O aporte de R$ 20 milhões feito por Delcir Sonda ao Internacional recolocou o empresário no centro das discussões políticas do clube. O dinheiro foi destinado a auxiliar na regularização de pendências salariais com os jogadores e no reforço do fluxo de caixa colorado, em um período de pressão financeira e proximidade da eleição que definirá a administração responsável pelo próximo triênio.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
1 × 2 Brasileirão Série A
✓
Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
Alan PatrickTitular
Média8,0
Alexandro BernabeiTitular
Média7,0
Bruno GomesTitular
Média8,0
Bruno HenriqueTitular
Média6,0
Gabriel MercadoTitular
Média9,0
Guillermo MaripánTitular
Média8,0
Johan CarboneroTitular
Média10,0
Matheus CunhaTitular
Média8,0
Paulinho PaulaTitular
Média6,0
Rodrigo VillagraTitular
Média9,0
VitinhoTitular
Média7,0
Antonio SanabriaEntrou durante o jogo
Média6,0
João VictorEntrou durante o jogo
Média7,0
JuninhoEntrou durante o jogo
Média6,0
Niclas EliassonEntrou durante o jogo
Média7,0
RonaldoEntrou durante o jogo
Média7,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
A operação foi intermediada por Roberto Melo, pré-candidato à presidência do Inter, depois de um encontro entre os dois em São Paulo. O clube confirmou oficialmente o recebimento da contribuição. Embora o auxílio tenha impacto imediato sobre compromissos com o elenco, a movimentação também reabriu a possibilidade de Sonda participar de maneira mais direta da próxima estrutura política do Internacional.
O cenário mais encaminhado é a renovação do mandato do empresário no Conselho Deliberativo. O período de seis anos está chegando ao fim, e a tendência é que seu nome apareça entre os integrantes ligados ao Movimento Inter Grande (MIG), grupo que deve participar da disputa eleitoral. Essa alternativa permitiria a continuidade da atuação institucional de Sonda sem necessariamente exigir que ele assumisse uma função executiva.
Vice-presidente dependeria de decisão pessoal
Também existe a possibilidade de Sonda ser incluído na chapa de Roberto Melo como vice-presidente eleito. Nesse caso, ele passaria a integrar o Conselho de Gestão e teria participação direta nas decisões administrativas e estratégicas do clube. A hipótese, porém, ainda está em fase de discussão e depende tanto das conversas políticas quanto da disposição do empresário para exercer uma atividade executiva.
O envolvimento de Sonda com o cotidiano do Inter pode ser influenciado por questões pessoais. Ele enfrenta problemas de saúde e cogita voltar a morar em Porto Alegre, o que o deixaria mais próximo do clube. A mudança é tratada como uma possibilidade, não como uma decisão tomada, e sua eventual presença na próxima gestão continua condicionada à vontade do próprio empresário.
Dentro do grupo de oposição, Sonda é considerado alguém capaz de contribuir mesmo sem ocupar um cargo formal. A avaliação está relacionada à sua experiência e à relação histórica com o Internacional. Por isso, a eventual participação em uma administração não depende apenas de um convite: também seria necessário que o empresário aceitasse assumir a rotina e as responsabilidades de uma função no clube.
Relação com Roberto Melo vem da eleição de 2023
A aproximação entre Sonda e Melo não começou com o aporte financeiro. Os dois estiveram na mesma articulação na eleição de 2023, quando o então candidato apresentou o empresário como nome para uma vice-presidência de investimentos no futebol caso a chapa vencesse. Sonda havia aceitado a proposta e demonstrado interesse em colaborar com a estruturação do departamento de futebol e das categorias de base.
A chapa, entretanto, foi derrotada por Alessandro Barcellos. Com uma nova eleição no horizonte, a relação voltou a ganhar relevância depois da contribuição de R$ 20 milhões. Se Melo confirmar a candidatura e vencer a votação, Sonda poderá ser convidado a desempenhar um papel mais próximo na administração, embora ainda não exista definição sobre o cargo.
A contribuição financeira, portanto, não confirma a participação do empresário em uma chapa. O resultado eleitoral será determinante para qualquer mudança na sua posição dentro do clube. Caso a candidatura de Melo não prevaleça, a renovação do mandato no Conselho Deliberativo aparece como o caminho mais provável para a continuidade de Sonda na vida política colorada.
Empresário já participou de operações do futebol
A influência de Sonda no Internacional também está ligada a episódios anteriores de colaboração financeira. Conforme as informações reunidas pelas fontes, o empresário participou de operações importantes do mercado da bola, entre elas as contratações de D’Alessandro e Kleber. Esse histórico ajuda a explicar por que seu nome permanece relevante entre os grupos que discutem os rumos administrativos e esportivos do clube.
A relação ultrapassa a disputa eleitoral porque Sonda já esteve associado a diferentes momentos do Inter. Ao mesmo tempo, sua nova aproximação ocorre em uma conjuntura distinta, marcada pela necessidade de honrar compromissos com o elenco e pela discussão sobre o futuro financeiro da instituição. O aporte foi direcionado às pendências com os jogadores e não representa, por si só, a definição de um projeto de gestão.
O Internacional deverá enviar ao empresário uma camisa autografada pelo elenco como forma de agradecimento pela contribuição, conforme informou o Bolavip Brasil. O gesto está relacionado ao auxílio financeiro concedido ao clube e não altera a indefinição sobre eventual cargo na próxima administração.
Aporte não se confunde com cobrança judicial
A doação também é tratada separadamente da disputa judicial envolvendo o Internacional e a DIS Esportes. A empresa ligada à família Sonda mantém uma cobrança contra o clube por negócios anteriores, mas o valor enviado para auxiliar no pagamento das pendências salariais foi apresentado como uma operação distinta desse processo.
Com isso, o empresário volta a ocupar espaço em duas frentes relacionadas ao Internacional: a financeira e a política. No curto prazo, os R$ 20 milhões ajudam o clube a lidar com obrigações diante do elenco. No ambiente eleitoral, a contribuição reforça o peso de um nome que já participou de articulações e investimentos ligados ao Colorado.
Por enquanto, a renovação do mandato de conselheiro é a alternativa mais provável. A possibilidade de uma vice-presidência e de um assento no Conselho de Gestão permanece aberta, especialmente em caso de vitória de Roberto Melo. Qualquer definição, contudo, dependerá do resultado da eleição e da decisão de Delcir Sonda sobre o nível de envolvimento que pretende ter no futuro do Internacional.