Leila Pereira defende o Palmeiras e critica pedido do Flamengo, chamando-o de “ridículo” após eliminação.Foto: Reprodução da Internet
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, elevou o tom da discussão envolvendo Flamengo e Estudiantes após a semifinal da Copa Libertadores de 2026. Em entrevista à TV Palmeiras, antes do jogo contra o Red Bull Bragantino, a dirigente criticou a reclamação apresentada pelo clube carioca à Conmebol por causa da inscrição do zagueiro Marcos Rojo.
Leila classificou a postura rubro-negra como “ridícula” e defendeu que os resultados sejam definidos dentro de campo. A manifestação ocorreu depois da eliminação do Flamengo nos pênaltis e acrescentou tensão a um episódio que ainda não teve desfecho definitivo nas instâncias esportivas.
Leila questiona reação do Flamengo
Na avaliação da dirigente, o Palmeiras alcançou a final da Libertadores por mérito esportivo e não deveria ter sua classificação questionada por medidas tomadas fora das quatro linhas. A equipe paulista garantiu presença na decisão, enquanto o Flamengo passou a contestar a situação do defensor argentino utilizado pelo Estudiantes na semifinal.
“Coisa feia, ridículo. Vou te falar uma coisa: a presidente do Palmeiras é muito sincera. O que me interessa é que o Palmeiras está em mais uma final e nós conseguimos esse êxito dentro das quatro linhas”, declarou Leila, conforme o material divulgado pela TV Palmeiras.
Em outro trecho, a presidente afirmou considerar inadequado recorrer a caminhos jurídicos para buscar uma vantagem esportiva. “Eu acho ridículo tentarmos subterfúgios para conseguirmos algum êxito. É sem nenhum motivo”, disse.
Leila também aconselhou o Flamengo a reconhecer o resultado obtido no gramado. “Então, eu acho que isso é o que falta nesse clube (Flamengo), que está tentando mexer os pauzinhos. Calcem a sandália da humildade. Reconheçam”, afirmou.
Entenda a disputa envolvendo Marcos Rojo
A reclamação rubro-negra está ligada à inscrição de Marcos Rojo para a semifinal da Libertadores. O Flamengo questiona se a autorização concedida ao jogador permitia sua utilização sem que o Estudiantes estivesse sujeito a consequências posteriores no âmbito esportivo ou disciplinar.
Segundo as informações apresentadas, a Conmebol havia rejeitado inicialmente o pedido relacionado ao registro do zagueiro depois de consultar a FIFA sobre as regras aplicáveis. Na sequência, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte e obteve uma autorização provisória para contar com o atleta.
O defensor participou do confronto que terminou com a eliminação do Flamengo nos pênaltis. Depois da partida, o clube brasileiro apresentou uma reclamação formal e pediu que o caso fosse analisado antes da final da competição.
O Flamengo, por sua vez, negou ter iniciado o procedimento relacionado à inscrição de Rojo. Em comunicado, o clube afirmou que passou a integrar a disputa depois de ser incluído pelo próprio Estudiantes.
Na mesma manifestação, o Rubro-Negro rejeitou a interpretação de que estaria tentando obter uma classificação por meio de uma decisão administrativa. O clube sustentou que a iniciativa busca assegurar a aplicação uniforme das regras da competição internacional.
“Não se trata de buscar resultado fora de campo. Trata-se de garantir que as regras de uma competição internacional valham igualmente para todos os clubes, de todos os países”, declarou o Flamengo.
Processo ainda não tem decisão definitiva
Apesar da troca de acusações, o material disponível não indica uma decisão final que determine punição ao Estudiantes ou modifique a classificação da semifinal. Dessa forma, a equipe argentina segue considerada finalista ao lado do Palmeiras, enquanto o pedido rubro-negro permanece sob análise.
A autorização provisória obtida no CAS e a reclamação posterior do Flamengo são etapas diferentes dentro do caso. A primeira permitiu, de forma temporária, a utilização de Rojo pelo clube argentino. A segunda tenta discutir eventuais efeitos esportivos ou disciplinares relacionados ao registro do atleta.
Essa distinção é central para o andamento da disputa. A existência de uma autorização provisória não representa, por si só, uma decisão definitiva sobre todas as consequências do episódio. Da mesma forma, a reclamação apresentada pelo Flamengo não significa que o clube tenha obtido reversão da eliminação.
Por isso, a situação permanece dependente de uma manifestação das autoridades competentes. Até que isso ocorra, não há confirmação de mudança na final da Libertadores nem de sanção esportiva contra o Estudiantes.
Rivalidade ganha novo capítulo
As declarações de Leila ampliaram a repercussão de um caso que já havia provocado manifestações no ambiente do Palmeiras. A presidente adotou uma posição pública de defesa da classificação palmeirense e apresentou a iniciativa do Flamengo como uma tentativa inadequada de alterar o resultado da semifinal.
O episódio também aproximou uma disputa jurídica de uma rivalidade esportiva entre os clubes. Enquanto o Palmeiras se prepara para a decisão continental, o Flamengo tenta obter uma resposta sobre a validade do procedimento envolvendo Rojo e afirma que sua contestação está ligada ao cumprimento das normas.
O próximo passo, portanto, depende da análise do processo pelas entidades responsáveis. Até uma decisão definitiva, a final permanece formada por Palmeiras e Estudiantes, e a reclamação do Flamengo continua sem efeito confirmado sobre a classificação.
Para o clube carioca, a questão é apresentada como uma defesa da isonomia do regulamento. Para Leila Pereira, porém, a reação deveria ser aceitar a eliminação e reconhecer o mérito dos adversários. O choque entre essas duas interpretações mantém o caso no centro do debate antes da decisão em Montevidéu.