Santos precisa de empate contra o Palmeiras para fechar Brasileirão invicto nos clássicos estaduais.Foto: Reprodução da Internet
O clássico entre Santos e Palmeiras, marcado para esta quarta-feira (28), às 19h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, pode representar mais do que uma disputa importante na reta final do Campeonato Brasileiro. Se não perder, o Peixe alcançará uma marca inédita na era dos pontos corridos: terminar uma edição da competição sem derrotas para Corinthians, São Paulo e Palmeiras.
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O Santos ocupa a oitava colocação e ainda busca uma vaga na Copa Libertadores de 2027. Por isso, o resultado diante do Palmeiras tem impacto duplo para a equipe comandada por Cuca. Um empate já será suficiente para confirmar a campanha invicta nos clássicos estaduais e, ao mesmo tempo, manter o time na disputa por pontos relevantes na parte decisiva do campeonato.
Empate basta para o feito histórico
Desde a adoção do formato de pontos corridos no Brasileirão, em 2003, o Santos não conseguiu concluir uma edição sem perder para os três principais rivais paulistas. A oportunidade aparece justamente em uma temporada na qual o clube chega ao último desses confrontos dependendo apenas de um resultado positivo ou de uma igualdade.
O Peixe já preservou sua invencibilidade diante de Corinthians e São Paulo nesta edição. Resta o Palmeiras, adversário que poderá impedir a marca caso saia vencedor da Vila Belmiro. A eventual conquista não mudaria apenas o retrospecto do Santos no campeonato: também reforçaria a regularidade da equipe em partidas de rivalidade regional, normalmente marcadas por maior pressão e equilíbrio.
Além do valor simbólico, o clássico ocorre em um momento no qual cada ponto interfere diretamente na briga santista por uma vaga continental. A equipe precisa seguir pontuando na reta final para sustentar essa pretensão. Uma vitória teria efeito ainda maior, mas o empate já cumpriria a exigência necessária para o registro histórico.
O técnico Cuca não poderá contar com Neymar no clássico. O atacante está suspenso após a partida contra o Bahia, quando recebeu o terceiro cartão amarelo e também foi expulso. A punição o impede de atuar nos dois compromissos seguintes do Santos, tornando a ausência uma das principais mudanças para o duelo.
Neymar participou normalmente do último treinamento antes do confronto, realizado na tarde de terça-feira (27), no CT Rei Pelé. A presença na atividade, porém, não altera a suspensão. O camisa 10 ficará fora justamente de um jogo no qual o Santos tenta confirmar a invencibilidade contra seus maiores rivais estaduais.
O desfalque foi abordado após a expulsão de Neymar contra o Bahia, episódio que também provocou mudanças no planejamento da comissão técnica para a sequência do campeonato. Sem o atacante, Cuca precisa reorganizar o setor ofensivo e o meio-campo sem perder o equilíbrio necessário para enfrentar o Palmeiras.
Oliva aparece como provável substituto
A tendência indicada na preparação é que Christian Oliva entre na equipe. A provável escalação preserva a base utilizada na rodada anterior e promove a alteração motivada pela suspensão de Neymar. Como a formação não foi apresentada como oficial, a definição final depende da confirmação do treinador antes do início do jogo.
O provável Santos tem Diógenes; Rodinei, Luan Peres, João Alencar e Barreal; Oliva, Gustavinho, Bontempo e Philippe Coutinho; Cebolinha e Gabigol. A entrada de Oliva pode dar ao time maior proteção na faixa central do campo, enquanto Coutinho permanece entre os titulares na configuração projetada para o clássico.
A ausência de Neymar abre espaço para uma solução diferente da que vinha sendo planejada. Segundo o material divulgado, Cuca avaliava retirar Coutinho para colocar Oliva e reforçar a marcação. Com o camisa 10 suspenso, o treinador pode manter Coutinho e utilizar Oliva para acrescentar combate e equilíbrio ao meio-campo. A possível mudança é explicada em detalhes na análise sobre a alteração preparada por Cuca para o clássico.
Desfalques e situação física do elenco
O Santos também tem jogadores sob cuidados médicos. Escobar, Willian Arão, Arthur, Vinicius Lira, Lucas Veríssimo e Gabriel Brazão não aparecem entre as opções disponíveis para a provável formação do clássico. As situações, no entanto, são diferentes e não devem ser tratadas como um único tipo de ausência.
Arthur e Vinicius Lira avançaram na transição física e já iniciaram atividades no gramado. Escobar e Willian Arão também podem estar próximos de retornar, mas são aguardados para os próximos jogos, sem confirmação de presença contra o Palmeiras. Lucas Veríssimo segue em tratamento de uma lesão na posterior da coxa direita e não tem previsão definida de retorno, embora possa reaparecer nas partidas finais do Brasileirão.
Já Gabriel Brazão trabalha para voltar na próxima temporada depois de passar por cirurgia no ombro. Dessa forma, a comissão técnica precisa lidar com um grupo que reúne suspensão, recuperação física e tratamento médico, sem transformar possibilidades de retorno em confirmações para o clássico.
Clássico pode fortalecer a reta final
O confronto na Vila Belmiro reúne, portanto, uma meta histórica e uma necessidade esportiva imediata. O Santos depende de um empate para concluir o Brasileirão de 2026 sem perder para Corinthians, São Paulo e Palmeiras, mas também precisa considerar a disputa por uma vaga na Libertadores de 2027. A pontuação obtida contra o rival terá peso no encerramento da campanha.
Sem Neymar, Cuca deverá apostar em uma formação mais protegida pelo meio, com Oliva como provável novidade e Coutinho mantido no time. A escolha busca compensar a perda de uma das principais referências da equipe diante de um adversário que exige atenção defensiva. A escalação, contudo, ainda é provável e poderá ser confirmada somente no momento oficial da partida.
O Santos chega ao duelo sabendo exatamente o que precisa para alcançar o registro inédito: não ser derrotado. Caso consiga, encerrará sua campanha contra os três grandes rivais paulistas sem perder pela primeira vez desde o início do Brasileirão por pontos corridos. Se vencer, além da marca histórica, ganhará impulso na luta por seus objetivos na reta final da temporada.