Diniz recupera jovem atacante antes da volta de Yuri Alberto
Boa atuação de Gui Negão ao lado de Memphis recolocou o jovem nos planos do Corinthians, que prepara o retorno gradual de Yuri Alberto diante do Internacional.
Fernando Diniz voltou a considerar Gui Negão uma alternativa importante para o ataque do Corinthians. A mudança ocorreu depois da atuação do jovem no segundo tempo da derrota por 3 a 1 para o Fluminense, em 20 de setembro, quando ele formou dupla com Memphis Depay. A avaliação ganhou peso justamente durante a ausência de Yuri Alberto, que se recupera de uma lesão muscular e tem previsão de retorno contra o Internacional.
A possível volta do titular não elimina o espaço conquistado por Gui. A ideia da comissão técnica é contar com o prata da casa para preservar a estrutura ofensiva, controlar os minutos de Yuri no início da retomada e oferecer uma opção diferente durante as partidas. O Corinthians enfrenta o Internacional em 7 de outubro, no Beira-Rio, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
NOTAS DA TORCIDA
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1 × 3 Brasileirão Série A
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André LuizTitular
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Breno BidonTitular
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Gustavo HenriqueTitular
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Hugo SouzaTitular
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I. MachadoTitular
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Kaio CésarTitular
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Matheus BiduTitular
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MatheuzinhoTitular
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Memphis DepayTitular
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RanieleTitular
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Rodrigo GarroTitular
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Gui NegãoEntrou durante o jogo
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Jesse LingardEntrou durante o jogo
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Matheus PereiraEntrou durante o jogo
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Pedro RaulEntrou durante o jogo
Média—
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Gui Negão começou o confronto com o Fluminense no banco e entrou no intervalo. Mais próximo da área, passou a atuar como centroavante, enquanto Memphis recuou para participar da construção das jogadas. A combinação foi considerada mais funcional por Diniz e ajudou a recuperar a confiança no atacante, que havia perdido espaço nas partidas anteriores.
O treinador inicialmente enxergava em Gui características próximas às de Yuri Alberto, especialmente pela capacidade de atacar os espaços e pressionar a saída adversária. Nas primeiras oportunidades, porém, o jovem não entregou o desempenho esperado. Ele foi titular no duelo de ida das quartas de final da Copa do Brasil contra o Internacional, em Porto Alegre, e o Corinthians perdeu por 2 a 0.
Depois daquele jogo, Pedro Raul passou a ser utilizado como referência no ataque. Embora não seja visto por Diniz como uma opção de grande destaque técnico, o centroavante se ajustou melhor à dinâmica escolhida naquele momento. O time passou a buscar mais os lados do campo, com apoio dos laterais, arrancadas de Kaio César e maior volume de cruzamentos para a área.
A atuação contra o Fluminense indicou outro caminho. Com Gui perto do gol e Memphis circulando mais recuado, o Corinthians teve uma alternativa diferente da formação baseada em Pedro Raul. Isso não significa que o jovem tenha assumido a posição de Yuri, mas mostra que ele pode ser aproveitado em uma configuração ofensiva que favoreça suas características.
Retorno de Yuri exige controle de carga
Yuri Alberto sofreu uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita durante a partida contra o Athletico-PR, em 30 de julho. O processo de recuperação teve uma complicação: foi identificada uma ruptura parcial da fibrose muscular na região afetada. O atacante realizou trabalhos de fisioterapia no CT Joaquim Grava e avançou para as etapas que antecedem a transição física.
A previsão é que ele esteja novamente à disposição diante do Internacional, mas o retorno não representa, necessariamente, a recuperação imediata de toda a intensidade anterior. A preparação deve ocorrer de maneira progressiva, com aumento gradual da dificuldade e da carga dos exercícios antes da participação plena em atividades de jogo.
A fisioterapeuta Ellen Exmalte explicou que a reabilitação começa com o controle da dor e do edema, passa pela ativação muscular e evolui para exercícios mais complexos. Segundo ela, quando o atleta volta a correr, por exemplo, o processo normalmente começa com trotes e avança conforme a resposta do corpo. O objetivo é que o jogador retorne sem limitações relevantes, embora o calendário possa pressionar por uma recuperação mais rápida.
Por esse motivo, Gui pode ter papel prático no planejamento do Corinthians mesmo depois da reaparição de Yuri. O jovem poderá iniciar partidas, entrar durante o segundo tempo ou dividir o setor ofensivo com Memphis, enquanto o centroavante titular recupera ritmo e segurança para suportar uma sequência de jogos.
Números reforçam importância do centroavante
O desempenho do Corinthians em 2026 também ajuda a explicar a expectativa pela volta de Yuri. Nos 32 jogos em que o atacante esteve em campo, a equipe obteve 14 vitórias, dez empates e oito derrotas. O aproveitamento foi de 54%, com 35 gols marcados, e Yuri participou diretamente de oito deles, o equivalente a 23% da produção ofensiva nesse recorte.
Sem o centroavante, o time disputou 21 partidas, venceu seis, empatou cinco e perdeu dez. O aproveitamento caiu para 37%, enquanto o Corinthians marcou 21 gols. A média de finalizações também foi inferior: 12,3 por jogo sem Yuri, contra 13,1 nas partidas em que ele atuou.
Os dados não determinam sozinhos a escalação, mas mostram por que o retorno do atacante é tratado como parte da tentativa de reação no Brasileirão. O Corinthians busca se afastar da zona de rebaixamento e precisa melhorar o rendimento ofensivo, sem repetir o período em que ficou dependente de ajustes improvisados no comando de ataque.
Data Fifa serve para novos testes
Durante a pausa do calendário, Diniz também testou mudanças em outros setores. Rodrigo Garro foi recuado para atuar como segundo volante ao lado de Raniele, enquanto André Luiz apareceu mais aberto, alternando pelos lados do campo. A intenção é melhorar a saída de bola, dar sustentação aos corredores e equilibrar a equipe nas transições defensivas.
As experiências ainda estavam em fase de observação e não garantiam a escalação para o compromisso no Beira-Rio. No ataque, entretanto, a evolução de Gui amplia as possibilidades do treinador. Diniz poderá manter a parceria que funcionou contra o Fluminense, utilizar Yuri de forma controlada ou alternar os dois ao longo do jogo. A principal mudança é que o jovem deixou de ser apenas uma alternativa emergencial e voltou a ser considerado parte efetiva do elenco.