A vitória por 3 a 0 sobre o Botafogo tirou o Inter da zona de rebaixamento.Foto: Reprodução da Internet
O Internacional encerrou uma sequência de sete rodadas dentro da zona de rebaixamento com uma atuação que combinou organização, intensidade e eficiência. Diante do Botafogo, no Beira-Rio, o Colorado venceu por 3 a 0, neste sábado (24), pela 32ª rodada do Brasileirão, e deixou o Z-4 com uma resposta importante sob o comando de Eduardo Baptista.
O resultado levou o Inter ao 16º lugar, com 35 pontos. A equipe também foi beneficiada pela derrota do Corinthians para o Vasco por 3 a 2. O rival paulista ficou dois pontos atrás, na 17ª posição. Mais do que a mudança na tabela, porém, a partida serviu para reforçar a impressão de que o time passou a apresentar um padrão diferente desde a chegada do treinador.
NOTAS DA TORCIDA
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Mesmo com desfalques importantes, o Internacional conseguiu controlar boa parte do confronto e não se limitou a defender a vantagem. Mercado, Villagra e Vitinho cumpriram suspensão, enquanto Anthoni continuou fora. Ainda assim, a equipe mostrou capacidade para pressionar, recuperar a bola e transformar as jogadas em oportunidades.
Eduardo Baptista havia prometido uma semana de trabalho especialmente forte depois da derrota para o Mirassol. A promessa ganhou forma no campo. O Inter sustentou a intensidade ao longo dos 90 minutos, foi mais organizado e conseguiu atacar com diferentes jogadores. A goleada também teve peso porque o adversário era comandado por Tite e contava com nomes experientes, como Danilo.
Os gols foram marcados por Matheus Bahia, Juninho e Bernabei. A participação dos defensores no placar ajudou a resumir a atuação colorada: o time não dependeu exclusivamente de seus atacantes para produzir perigo e encontrou soluções em diferentes setores.
Uma das principais histórias da partida foi a atuação de Kauan Jesus. O goleiro, que havia estreado contra o Mirassol, fez sua primeira partida como titular e respondeu com segurança. Segundo o material da apuração, foram três defesas importantes, suficientes para evitar que o Botafogo encontrasse caminho de volta ao jogo.
O desempenho rendeu aplausos da torcida e indica que Kauan deve ganhar sequência mesmo com o retorno de Anthoni. A escolha representava um risco diante da pressão vivida pelo clube, mas acabou se transformando em um dos acertos da comissão técnica. O jovem participou diretamente da construção da confiança defensiva em uma tarde na qual o Inter terminou sem sofrer gols.
A novidade ocorreu depois do retorno de Maripán, que voltou a ficar à disposição, e de Alan Patrick. A presença de jogadores experientes ajudou a equilibrar uma escalação modificada, mas a resposta dos atletas que receberam oportunidade também foi decisiva.
As escolhas de Eduardo Baptista
O treinador também foi importante ao recuperar jogadores que vinham sendo questionados. Juninho, antes contestado, firmou-se entre os titulares e marcou o segundo gol do jogo. O zagueiro aproveitou a sobra de uma finalização de Maripán e concluiu no canto esquerdo de Gabriel Batista, aparecendo na área com comportamento de centroavante.
Ronaldo foi outro nome que ganhou destaque. O volante protegeu a defesa, participou da saída de bola e apareceu em ações ofensivas. A atuação mostrou uma alternativa para o setor e terminou reconhecida pelos torcedores, que o aplaudiram quando deixou o campo.
Thiago Maia e Alerrandro também aparecem entre as apostas do novo comandante. A movimentação do ataque foi relevante para abrir espaços, especialmente no lance do terceiro gol. Após a recuperação da bola, Alan Patrick participou da construção, Alerrandro se movimentou e Bernabei apareceu na frente para concluir.
Aguirre igualmente teve papel relevante. Mais avançado, quase como um ponta, incomodou Alex Telles pelo lado direito e participou da jogada que originou o gol de Matheus Bahia, o primeiro da tarde. O argentino ainda quase marcou em uma tentativa por cobertura, mas o lance foi interrompido por falta.
O que muda para o Inter
A vitória não elimina a pressão da luta contra o rebaixamento, mas altera o ambiente no Beira-Rio. Ao chegar aos 35 pontos e abrir dois de vantagem sobre o Corinthians, o Internacional passa a depender também da própria evolução para sustentar a distância da zona de risco.
O principal ganho foi a confirmação de que o time consegue competir mesmo quando precisa lidar com ausências. A equipe teve retornos importantes, mas também precisou lançar mão de Kauan Jesus e contar com atletas que buscavam recuperar espaço. A resposta foi uma apresentação equilibrada, com produção ofensiva, proteção defensiva e intensidade.
O cenário ainda exige cautela. A permanência na Série A não está assegurada, e uma única rodada não resolve a situação na tabela. No entanto, o Inter deixou o Beira-Rio com elementos concretos para acreditar na reação: uma defesa sem sofrer gols, três marcadores diferentes e uma atuação que reforçou as ideias de Eduardo Baptista.
Depois de semanas de instabilidade, o Colorado encontrou uma vitória capaz de unir resultado e desempenho. O próximo desafio será transformar essa atuação em sequência, algo indispensável para que a saída do Z-4 não seja apenas momentânea.