O Internacional concluiu sua participação na segunda janela de transferências de 2026 antes do encerramento oficial do mercado brasileiro. A contratação do atacante paraguaio Tonny Sanabria, anunciada em 20 de agosto, foi o último movimento de chegada do clube. Ao fim do período, o Colorado contabilizou cinco reforços e seis saídas na janela do segundo semestre.
A janela nacional ficou aberta de 20 de julho a 11 de setembro. Mesmo com semanas disponíveis para novas negociações, a direção colorada decidiu não avançar em outras operações depois de considerar o elenco completo. A escolha também foi influenciada pelo transfer ban aplicado pela Fifa, que impede o Internacional de registrar jogadores durante as três próximas janelas.
A punição está relacionada, conforme informou a Revista Colorada, a uma dívida envolvendo a contratação do zagueiro Juninho. A restrição cria uma consequência prática para o planejamento do clube: enquanto o bloqueio permanecer ativo, eventuais necessidades do grupo terão de ser administradas com os atletas já vinculados ao elenco ou com jogadores que possam ser aproveitados internamente.
Sanabria completou as opções para Pezzolano
O atacante paraguaio foi incorporado ao setor ofensivo e encerrou a lista de reforços do Internacional no período. Antes dele, o clube havia contratado o também atacante Eliasson, o goleiro Matheus Cunha, o meia Calebe e o zagueiro Maripán.
As cinco chegadas contemplaram diferentes áreas do time dirigido por Paulo Pezzolano. Matheus Cunha aumentou a concorrência no gol, enquanto Maripán foi contratado para a defesa. Calebe ampliou as alternativas do meio-campo, e Eliasson e Sanabria passaram a integrar as opções para o ataque.
Com a chegada do paraguaio, a direção passou a tratar o grupo como fechado e encerrou as investidas no mercado. A decisão fez o Inter terminar a janela sem novas contratações nos últimos dias, embora outros clubes brasileiros ainda pudessem registrar atletas até 11 de setembro.
O bloqueio da Fifa também ajuda a explicar a antecipação do encerramento das negociações. De acordo com a Revista Colorada, o clube vinha concentrando esforços no pagamento de valores devidos a atletas e funcionários, enquanto a regularização da punição ficava em segundo plano. A informação aparece em meio a um processo de reformulação associado às dificuldades financeiras enfrentadas pelo Internacional.
Borré foi a principal negociação de saída
O movimento mais relevante entre as baixas foi a transferência de Rafael Borré para o River Plate. O atacante colombiano deixou Porto Alegre como artilheiro do Internacional na temporada, com nove gols. A operação foi avaliada em US$ 4,5 milhões, considerando o valor da venda e outras definições previstas no acordo entre os clubes.
A saída retirou do elenco uma das principais referências ofensivas do ano. Sanabria chegou para ampliar as alternativas do ataque, mas a troca não representa uma reposição direta em termos de trajetória no clube: Borré já era o goleador colorado em 2026, enquanto o paraguaio passou a integrar o grupo apenas na reta final da janela.
Bruno Tabata também deixou o elenco principal. O meio-campista foi emprestado ao Qatar Sports Club até junho de 2027. A operação não encerra definitivamente o vínculo com o Internacional, mas tira o jogador das opções de Pezzolano durante o período estabelecido no acordo.
O volante uruguaio Alan Rodríguez seguiu para o Rosario Central, da Argentina, por empréstimo de um ano e com compensação financeira ao clube gaúcho. A passagem pelo Inter foi marcada por problemas físicos e pouca sequência, fatores que contribuíram para a saída na parte final do mercado.
Na defesa, Clayton Sampaio foi cedido ao Fakel Voronezh, da Rússia, até junho de 2027. O contrato prevê opção de compra ao término do empréstimo. O zagueiro vinha encontrando dificuldades para conquistar espaço no planejamento da comissão técnica.
Richard rescindiu o contrato com o Internacional e acertou sua transferência para o Coritiba. O meio-campista não entrou em campo pelo Colorado em 2026 e estava fora dos planos de Pezzolano. Gustavo Prado completou a relação de saídas: emprestado ao Ceará, o meia acabou repassado ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia.
Reformulação alcançou 18 saídas no ano
As seis baixas registradas na segunda janela se somaram a outras 12 ocorridas no primeiro semestre. Nesse acumulado, deixaram o Beira-Rio Estêvão, Luis Otávio, Vitão, Ricardo Mathias, Gabriel Barros, Ramon, Ewertow, Romero, Ivan, Lucca Drummond, Hyoran e Keiller.
Assim, o Internacional chegou a 18 saídas ao longo de 2026, enquanto a janela final terminou com 11 operações: cinco chegadas e seis partidas. A diferença entre os recortes mostra que a mudança no elenco não se limitou ao período de julho a setembro, mas foi construída desde o começo da temporada.
A maior parte dos jogadores liberados no segundo semestre tinha participação reduzida no projeto esportivo. Richard não havia atuado, Clayton Sampaio perdeu espaço e Alan Rodríguez não conseguiu sequência. A exceção mais expressiva foi Borré, cuja transferência envolveu o principal goleador do time no ano.
Com o transfer ban, o elenco atual passa a ser a base obrigatória do Internacional para os próximos períodos de mercado. O clube poderá voltar a registrar atletas somente após cumprir as condições relacionadas à punição ou depois do fim das três janelas atingidas pela sanção da Fifa.