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O meia uruguaio foi vetado do clássico contra o Fluminense por opção técnica e busca entender seu papel no planejamento de Franclim Carvalho para a temporada.
A situação de Santi Rodríguez no Botafogo tornou-se um dos temas mais debatidos nos bastidores do clube carioca. O meia uruguaio, que chegou ao Rio de Janeiro com status de grande reforço, atravessa um momento de instabilidade técnica e viu sua participação diminuir consideravelmente sob o comando do técnico Franclim Carvalho. A ausência do atleta na lista de relacionados para o clássico contra o Fluminense, realizado no último sábado, evidenciou o distanciamento entre a comissão técnica e o jogador.
Embora tenha participado de atividades entre os titulares no Espaço Lonier durante o período de preparação, o meia acabou preterido na convocação final. O treinador Franclim Carvalho justificou a ausência como uma escolha estritamente técnica, mencionando que outros atletas, como Kadu e Anthony, também ficaram fora da relação por critérios semelhantes. O episódio reforça a perda de protagonismo de Santi Rodríguez, que tem lutado para encontrar regularidade desde a mudança no comando técnico.
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O clima de tensão ganhou contornos públicos há duas semanas, durante o confronto contra o Cruzeiro. Naquela ocasião, o jogador demonstrou clara irritação ao ser acionado pelo auxiliar Luís Felipe Fernandes para entrar nos minutos finais da partida. O atleta questionou abertamente o pouco tempo que teria em campo, um gesto que não passou despercebido pela comissão técnica e pela diretoria do Glorioso.
O Botafogo mantém uma postura cautelosa em relação ao futuro de Santi Rodríguez. O clube realizou um investimento expressivo de R$ 85 milhões em fevereiro de 2025 para adquirir o jogador e, por isso, descarta qualquer possibilidade de empréstimo. Recentemente, o Columbus Crew, dos Estados Unidos, tentou uma negociação com obrigação de compra, mas as tratativas não prosperaram. Com o fechamento da janela de transferências marcado para o dia 11 de setembro, a diretoria busca uma solução que valorize o patrimônio do clube.
Apesar da escassez de oportunidades no Campeonato Brasileiro, o meia ainda busca espaço em outras competições. O último jogo em que iniciou como titular foi pela Sul-Americana, torneio no qual o Botafogo volta a campo nesta quinta-feira para enfrentar o Cienciano, no Peru. Na fase de grupos, o uruguaio teve papel importante, atuando os 90 minutos na vitória por 3 a 1 sobre o Caracas, que garantiu a liderança geral da equipe.
Os dados estatísticos confirmam a trajetória descendente do jogador. Sob a gestão de Franclim Carvalho, Santi Rodríguez foi relacionado para 13 dos 19 jogos, mas iniciou entre os onze iniciais em apenas quatro oportunidades. Em comparação, antes da mudança de comando, ele havia participado de dez partidas no ano, sendo titular em seis delas. O atleta, que não foi incluído na lista de jogadores afastados, segue treinando enquanto aguarda uma definição sobre sua sequência no elenco alvinegro.
O cenário atual faz parte de um processo mais amplo de reformulação no clube. Recentemente, o Botafogo conseguiu uma economia mensal de R$ 6 milhões na folha salarial através de saídas estratégicas. O clube, que também se prepara para enfrentar o Vitória, no próximo domingo, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, tenta equilibrar o orçamento com a necessidade de manter um elenco competitivo para os desafios continentais e nacionais que restam na temporada.
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