Memphis acumula 12 jogos sem gols e se torna desfalque importante para o Corinthians.Foto: Reprodução da Internet
Memphis Depay vive o período mais delicado desde que chegou ao Corinthians. O atacante está há 12 partidas sem marcar, sua maior sequência de jejum pelo clube, e atravessa a pior temporada da carreira em participações diretas em gols por equipes profissionais. O momento individual ocorre justamente durante uma crise esportiva que deixou o Timão pressionado no Campeonato Brasileiro.
OFERTAS PARA A TORCIDA
Ofertas podem mudar no Mercado Livre
Faca De Churrasco Cozinha Corte Carne Times Futebol OficialDe R$ 78,90
O último gol do holandês pelo Corinthians foi marcado em 22 de março de 2026, contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo primeiro turno da competição nacional. Desde então, ele entrou em campo em 12 oportunidades sem balançar as redes. A marca supera o maior jejum anterior do jogador no clube, registrado entre 28 de janeiro e 11 de março, quando passou dez partidas sem fazer gol.
A baixa produção de Memphis ganhou peso porque o camisa 10 é considerado um dos principais nomes do elenco. Em 2026, ele disputou 23 partidas e foi titular em 18 delas. Ao todo, marcou apenas um gol e deu duas assistências, somando três participações diretas em gols em 1.509 minutos distribuídos entre Campeonato Paulista, Brasileirão, Supercopa Rei e Conmebol Libertadores.
Queda ofensiva aparece nos números
A média atual indica que Memphis precisa de 503 minutos em campo para marcar ou participar diretamente de um gol. O índice é o pior do atacante em uma temporada por clubes desde o início de sua carreira profissional, em 2011/12, quando defendia o PSV, da Holanda.
A comparação com o começo de sua passagem pelo futebol brasileiro também evidencia a queda. Nos primeiros meses no Corinthians, no último trimestre de 2024, o holandês precisava de aproximadamente 90 minutos para participar de um gol. Em 2026, entretanto, a produção caiu de forma significativa, mesmo com uma presença frequente entre os titulares.
Os dados mostram que Memphis ainda consegue colaborar na criação. Ele soma sete grandes chances criadas na temporada e tem média de 1,2 passes decisivos por partida. O problema está na conclusão das jogadas: registra 1,5 finalizações por jogo, sendo apenas 0,5 na direção do gol. Sua nota média no Sofascore é de 6,53.
Assim, o atacante deixou de ser apenas o finalizador de referência e passou a ser cobrado também pela falta de influência no resultado das partidas. A queda de participação ofensiva é especialmente sensível em um time que vem encontrando dificuldades para transformar oportunidades em gols e precisa reagir na tabela.
Pressão aumentou após pênalti perdido
Durante o período sem marcar, Memphis teve uma chance importante de encerrar o jejum. Nas quartas de final da Libertadores, contra o Estudiantes, ele cobrou um pênalti, mas mandou a bola por cima do gol. O erro aumentou as críticas ao jogador em um momento no qual seu desempenho já era questionado por torcedores.
A insatisfação também apareceu nas arquibancadas e nas redes sociais. A Gaviões da Fiel ironizou simultaneamente a renovação contratual e o rendimento do atacante ao publicar a frase “Memphis, renovação em dia, futebol em atraso”. A manifestação sintetizou a cobrança que passou a cercar o holandês depois da extensão do vínculo.
O processo de renovação foi marcado por incertezas. Em um primeiro momento, o Corinthians divulgou uma nota oficial informando que não renovaria o contrato de Memphis. Posteriormente, as conversas foram retomadas, e o vínculo acabou estendido após aprovação do Conselho de Orientação, o CORI. Durante a negociação, torcedores e influenciadores fizeram campanhas pela permanência do camisa 10.
Com o novo contrato aprovado, a expectativa sobre o atacante aumentou. O Corinthians esperava que a continuidade no clube fosse acompanhada por uma resposta dentro de campo, mas a sequência sem gols ampliou a distância entre o que se aguardava de Memphis e o que ele conseguiu entregar nesta temporada.
Desfalque em estreia de Seedorf
Além da fase técnica, o Corinthians terá de enfrentar o próximo compromisso sem seu principal atacante. Memphis está suspenso pelo acúmulo de três cartões amarelos e não poderá atuar contra o Vitória, na Neo Química Arena, partida que marcará a estreia de Clarence Seedorf no comando da equipe.
A ausência ocorre em um cenário de forte pressão coletiva. O Timão acumula oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, foi eliminado da Copa do Brasil e também deixou a Libertadores. Com essa sequência, ocupa a 16ª colocação do Brasileirão e convive com o risco de rebaixamento.
O jogo contra o Vitória, portanto, terá impacto além da estreia do novo treinador. Seedorf precisará encontrar alternativas para um ataque que já enfrenta dificuldades e estará sem o jogador que, apesar do baixo rendimento recente, continua sendo uma das referências técnicas do grupo.
O momento de Memphis também se conecta ao ambiente geral do clube. O Corinthians encerrou um ciclo de resultados negativos e iniciou uma mudança no comando técnico, mas a recuperação dependerá de respostas rápidas dos principais jogadores. Para o holandês, o desafio será interromper o jejum e voltar a participar dos gols depois do retorno à equipe.
Enquanto cumprir suspensão, Memphis acompanhará de fora a tentativa de reação corintiana. Quando estiver novamente disponível, a cobrança será ainda maior: além de recuperar a confiança, ele precisará transformar sua presença em campo em gols e assistências para ajudar o Timão a se afastar da parte inferior da tabela.