou aos companheiros que pretendia mostrar a dimensão da oportunidade que o grupo tinha pela frente. A classificação, confirmada horas depois, deu um peso ainda maior às palavras do defensor.
Thiago Silva relembra 2008
A relação do capitão com a Libertadores começou em 2008, quando ele participou da campanha que levou o Fluminense à decisão do torneio. Naquela ocasião, o time carioca enfrentou a LDU, do Equador, na final e acabou derrotado. Durante a conversa com o elenco, Thiago recordou aquela trajetória e afirmou que a lembrança parecia recente, apesar do tempo transcorrido.
“Eu vinha no ônibus agora, meditando, pensando no que eu poderia falar. Não para motivar, mas para mostrar o real momento em que estamos. Isso me remeteu a 2008, na minha primeira Libertadores. Parece que foi ontem. Perdemos a final; não sei se foi justo ou injusto, mas perdemos”, disse o zagueiro, conforme o conteúdo divulgado pelo canal oficial do Fluminense.
A referência à decisão contra a LDU ajudou a situar o elenco em uma história que envolve o clube e o próprio jogador. Thiago Silva já havia vivido uma campanha profunda na competição e, agora, retornava à fase decisiva em uma idade diferente e com outra perspectiva sobre a carreira. O capitão apresentou a classificação como uma oportunidade que não deveria ser adiada ou tratada como algo garantido para o futuro.
Uma possível despedida continental
O ponto central da fala foi a possibilidade de aquela ser a última participação do defensor na Libertadores. Thiago Silva não afirmou que deixaria de disputar a competição de maneira definitiva, mas reconheceu que a tendência é não voltar ao torneio. A declaração foi feita antes da partida e refletiu a avaliação do jogador sobre o estágio atual de sua trajetória profissional.
“E esta pode ser a minha última. Eu não quero que acabe hoje. Não quero voltar para casa triste; quero voltar com o sentimento de que entregamos tudo lá dentro”, afirmou o capitão. Na sequência, ele pediu que os companheiros valorizassem a ocasião sem concentrar a atenção em possibilidades futuras.
O zagueiro também ampliou a reflexão para o restante do grupo. Segundo Thiago, aquele poderia ser o último torneio continental de outros atletas do elenco, já que o futuro de uma carreira não pode ser antecipado. A mensagem foi para que os jogadores aproveitassem a partida e entrassem em campo com a sensação de que haviam feito tudo o que estava ao alcance.
“Não deixem para daqui a pouco. A vida é muito curta, aproveitem. Eu estou mais para lá do que para cá. Então, esta pode ser a minha última, como pode ser a última de alguns aqui. Nós nunca sabemos o futuro, mas a minha, provavelmente, é a última”, declarou o defensor no vestiário.
Pedido por calma diante da pressão
Além de falar sobre a passagem do tempo, Thiago Silva abordou a postura que esperava do Fluminense durante o jogo. O capitão pediu tranquilidade aos companheiros e citou Paulo Henrique Ganso como uma referência de serenidade. Para ele, o meia demonstrava uma maneira de permanecer concentrado mesmo quando a partida exigia decisões rápidas.
“Na hora de jogar, calma, tranquilidade. Pensa no Paulo (Henrique Ganso), na tranquilidade dele. Parece que ele está à parte do jogo. É isso que a gente precisa hoje”, disse Thiago. A orientação estava ligada à necessidade de o Fluminense controlar as emoções em uma partida eliminatória, disputada fora de casa e com a vaga nas quartas de final em jogo.
O capitão também alertou para a característica do adversário. O Independiente Rivadavia buscava explorar as transições, e Thiago pediu que o time brasileiro não oferecesse esse tipo de espaço. “Porque os caras querem transição, e a transição nós não vamos dar hoje”, completou o zagueiro na conversa com o elenco.
Fluminense supera expulsão e pênaltis
O duelo em Mendoza confirmou a dificuldade projetada no vestiário. O Fluminense empatou por 1 a 1 no tempo regulamentar e precisou lidar com a desvantagem numérica durante boa parte do segundo tempo. Mesmo com um jogador a menos, a equipe resistiu à pressão do Independiente Rivadavia e manteve a disputa aberta até o fim dos 90 minutos.
Como o empate permaneceu, a definição da vaga foi para os pênaltis. O Fluminense venceu a disputa por 5 a 4 e assegurou a classificação para as quartas de final da Libertadores. O resultado transformou a partida em uma demonstração de resistência, especialmente pela necessidade de jogar quase toda a etapa final com dez atletas.
A sequência de acontecimentos também alterou a leitura do discurso. Antes do apito inicial, Thiago Silva havia falado sobre não querer retornar para casa com tristeza e sobre a necessidade de entregar tudo em campo. Depois da classificação, o Fluminense deixou Mendoza com a vaga garantida e manteve vivo o objetivo de avançar na principal competição continental do clube.
Capitão segue vivo no torneio
Com o triunfo nos pênaltis, Thiago Silva continua na Libertadores e ganha mais uma oportunidade de disputar uma etapa avançada do torneio. A classificação não elimina a possibilidade de que esta seja sua última edição, mas impede que sua participação termine naquela noite contra o Independiente Rivadavia.
A presença nas quartas de final prolonga uma história iniciada em 2008, quando o zagueiro esteve com o Fluminense na campanha que terminou com a derrota para a LDU. Entre aquela final e a atual fase da competição, o jogador acumulou uma trajetória que fez da Libertadores um torneio especialmente significativo em sua relação com o clube.
O episódio ainda reforça o papel de liderança exercido pelo defensor no elenco tricolor. Antes de uma partida decisiva, Thiago escolheu compartilhar memórias pessoais, reconhecer a possibilidade de despedida e orientar os companheiros sobre a postura necessária. A conversa não antecipou o resultado, mas revelou a importância que o capitão atribuía à noite em Mendoza.
O Fluminense agora segue entre os oito melhores da Libertadores. A vaga foi obtida após empate no tempo regulamentar, atuação com um jogador a menos e vitória por 5 a 4 nas cobranças. Thiago Silva, que entrou em campo consciente de que poderia estar vivendo seu último capítulo no torneio, terá ao menos mais uma fase para continuar essa trajetória ao lado do clube.
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