O empate mantém o Corinthians na luta contra o rebaixamento, aumentando a pressão sobre a equipe.Foto: Reprodução da Internet
O empate por 1 a 1 entre Corinthians e Vitória, na segunda-feira (19), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, deixou uma discussão que ultrapassou o resultado. A arbitragem de Sávio Pereira Sampaio foi questionada em dois lances dentro da área corintiana: o pênalti marcado para o time paulista após revisão do VAR e o contato envolvendo Gui Negão, já nos minutos finais, que não resultou em nova cobrança.
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O gol alvinegro saiu justamente no lance que provocou a primeira controvérsia. André tentou conduzir a bola para a perna esquerda e caiu depois de um toque de Mateus Silva por baixo. Na jogada, o árbitro inicialmente interpretou que o volante havia simulado e aplicou cartão amarelo. Após ser chamado pelo árbitro de vídeo, porém, Sávio Pereira Sampaio reviu a decisão, anulou a advertência e assinalou a penalidade.
Yuri Alberto cobrou rasteiro, no canto direito de Lucas Arcanjo, e igualou o placar na Neo Química Arena. O lance foi considerado correto pelos quatro ex-árbitros ouvidos pelo UOL. Alfredo Loebeling, Guilherme Ceretta, Emidio Marques e Ulisses Tavares apontaram que houve contato suficiente no pé de André para caracterizar a infração, ainda que tenham observado que a queda do jogador corintiano teve certa intensidade.
O que os ex-árbitros avaliaram no lance
Na avaliação de Alfredo Loebeling, o toque foi claro e a forma como André caiu não elimina a falta. Guilherme Ceretta também considerou que a penalidade existiu, mas chamou atenção para a dificuldade de estabelecer critérios uniformes para a intervenção do VAR. A discussão, portanto, não ficou restrita à existência do contato: envolveu também o momento em que a tecnologia deve chamar o árbitro para uma revisão.
Emidio Marques avaliou que o defensor do Vitória atingiu o pé de André sem disputar a bola. Para ele, a posição do árbitro dificultou a leitura da jogada, já que Sávio estava mal colocado e observava os jogadores por trás. Na mesma linha, Ulisses Tavares afirmou que houve toque no pé do atleta corintiano, embora tenha reconhecido que a queda ocorreu de maneira espalhafatosa.
As análises convergiram em um ponto: o contato existiu e justificou a correção da decisão inicial. O cartão amarelo por simulação foi retirado depois da revisão, e a cobrança permitiu ao Corinthians buscar um resultado que encerrou uma sequência negativa no campeonato.
Segundo lance aumentou a reclamação corintiana
A polêmica ganhou novo capítulo no fim do jogo. Gui Negão participou de uma jogada dentro da área, e a bola ficou com Rodrigo Garro. O meia finalizou, mas Lucas Arcanjo fez uma grande defesa. O árbitro não marcou pênalti, e a ausência de revisão provocou protestos dos torcedores do Corinthians.
André Rizek considerou esse segundo lance mais claro para a marcação de uma penalidade do que a jogada que originou o gol de Yuri Alberto. O jornalista também criticou a atuação da arbitragem e relacionou a discussão ao desempenho ofensivo do Corinthians, que encontrou dificuldades para transformar a pressão em oportunidades decisivas.
A comparação entre os dois episódios passou a ser o centro do debate. No primeiro, o VAR chamou Sávio, que mudou a decisão e apontou a marca da cal. No segundo, não houve penalidade nem revisão, apesar da participação de Gui Negão na jogada e da finalização perigosa de Garro. As fontes não informam uma justificativa oficial da arbitragem para a diferença de tratamento entre os lances.
Empate mantém Corinthians perto do Z4
O resultado teve impacto direto na tabela. O Corinthians chegou aos 33 pontos e permaneceu na 16ª colocação, apenas um ponto acima do Internacional, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Assim, o fim da série de oito derrotas consecutivas no Brasileirão trouxe alívio parcial, mas não afastou a equipe da disputa contra a queda.
O empate também impediu que o time comandado por Seedorf abrisse vantagem mais confortável sobre os concorrentes. A situação torna cada ponto relevante nas rodadas restantes, especialmente porque o Corinthians ainda precisa transformar a interrupção da sequência de derrotas em uma reação capaz de produzir distância em relação ao Z4.
O cenário e o resultado da partida foram registrados em reportagem do FutNet News sobre o empate entre Corinthians e Vitória. Além da arbitragem, o desempenho ofensivo apareceu como um dos problemas do time no confronto, em uma noite na qual o gol corintiano saiu de uma cobrança de pênalti.
Próximo compromisso será contra o Vasco
O Corinthians volta a campo no sábado (24), diante do Vasco, em São Januário, no Rio de Janeiro. O adversário ocupa a 15ª posição e tem dois pontos a mais que o Alvinegro, além de uma partida a menos. O confronto, portanto, reunirá equipes próximas na classificação e poderá alterar a distância do Corinthians para a zona de rebaixamento.
Até lá, a atuação de Sávio Pereira Sampaio seguirá como parte importante da repercussão do empate. A decisão revisada no pênalti de André recebeu aprovação unânime dos ex-árbitros consultados, enquanto o lance com Gui Negão manteve a insatisfação corintiana. Esportivamente, o desafio de Seedorf será fazer o time aproveitar o ponto conquistado e apresentar evolução suficiente para deixar a faixa inferior da tabela.