Corinthians se prepara intensamente para o confronto contra o Vasco, crucial na luta contra o rebaixamento.Foto: Reprodução da Internet
O Corinthians voltou ao CT Joaquim Grava nesta terça-feira, um dia depois de empatar por 1 a 1 com o Vitória, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. A reapresentação marcou o início da preparação para o duelo com o Vasco, mas ainda teve a carga de trabalho distribuída de acordo com a participação de cada jogador na partida da Neo Química Arena.
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Os atletas que começaram o confronto diante do Vitória realizaram exercícios regenerativos e atividades com bola em intensidade controlada. A rotina foi planejada para auxiliar a recuperação física dos titulares, que não participaram do mesmo trabalho específico feito pelos reservas.
O grupo que não iniciou a partida teve uma sessão mais intensa. Sob o comando de Seedorf, os reservas trabalharam posse de bola com pressão pós-perda, fundamento que busca recuperar rapidamente a bola depois de uma perda de domínio ou de um passe interrompido. A atividade também procurou aperfeiçoar a reação coletiva e a ocupação dos espaços.
Treinamento teve duelos e vantagem numérica
Além do exercício de posse, o treinador holandês organizou situações de enfrentamento mano a mano. Os jogadores foram colocados diante de desafios individuais, tanto para testar a capacidade de superar o marcador quanto para trabalhar a resposta defensiva em espaços reduzidos.
Em outro momento da sessão, o ataque foi colocado em situações de vantagem numérica contra a defesa. O formato permitiu treinar a tomada de decisão perto da área, a circulação da bola e a proteção do setor defensivo diante de uma equipe com mais jogadores na fase ofensiva.
O trabalho, contudo, não serviu como confirmação da equipe que enfrentará o Vasco. Como os titulares tiveram uma programação diferente dos reservas, a atividade não permite concluir que Seedorf tenha definido mudanças na formação. A avaliação das opções para o próximo compromisso continuará nos treinamentos seguintes.
A comissão técnica deverá contar com todo o elenco em campo a partir desta quarta-feira. Com os jogadores reunidos na mesma atividade, o Corinthians poderá iniciar de forma mais completa a preparação tática para a partida de sábado.
Corinthians terá confronto direto contra o Vasco
O próximo compromisso será contra o Vasco, às 18h30 de sábado, em São Januário, no Rio de Janeiro. O duelo ocorre em um momento delicado para o Corinthians, que ocupa a 16ª posição do Brasileirão, com 33 pontos, e é o primeiro clube fora da zona de rebaixamento.
O empate com o Vitória encerrou uma sequência de oito derrotas consecutivas na competição. Apesar disso, o resultado ampliou para nove o número de rodadas seguidas sem vitória, com oito derrotas e apenas um empate nesse intervalo. Por isso, o ponto conquistado aliviou uma parte da pressão, mas não alterou de maneira significativa a situação na tabela.
A partida em São Januário terá peso direto na luta pela permanência na primeira divisão. O Corinthians precisa voltar a vencer para interromper a sequência negativa e tentar se afastar dos clubes que aparecem logo abaixo na classificação. A preparação curta aumenta a importância do controle das cargas e da definição das escolhas para o confronto.
Empate interrompeu derrotas, mas manteve alerta
O resultado diante do Vitória teve dois efeitos distintos para a equipe. A série de oito derrotas foi interrompida, o que evitou a continuidade de uma sequência ainda mais grave. Ao mesmo tempo, o Corinthians não conseguiu transformar a reação em vitória e permaneceu sem triunfar no campeonato por nove partidas consecutivas.
A partida também deixou discussões sobre a arbitragem. No segundo tempo, André caiu dentro da área e recebeu inicialmente um cartão por simulação. Depois da revisão do VAR, a decisão foi alterada e o Corinthians teve um pênalti marcado. Yuri Alberto cobrou rasteiro no canto direito de Lucas Arcanjo e empatou o jogo.
Nos minutos finais, outra jogada dentro da área gerou reclamações. Gui Negão participou do lance, a bola ficou com Rodrigo Garro e o meia finalizou para uma defesa importante do goleiro do Vitória. Não houve nova marcação de pênalti, mas a decisão foi questionada por André Rizek, que considerou o lance envolvendo o jovem atacante mais claro do que aquele que originou a penalidade convertida.
As controvérsias não mudaram a consequência esportiva do resultado. O Corinthians somou um ponto, continuou fora da zona de rebaixamento e manteve a necessidade de reação imediata. O desempenho ofensivo e a capacidade de competir nos momentos decisivos estarão entre os pontos observados por Seedorf antes da viagem ao Rio de Janeiro.
Pressão também aparece fora do campo
O empate ainda foi cercado por um episódio ocorrido durante o aquecimento das equipes na Neo Química Arena. O presidente do Vitória, Fábio Mota, reclamou do desaparecimento de bolas que chegam às arquibancadas e não são devolvidas ao campo. Segundo o relato reproduzido pelo Sou Timão com base em informação da ESPN, o Corinthians reconhece que enfrenta o mesmo problema e calcula a perda de quatro a cinco bolas por jogo.
A estimativa interna do clube é um pouco inferior à apresentada pelo dirigente do Vitória, que mencionou cinco ou seis unidades. Até o momento, não foram divulgadas medidas adotadas pelo Corinthians para reduzir a perda de material durante os aquecimentos. O episódio chamou atenção depois da partida, mas não se confunde com o principal desafio esportivo enfrentado pelo time.
Com o elenco completo previsto para trabalhar nesta quarta-feira, Seedorf terá novas sessões para transformar os conceitos treinados no CT em comportamento coletivo. Posse com pressão após a perda, duelos individuais e organização em situações de inferioridade defensiva foram os pontos do primeiro trabalho após o empate. A escalação para sábado, porém, ainda não foi informada.
O clube também publicou uma análise sobre o momento vivido depois do empate com o Vitória em material sobre a crise do Corinthians. A equipe volta a campo no sábado, diante do Vasco, com a missão de transformar a interrupção das derrotas em uma retomada efetiva no Campeonato Brasileiro.