São Paulo postergou renovação de Lucas Moura, mantendo futuro do atacante indefinido até a próxima eleição.Foto: Reprodução da Internet
O São Paulo decidiu não avançar, por enquanto, na renovação de Lucas Moura. A atual gestão, liderada por Harry Massis Júnior, pretende deixar a definição para dezembro, quando o clube escolherá o presidente responsável pelo próximo ciclo. Até lá, o futuro do camisa 7 permanecerá sem encaminhamento.
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A escolha não representa uma decisão pela saída do atacante. O clube também não confirmou que tenha desistido de mantê-lo no elenco. A medida significa que a administração atual não dará continuidade às tratativas antes de saber quem comandará o São Paulo a partir de 2027.
O vínculo vigente de Lucas termina em 31 de dezembro de 2026. Se não houver acordo para uma extensão, o jogador ficará livre no mercado a partir de janeiro. A proximidade entre a eleição e o fim do contrato reduz o período disponível para que a próxima gestão avalie o caso, apresente uma proposta e tente concluir a negociação.
Declarações de Lucas já apontavam para a indefinição
A possibilidade de a eleição interferir na renovação havia sido mencionada pelo próprio jogador. Depois da vitória por 2 a 1 sobre o Vitória, Lucas reconheceu que ainda não sabe quem será o presidente do clube e afirmou que esse cenário político pode influenciar as conversas sobre sua continuidade.
“A gente não sabe como é que vai ser o futuro do clube politicamente falando, né? Quem vai ser o presidente… A gente não sabe. E, provavelmente, isso também interfira na questão da renovação”, declarou o camisa 7 após a partida.
O atacante também foi questionado sobre a possibilidade de aceitar um salário menor para permanecer no Tricolor. Lucas não estabeleceu uma condição para um novo contrato e indicou que qualquer definição dependerá de uma negociação entre as partes.
“Tudo é uma questão de negociar, né? Quando chegar esse momento de a gente conversar, a gente vai negociar e vai achar o que for melhor para os dois”, explicou. A declaração não representa um acordo nem confirma uma disposição financeira específica, mas mostra que o jogador deixou a porta aberta para discutir a permanência quando o clube estiver pronto para tratar do assunto.
Retorno aconteceu antes da previsão inicial
A decisão administrativa veio logo depois de um momento importante na temporada de Lucas. O atacante voltou a jogar contra o Vitória após 160 dias afastado por causa de uma grave lesão no tendão de Aquiles. Ele entrou no segundo tempo e participou da jogada que terminou no segundo gol de Jonathan Calleri.
O retorno foi um dos principais acontecimentos da vitória são-paulina no MorumBIS. A participação do camisa 7 ajudou a mudar o ritmo da equipe na etapa final, enquanto o gol de Calleri garantiu o resultado. A partida foi detalhada pelo FutNet News em uma cobertura específica do triunfo sobre o Vitória.
Lucas viveu uma reação emocional depois de voltar aos gramados. O jogador chorou no vestiário e agradeceu aos companheiros e aos profissionais que participaram do processo de recuperação. Em um dos relatos sobre a volta, resumiu o vínculo com o clube: “Amo vestir essa camisa, jogar no Morumbi, amo tudo isso”.
A recuperação exigiu cuidados contínuos durante os meses fora da equipe. Segundo o próprio atleta, os trabalhos foram realizados também em casa, com acompanhamento profissional. Ele citou ainda o controle da alimentação e a prioridade dada ao descanso como parte da rotina necessária para retornar.
O retorno ocorreu antes da expectativa inicial após a cirurgia. A previsão era de que Lucas só voltasse a atuar na temporada seguinte, mas o atacante foi relacionado e entrou em campo diante do Vitória. A participação não encerra o processo de recuperação, mas recoloca o jogador à disposição do treinador Dorival Júnior para a reta final do Campeonato Brasileiro.
Próxima gestão terá de decidir o caminho
Aos 34 anos, Lucas entra nos últimos meses do contrato sem uma definição sobre a continuidade no São Paulo. O momento esportivo, contudo, é diferente do período em que esteve afastado: ele voltou a participar de uma partida e passou a ser novamente uma opção para o time.
De acordo com o material divulgado sobre a situação, o São Paulo ocupa a nona posição do Campeonato Brasileiro, com 39 pontos, e ainda tem oito partidas pela frente. Esse calendário pode permitir que o clube observe a condição do atacante e sua participação na reta final antes de a próxima administração definir o planejamento para 2027.
Na prática, a diretoria atual encerra o assunto sem uma negociação em andamento. A próxima gestão deverá avaliar a importância esportiva de Lucas, as condições financeiras de um eventual novo vínculo e o desejo do jogador antes de decidir se retomará as conversas.
Também não há, até o momento, indicação de que Lucas tenha acertado com outro clube ou de que sua saída esteja definida. O cenário confirmado é de espera: o São Paulo não avançará agora, o contrato permanece válido até o fim de 2026 e o jogador só ficará livre caso não haja renovação.
Assim, a eleição de dezembro se tornou o principal marco para o futuro do camisa 7. Até que o novo presidente assuma e estabeleça as prioridades do clube, Lucas seguirá integrado ao elenco e concentrado no retorno aos jogos. A permanência além de 2026 continuará dependendo de uma conversa que, por decisão da atual diretoria, foi adiada.