A permanência de Memphis Depay no Corinthians foi recebida de maneira dividida no vestiário, segundo informações do colunista Samir Carvalho, do programa De Primeira, do Canal UOL. De acordo com o relato, ninguém dentro do elenco se posicionou abertamente contra a renovação, mas uma parcela dos jogadores teria visto o acordo com bons olhos por entender que o atacante holandês passará a concentrar a maior parte das cobranças por resultados.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
1 × 2 Brasileirão Série A
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
AllanTitular
Média7,3
André CarrilloTitular
Média7,0
Breno BidonTitular
Média7,0
Gabriel PaulistaTitular
Média7,3
Gustavo HenriqueTitular
Média9,7
Hugo SouzaTitular
Média6,7
Kaio CésarTitular
Média7,0
Matheus BiduTitular
Média7,0
MatheuzinhoTitular
Média7,0
Pedro RaulTitular
Média6,0
Rodrigo GarroTitular
Média7,0
DieguinhoEntrou durante o jogo
Média6,3
Gui NegãoEntrou durante o jogo
Média7,0
Jesse LingardEntrou durante o jogo
Média7,7
Matheus PereiraEntrou durante o jogo
Média6,3
TchocaEntrou durante o jogo
Média7,0
✓ Resultado final baseado em 48 voto(s) da torcida.
A avaliação ganhou força justamente às vésperas do duelo contra o Rosario Central, pela Libertadores. O Corinthians viveu uma longa discussão sobre a continuidade de Memphis, e a definição sobre o futuro do jogador alterou a percepção interna no clube. Conforme a apuração apresentada por Samir, a volta do camisa 10 ao projeto corintiano não foi recebida de forma unânime, embora tenha prevalecido uma inclinação favorável à permanência.
Memphis assume o centro das cobranças
O ponto principal citado pelo colunista é a mudança no foco da pressão. Antes da decisão sobre a renovação, a responsabilidade estaria associada a Osmar, que, segundo a declaração reproduzida na fonte, havia optado por não renovar e depois recuou. Com Memphis novamente no Corinthians, parte dos atletas entende que o holandês será visto como o principal responsável por liderar a equipe e responder pelos resultados, ainda que sua participação em campo tenha limitações.
Essa percepção não significa que todos os jogadores tenham comemorado a renovação. O relato indica uma divisão no grupo, com vantagem para os que preferiam o retorno de Memphis. A informação foi atribuída a uma fonte ligada ao elenco, ouvida por Samir Carvalho. Como não há, no material disponível, identificação desse atleta nem manifestação pública dos jogadores, a avaliação deve ser tratada como uma leitura interna relatada pelo colunista, e não como uma posição oficial do Corinthians.
O cenário descrito também envolve a hipótese de um resultado negativo no mata-mata continental. Segundo pessoas do centro de treinamento citadas por Samir, uma eliminação ou um tropeço do Corinthians faria o assunto Memphis ganhar ainda mais espaço. A cobrança poderia se concentrar no atacante, mesmo que ele ainda não estivesse em condições de atuar durante toda a partida.
Pressão pode atingir jogador fora de campo
A fonte chama atenção para uma contradição: Memphis talvez nem esteja jogando no momento em que a pressão recaia sobre ele. Ainda assim, a simples condição de principal nome associado à permanência e à renovação poderia colocá-lo no centro do debate. O jogador, conforme a análise apresentada no programa, teria consciência de que sua imagem ficará ligada às expectativas criadas em torno do time.
Na prática, a concentração das cobranças no holandês poderia funcionar como uma proteção indireta para os demais integrantes do elenco. Samir descreveu a presença de Memphis como uma espécie de blindagem para o grupo, porque eventuais críticas após um resultado ruim tenderiam a se voltar inicialmente ao camisa 10. A reportagem não apresenta declarações dos atletas confirmando esse entendimento, mas registra que ele teria sido compartilhado por jogadores ouvidos no ambiente do clube.
