Fernando Diniz aproveita a pausa da Data Fifa para testar uma formação que pode alterar a participação de Memphis Depay no ataque do Corinthians. A possibilidade é aproximar o holandês de Gui Negão, permitindo que o camisa 10 atue mais de frente para o gol e fique menos limitado à função de centroavante.
A alternativa é analisada antes do retorno do Campeonato Brasileiro, contra o Internacional, em 7 de outubro, às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio, pela 29ª rodada. Como o calendário não marcou partidas para o período, a comissão técnica ganhou uma sequência maior de treinamentos para avaliar movimentos ofensivos e ajustar a equipe.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 3 Brasileirão Série A
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André LuizTitular
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Breno BidonTitular
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Gustavo HenriqueTitular
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Hugo SouzaTitular
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I. MachadoTitular
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Kaio CésarTitular
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Matheus BiduTitular
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MatheuzinhoTitular
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Memphis DepayTitular
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RanieleTitular
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Rodrigo GarroTitular
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Gui NegãoEntrou durante o jogo
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Jesse LingardEntrou durante o jogo
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Matheus PereiraEntrou durante o jogo
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Pedro RaulEntrou durante o jogo
Média—
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A ausência de Yuri Alberto está diretamente ligada ao teste. Sem o centroavante, Memphis vinha sendo utilizado como referência mais avançada. A avaliação apresentada por Walter Casagrande no UOL News Esporte é que essa posição não favoreceu o jogador, que precisou atuar de costas para a defesa e teve pouca liberdade para participar da construção das jogadas.
Por que Gui Negão aparece como alternativa
Na leitura de Casagrande, a possível entrada de Gui Negão não tem como principal objetivo colocar sobre o jovem a responsabilidade de decidir uma partida importante. A ideia seria formar uma dupla capaz de modificar o posicionamento de Memphis e oferecer ao Corinthians uma alternativa para o setor ofensivo.
Com Gui Negão ocupando uma referência mais adiantada, Memphis poderia aparecer como segundo atacante, ponta de lança ou meia de ligação. Nessa configuração, o holandês receberia a bola de frente, teria maior possibilidade de circular entre as linhas e poderia se aproximar da área sem enfrentar o mesmo tipo de disputa física de quando atua como centroavante.
Casagrande afirmou que Memphis não funcionou como referência ofensiva e classificou como insuficiente o desempenho recente do atacante. Segundo a análise do comentarista, o jogador criou pouco, perdeu bolas com facilidade e se tornou previsível para os adversários. A tentativa de Diniz, portanto, aparece como uma busca por melhor encaixe, não como confirmação de que a solução já foi encontrada.
O comentarista também ponderou que Gui Negão ainda está em processo de evolução. Por isso, a utilização do jovem ao lado de Memphis não deve ser interpretada como a expectativa de que ele resolva sozinho os jogos mais importantes. O papel projetado para o atacante é ajudar na composição do sistema e permitir que o jogador mais experiente exerça uma função considerada mais adequada ao seu estilo.
Críticas ao custo-benefício de Memphis
O debate no UOL News Esporte também envolveu o retorno esportivo de Memphis em relação ao salário recebido no Corinthians. Danilo Lavieri afirmou que, na opinião dele, o atacante não conseguirá justificar o valor mesmo que apresente alguma melhora de rendimento.
A avaliação de Lavieri é uma opinião do colunista e não representa decisão oficial do Corinthians sobre o jogador. O comentarista reconheceu, porém, que Memphis ainda pode atuar melhor, expectativa que ajuda a explicar a tentativa de Diniz durante o período sem compromissos oficiais.
A discussão coloca a experiência em uma perspectiva mais ampla. O teste não trata apenas da escolha de um substituto para Yuri Alberto, mas também da necessidade de encontrar uma forma de aumentar a influência de Memphis no time. Caso permaneça como referência, o holandês continuará concentrando uma função que, segundo a análise de Casagrande, não produziu o resultado esperado.
Treinos de Diniz durante a Data Fifa
O Corinthians completou na segunda-feira o quarto dia consecutivo de atividades no CT Dr. Joaquim Grava. O trabalho começou com exercícios de força na academia e prosseguiu no gramado com uma atividade de posse de bola, usada como preparação para a sequência do treinamento.
Depois, Diniz dividiu o elenco em duas equipes para um coletivo em espaço reduzido. A comissão técnica trabalhou movimentações ofensivas, saída de bola diante da pressão adversária e recomposição defensiva. Esses exercícios permitiram observar não apenas o comportamento dos atacantes, mas também a reação do time quando perde a posse e precisa reorganizar suas linhas.
No domingo, o grupo já havia realizado trabalhos físicos, exercícios de pressão e marcação, além de jogos em campo reduzido. A programação mostra que a pausa vem sendo usada para tratar de aspectos diferentes do jogo, sem se limitar à definição da formação ofensiva.
Depois dos quatro dias seguidos de treinamento, os jogadores receberam folga na terça-feira e tinham reapresentação prevista para a manhã de quarta, novamente no CT Dr. Joaquim Grava. A partir daí, a comissão ainda teria mais uma semana de preparação antes da viagem a Porto Alegre.
Definição ainda depende dos próximos trabalhos
O treino não confirmou Gui Negão como titular nem estabeleceu que a parceria com Memphis será utilizada desde o início contra o Internacional. Até o momento, o que existe é uma alternativa em avaliação no período de preparação.
Diniz ainda poderá manter Memphis como referência, recuá-lo para uma faixa mais próxima do meio-campo ou utilizar o jovem em outra composição. A decisão dependerá da resposta nos treinamentos, da organização sem a bola e da forma como o Corinthians pretende enfrentar o adversário fora de casa.
O duelo no Beira-Rio será o primeiro compromisso oficial do Corinthians depois da pausa do calendário. Por isso, a partida também servirá para medir se os conceitos trabalhados durante a Data Fifa ajudaram a equipe a melhorar a circulação ofensiva e a participação de Memphis. A aproximação com Gui Negão, contudo, só deixará de ser uma experiência de treino caso seja escolhida por Diniz para a retomada do Brasileirão.