Delcir Sonda destinou R$ 20 milhões ao Internacional para auxiliar na regularização de pendências financeiras com os jogadores. O aporte foi realizado antes da vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, mas a contribuição não alterou o tom das críticas feitas pelo empresário e conselheiro ao momento vivido pelo clube.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
1 × 2 Brasileirão Série A
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Alan PatrickTitular
Média8,0
Alexandro BernabeiTitular
Média7,0
Bruno GomesTitular
Média8,0
Bruno HenriqueTitular
Média6,0
Gabriel MercadoTitular
Média9,0
Guillermo MaripánTitular
Média8,0
Johan CarboneroTitular
Média10,0
Matheus CunhaTitular
Média8,0
Paulinho PaulaTitular
Média6,0
Rodrigo VillagraTitular
Média9,0
VitinhoTitular
Média7,0
Antonio SanabriaEntrou durante o jogo
Média6,0
João VictorEntrou durante o jogo
Média7,0
JuninhoEntrou durante o jogo
Média6,0
Niclas EliassonEntrou durante o jogo
Média7,0
RonaldoEntrou durante o jogo
Média7,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
A decisão de ajudar foi influenciada pelo temor de um rebaixamento para a Série B. Na avaliação de Sonda, a queda teria consequências que iriam além do desempenho esportivo, pois reduziria a capacidade de arrecadação do Internacional e tornaria mais difícil o processo de reorganização das contas.
O resultado em Chapecó encerrou uma sequência de dez partidas sem vitória do Colorado no Campeonato Brasileiro. A reação, contudo, não foi suficiente para tirar a equipe da zona de rebaixamento. Ao comentar a reta final da competição, Sonda considerou que ainda restavam 11 rodadas para o time tentar evitar a queda.
Ajuda financeira ocorreu apesar de cobrança judicial
O dinheiro colocado à disposição do clube teve como destino o pagamento de débitos com atletas. A medida ocorreu em um momento de pressão sobre o elenco e ganhou relevância pela relação conturbada entre Sonda e o Internacional.
Empresas ligadas ao empresário movem uma cobrança judicial contra o clube por valores associados a negociações antigas. Sonda afirma que o montante discutido gira em torno de R$ 60 milhões, mas existe divergência entre as partes sobre a quantia efetivamente reconhecida pelo Internacional. Assim, o valor apresentado pelo empresário não deve ser tratado como uma dívida consensualmente definida.
Mesmo com o litígio em andamento, Sonda decidiu colaborar com o futebol colorado. A contribuição foi apresentada como uma tentativa de reduzir a pressão imediata sobre o clube e preservar as condições para que o elenco continuasse concentrado na luta contra o rebaixamento.
O empresário também estimou que uma eventual queda poderia representar perda superior a R$ 100 milhões em receitas. A cifra é uma avaliação pessoal de Sonda e não corresponde a uma projeção oficial divulgada pelo Internacional. Ainda assim, o cálculo expressa a preocupação dele com o impacto que a Série B teria sobre o fluxo financeiro do clube.
Com menos receitas, o Inter teria maior dificuldade para administrar compromissos, planejar investimentos no futebol e conduzir a recuperação de suas contas. Foi nesse sentido que Sonda afirmou que, se o time fosse rebaixado, “fica muito mais difícil se levantar”. A permanência na elite foi tratada por ele como uma prioridade esportiva e financeira.
Empresário mantém críticas ao futebol colorado
A ajuda não significou uma mudança na avaliação de Sonda sobre a equipe. Depois do triunfo contra a Chapecoense, ele declarou: “Vou torcer para que dê certo, mas o time é muito ruim”. A frase foi dita ao comentar as possibilidades de reação do elenco nas 11 rodadas restantes do campeonato.
O diagnóstico negativo alcançou também a gestão de Alessandro Barcellos. Sonda fez críticas aos seis anos de administração, mencionou o crescimento da dívida e relacionou os problemas financeiros às dificuldades apresentadas pelo time em campo. Para o empresário, a situação esportiva não pode ser analisada separadamente da estrutura econômica do clube.
As categorias de base foram outro ponto citado. Na visão de Sonda, o Internacional enfrenta dificuldades para revelar e negociar jovens jogadores. Esse problema, segundo a avaliação dele, limita uma fonte de receitas que poderia ser importante em um período de endividamento e menor margem para investimentos.
A combinação entre a baixa produção do elenco, a permanência no Z-4 e o desequilíbrio financeiro sustenta o alerta feito pelo empresário. A vitória em Chapecó interrompeu o jejum, mas não resolveu a situação na classificação nem eliminou a necessidade de uma sequência consistente de resultados no restante do Brasileiro.
Sonda admite colaborar em eventual mudança política
Além da participação financeira, Sonda mantém proximidade política com Roberto Melo, pré-candidato à presidência do Internacional. O empresário afirmou que poderá colaborar caso Melo seja eleito, embora tenha indicado que questões pessoais e de saúde dificultam a possibilidade de assumir uma função fixa em uma próxima administração.
A posição reforça que o envolvimento de Sonda com o clube não se limita ao aporte emergencial. Ele também manifesta preocupação com o modelo de gestão, com a formação do elenco e com a capacidade de o Internacional gerar recursos próprios. Ao mesmo tempo, a existência da cobrança judicial mostra que a relação entre o empresário e a instituição permanece marcada por interesses financeiros em disputa.
Por enquanto, o foco imediato apontado por Sonda está na luta contra a queda. O triunfo sobre a Chapecoense ofereceu algum alívio após dez jogos sem vencer, mas o Inter continuou entre os últimos colocados. Para o empresário, os resultados das rodadas restantes terão peso não apenas na temporada, mas também na capacidade de o clube preservar receitas e avançar na recuperação financeira.