A busca do Internacional por uma formação mais estável terá outro obstáculo no duelo com a Chapecoense. Matheus Bahia e Braian Aguirre estão suspensos e desfalcarão a equipe na partida deste sábado, às 17h, na Arena Condá. As ausências obrigam o técnico Paulo Pezzolano a alterar novamente os titulares em um momento de pressão no Campeonato Brasileiro.
NOTAS DA TORCIDA
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2 × 3 Brasileirão Série A
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Alan PatrickTitular
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Antonio SanabriaTitular
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Bruno GomesTitular
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Félix TorresTitular
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Gabriel MercadoTitular
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Johan CarboneroTitular
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Matheus BahiaTitular
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Matheus CunhaTitular
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RonaldoTitular
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Thiago MaiaTitular
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VitinhoTitular
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Braian AguirreEntrou durante o jogo
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Bruno HenriqueEntrou durante o jogo
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Niclas EliassonEntrou durante o jogo
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Paulinho PaulaEntrou durante o jogo
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Rodrigo VillagraEntrou durante o jogo
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O Colorado chega ao compromisso depois de dez partidas consecutivas sem vitória na competição. O resultado negativo da sequência aumentou a importância do confronto em Chapecó, que também será disputado em meio à luta contra o rebaixamento. Para reagir, o time precisará lidar com um problema que se repetiu ao longo do segundo semestre: a dificuldade para manter a mesma escalação de uma rodada para outra.
Suspensões atingem a formação titular
Matheus Bahia não poderá atuar porque foi expulso no jogo contra o Santos. Aguirre, por outro lado, recebeu o terceiro cartão amarelo e cumprirá suspensão automática. As duas baixas reduzem as opções de Pezzolano para montar a equipe e garantem uma nova mudança na escalação que começará o confronto na Arena Condá.
O treinador terá de encontrar substitutos para jogadores que vinham sendo considerados nas escolhas recentes. A alteração, porém, não representa um caso isolado. Em 12 partidas disputadas pelo Inter entre o Brasileirão e a Copa do Brasil, a equipe repetiu os mesmos 11 titulares em apenas três oportunidades.
Isso significa que, em nove jogos do recorte, houve pelo menos uma mudança entre os titulares. A próxima partida ampliará esse histórico de alterações justamente por causa de dois suspensos, mas o cenário também foi influenciado anteriormente por cartões, decisões técnicas e mudanças nas funções desempenhadas pelos atletas.
Inter repetiu os 11 titulares apenas três vezes
As únicas repetições consecutivas ocorreram nos empates com Flamengo, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, e Remo, pela 23ª rodada. A terceira aconteceu na vitória sobre o Corinthians, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Os três compromissos foram realizados no Beira-Rio.
Nenhum jogador iniciou todas as 12 partidas analisadas. Maripán, Bruno Gomes, Vitinho e Bernabei foram os mais presentes desde o começo, com 11 titularidades cada. Matheus Bahia, Carbonero e Matheus Cunha apareceram em dez escalações iniciais.
Alan Patrick e Gabriel Mercado começaram nove partidas, enquanto Villagra foi titular em oito. Os números mostram que até os jogadores mais frequentes precisaram conviver com mudanças na composição da equipe. A ausência de uma base fixa alcançou diferentes setores e não ficou limitada a uma posição específica.
A instabilidade também apareceu na maneira como os atletas foram distribuídos em campo. Alan Patrick, por exemplo, começou no banco no primeiro Gre-Nal das quartas de final da Copa do Brasil. Em outros compromissos, atuou mais recuado ou avançado, chegando a exercer uma função próxima à de falso nove.
Pezzolano também alterou funções e combinações
Bernabei foi utilizado em setores diferentes, enquanto Vitinho apareceu tanto pelos lados do campo quanto em áreas mais próximas da meta adversária. No ataque, Pezzolano alternou combinações com Carbonero, Bernabei, Vitinho, Sanabria e Alerrandro, sem manter a mesma formação ofensiva durante todo o período.
O meio-campo passou por movimento semelhante. Thiago Maia, que praticamente não havia atuado no segundo semestre, voltou a ser titular contra o Bahia. Depois, permaneceu entre os 11 iniciais no Gre-Nal de volta e na partida diante do Santos.
Ronaldo também ganhou espaço recentemente, após ter acumulado poucos minutos na sequência anterior. A entrada de novos jogadores e a redistribuição de funções ampliaram as alternativas da comissão técnica, mas também dificultaram a consolidação de uma equipe repetida por vários jogos.
Essa falta de continuidade ocorre enquanto o Inter tenta encontrar respostas para uma campanha irregular no Brasileirão. O jejum de dez partidas sem vencer transforma o confronto com a Chapecoense em uma oportunidade de reação, mas a equipe precisará começar o jogo com uma configuração diferente mais uma vez.
Duelo em Chapecó tem peso na reta final
Se não vencer, o Colorado chegará ao 11º jogo consecutivo sem triunfo no Campeonato Brasileiro. A partida, portanto, reúne uma necessidade imediata de resultado e outro desafio que acompanha o trabalho de Pezzolano: transformar as constantes mudanças em uma equipe competitiva.
O treinador terá de definir quem ocupará as vagas de Matheus Bahia e Aguirre e como os demais jogadores serão posicionados. A resposta poderá alterar não apenas os nomes da defesa, mas também o equilíbrio entre os setores, já que o Inter vem recorrendo a ajustes de função durante a sequência de partidas.
O duelo está marcado para este sábado, dia 12, às 17h, na Arena Condá. Em Chapecó, o Inter tentará interromper o jejum no Brasileirão e, ao mesmo tempo, superar mais uma rodada sem repetir sua escalação inicial. A necessidade de pontuar se soma à urgência de encontrar uma composição capaz de oferecer maior estabilidade na reta final da temporada.