Esse aspecto ganha relevância porque o Corinthians atravessa um período de pendências financeiras. Segundo a informação divulgada no Canal UOL, o elenco se aproxima de completar dois meses de direitos de imagem atrasados. A fonte também menciona férias e premiações pendentes, sem detalhar valores ou indicar quando os pagamentos seriam regularizados.
Elenco evita exposição pública
O comportamento dos jogadores diante da situação financeira também foi citado na análise. Samir afirmou que o grupo corintiano não tem um perfil marcado por entrevistas frequentes ou por manifestações públicas de líderes para cobrar providências. Por isso, a permanência de Memphis poderia acabar ocupando o espaço das discussões que envolvem tanto o desempenho esportivo quanto os problemas financeiros do clube.
Não há, no material consultado, informação sobre uma reunião do elenco, uma nota oficial ou qualquer posicionamento formal do Corinthians a respeito dos atrasos. Também não foi informado se Memphis participou de conversas específicas com os companheiros sobre a renovação. O que existe é a descrição de uma percepção atribuída a pessoas do CT e a um jogador do grupo, apresentada por Samir Carvalho durante o programa.
A relação entre a renovação e o jogo contra o Rosario Central, portanto, aparece como um elemento de pressão esportiva, mas não como uma garantia de que Memphis seria escalado. A própria fonte ressalta que o atleta poderia não estar apto a atuar durante os 90 minutos. O texto não informa a natureza de uma eventual limitação física, o estágio de preparação do atacante ou a decisão da comissão técnica.
Libertadores amplia expectativa corintiana
O duelo pela Libertadores surge como o primeiro grande teste associado à nova fase da negociação. O Corinthians chegava à partida com a permanência de Memphis ainda recente no debate e com a expectativa de avançar no mata-mata. A fonte, porém, não informa o resultado do confronto, a escalação utilizada, o tempo de jogo do holandês ou a situação do clube na competição após a partida.
Também não há detalhes no material sobre duração do novo contrato, valores envolvidos ou metas previstas para Memphis. Esses dados não foram incluídos porque não aparecem na fonte consultada. A informação confirmada é que Osmar teria recuado da decisão de não renovar e que a continuidade do atacante passou a ser tratada como um fator capaz de alterar a distribuição da responsabilidade dentro do elenco.
Para os jogadores que apoiaram a permanência, a lógica seria direta: com Memphis no grupo, o foco externo poderia se concentrar em um nome de grande peso. Essa leitura não elimina a pressão sobre o restante do time, mas pode mudar a forma como ela se manifesta depois das partidas. Em caso de vitória, a renovação tende a ser associada à manutenção de uma referência; em caso de tropeço, o mesmo acordo pode se transformar no principal alvo das críticas, conforme a avaliação apresentada por Samir.
O episódio expõe, ainda, a distância entre a expectativa criada pelo nome do atacante e sua condição efetiva de participação. Memphis pode ser apontado como líder técnico ou símbolo da equipe sem necessariamente estar disponível por toda a partida. Essa diferença foi ressaltada pelo colunista ao mencionar que a cobrança poderia ocorrer mesmo quando o jogador não estivesse em campo ou não tivesse condições de atuar em tempo integral.
Até o momento descrito pela fonte, a renovação tem três efeitos principais dentro do Corinthians: divide a percepção do elenco, concentra parte da expectativa sobre Memphis e oferece ao grupo uma possível blindagem diante das críticas. A combinação ocorre ao mesmo tempo em que o clube convive com atrasos de direitos de imagem, férias e premiações, segundo o relato do Canal UOL.
Sem uma manifestação oficial do Corinthians ou dos jogadores, não é possível afirmar que todo o elenco veja a renovação da mesma maneira. A informação disponível aponta apenas uma preferência de parte dos atletas e uma divisão interna com vantagem para os favoráveis à permanência. O próximo resultado na Libertadores, especialmente diante do Rosario Central, aparece como o fator que poderia testar essa leitura e definir para onde as cobranças se dirigiriam.