Uma conversa no hotel do Fluminense fez Hulk mudar a maneira como encarava um período difícil no clube. Em entrevista à TNT Sports, o atacante contou que Paulo Angioni demonstrou confiança nele e deixou uma orientação que permaneceu marcada: “Não está fácil para você, mas eu confio em você, só seja resiliente”.
O conselho, segundo o jogador, não ficou restrito ao momento em que foi dado. Hulk passou a pesquisar o significado de resiliência, procurou leituras sobre o tema e tentou aplicar o aprendizado à rotina profissional e pessoal. A experiência influenciou sua forma de pensar, de treinar e de reagir às adversidades.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 3 Brasileirão Série A
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Agustín CanobbioTitular
Média8,4
FábioTitular
Média9,7
HulkTitular
Média9,1
Julián MillánTitular
Média7,6
Kevin SernaTitular
Média8,1
Luciano AcostaTitular
Média7,2
MartinelliTitular
Média9,4
NonatoTitular
Média7,5
RenêTitular
Média7,5
Samuel XavierTitular
Média6,8
Thiago SilvaTitular
Média9,1
GansoEntrou durante o jogo
Média8,1
HérculesEntrou durante o jogo
Média7,3
Julio FidelisEntrou durante o jogo
Média7,4
RiquelmeEntrou durante o jogo
Média7,1
Rodrigo CastilloEntrou durante o jogo
Média6,6
✓ Resultado final baseado em 224 voto(s) da torcida.
Hulk afirmou que não conhecia Angioni pessoalmente antes de defender o Fluminense. O primeiro contato ocorreu durante uma partida entre Atlético e Fluminense, na Arena MRV. Na ocasião, o atacante conversava com Thiago Silva quando foi abordado pelo dirigente.
Angioni abraçou o jogador e disse que queria parabenizá-lo por ter ajudado uma pessoa de quem gostava. Hulk não explicou qual havia sido a situação, mas relatou que o dirigente tinha tomado conhecimento de sua atitude e quis cumprimentá-lo.
Mais tarde, já no Fluminense, os dois voltaram a conversar. Angioni chamou Hulk para sua sala, retomou aquele episódio e compartilhou experiências acumuladas ao longo de décadas no futebol. O encontro ajudou a aproximar os dois em uma relação que, na lembrança do atacante, ultrapassava os assuntos ligados ao trabalho.
Durante essa conversa, o ex-dirigente também falou sobre a forma como enxergava os jogadores. Segundo Hulk, Angioni dizia que, apesar das críticas frequentes direcionadas à categoria, aprendia com os atletas por considerá-los pessoas muito reais.
“Muita gente critica vocês, jogadores, mas vocês são muito reais, eu aprendo muito com vocês”, teria afirmado Angioni, conforme o relato do atacante.
Mensagem veio antes de um jogo em casa
A conversa que mais marcou Hulk aconteceu em outro momento. O jogador contou que atravessava uma fase complicada quando Angioni o procurou no hotel, antes de uma partida do Fluminense em casa. Ele não soube informar qual era o adversário nem detalhou o problema enfrentado naquele período.
O dirigente o abraçou, reconheceu que a situação não era simples e reforçou que confiava no atacante. Para Hulk, a combinação entre a percepção de Angioni sobre aquele momento e a demonstração de confiança tornou a mensagem especialmente significativa.
“Quando ele me falou aquilo ali, me tocou bastante e foi o que eu procurei ser naquele momento”, relatou o jogador na entrevista.
A partir daí, Hulk começou a estudar o conceito de resiliência e a buscar maneiras de incorporá-lo ao cotidiano. O atacante afirmou que passou a refletir mais sobre o tema e levou esse processo para os treinamentos e para sua postura diante das dificuldades.
O relato não associa a mudança a um jogo específico, a um resultado ou a uma conquista esportiva. A importância da conversa, para Hulk, está no efeito pessoal que ela produziu: uma frase curta serviu como orientação durante uma fase difícil e alterou a maneira como ele procurava se comportar dentro e fora do campo.
Hulk recordou Angioni após a morte do dirigente
A lembrança foi compartilhada depois da morte de Paulo Angioni. O ex-dirigente morreu aos 80 anos, em 12 de setembro de 2026, após enfrentar um câncer no pâncreas. A informação sobre a perda foi comunicada por Mário Bittencourt ao elenco do Fluminense.
Hulk afirmou que os jogadores sentiram bastante a notícia. A reação mencionada pelo atacante ajuda a dimensionar o vínculo criado por Angioni no ambiente do clube, especialmente para aqueles que tiveram contato direto com ele.
O jogador também disse que a conversa sobre resiliência aconteceu dias antes de Angioni descobrir o problema de saúde que enfrentava. Ele não apresentou outros detalhes médicos, mas associou essa proximidade temporal ao peso emocional da recordação.
Na visão de Hulk, Angioni deixou uma marca que não se limitou às funções administrativas. O dirigente conversava com os atletas sobre futebol, experiências e comportamento, e esse tipo de abordagem fez com que uma orientação pessoal permanecesse na memória do atacante.
Como a entrevista não identifica o adversário da partida nem descreve precisamente a dificuldade vivida por Hulk, não há base para relacionar o conselho a um confronto, resultado ou desempenho individual determinado. O que está confirmado pelo depoimento é a transformação relatada pelo jogador: depois de ouvir Angioni, ele passou a estudar resiliência e tentou levar esse aprendizado para a rotina profissional e para a vida diária.