Amarante confirma que Fabinho Soldado não permanecerá, enquanto futuro de Eduardo Baptista será analisado ao fim da temporada.Foto: Reprodução da Internet
A disputa pela presidência do Internacional passou a envolver também uma possível reformulação no departamento de futebol. Em sabatina promovida pelo Grupo RBS, José Amarante afirmou que Fabinho Soldado não permanecerá no clube caso sua candidatura vença a eleição para o triênio 2027-2029. A decisão, segundo o candidato, não dependerá da permanência do Colorado na Série A.
Fabinho ocupa atualmente o cargo de diretor executivo de futebol. A saída projetada por Amarante, portanto, atingiria diretamente uma das principais funções da estrutura esportiva do clube. Apesar de confirmar a mudança, o candidato ainda não revelou quem seria escolhido para assumir o posto em uma eventual nova administração.
Diretor executivo não está nos planos de Amarante
Ao ser questionado sobre o futuro de Fabinho Soldado, Amarante apresentou a resposta como uma definição de seu projeto. O candidato indicou que o dirigente não fará parte de sua gestão independentemente do desfecho esportivo da temporada. Dessa forma, a eventual troca não estaria condicionada apenas à situação do time no Campeonato Brasileiro.
A declaração estabelece uma diferença entre o cargo e os resultados da equipe. Mesmo se o Internacional conseguir permanecer na primeira divisão, Fabinho não continuaria no posto caso Amarante assumisse a presidência. O candidato, contudo, não informou se já existe um acordo com algum substituto ou se a escolha ainda está em fase de avaliação.
Amarante disse que trabalha com nomes para a vice-presidência de futebol e para a diretoria executiva. Esses profissionais não foram apresentados publicamente. A decisão de manter os nomes em sigilo preserva, neste momento, a composição de uma eventual estrutura futura, mas deixa indefinido quem conduziria o futebol no início do próximo mandato.
Além da troca no comando executivo, o candidato defendeu uma organização com perfil mais profissional e acompanhamento permanente das atividades do futebol. A proposta mencionada na sabatina prevê maior concentração das decisões dentro de uma estrutura integrada, embora não tenham sido detalhados o organograma, os métodos de trabalho ou a divisão de responsabilidades entre os futuros dirigentes.
Essa mudança de modelo aparece associada à escolha de novos nomes para os principais cargos do departamento. No entanto, o material divulgado não permite afirmar quais profissionais são considerados favoritos, nem se haverá outras alterações além da saída de Fabinho Soldado. Até agora, a única mudança confirmada por Amarante é a não permanência do atual diretor executivo em sua eventual gestão.
Eduardo Baptista terá avaliação após o fim da temporada
A situação de Eduardo Baptista foi tratada de maneira diferente. Amarante reconheceu o desempenho apresentado pelo treinador desde sua chegada ao comando do time e afirmou que o trabalho será respeitado. A continuidade, porém, não foi assegurada para 2027.
O candidato vinculou a análise ao encerramento da temporada e à missão esportiva de manter o Internacional na Série A. Assim, o resultado da reta final do campeonato será levado em conta antes de uma decisão sobre a permanência do técnico. A fala não estabelece prazo específico para a avaliação, tampouco informa se já houve conversa sobre contrato ou renovação.
Na prática, Baptista não aparece como uma saída previamente determinada, mas também não conta com garantia de continuidade. A posição anunciada deixa o treinador dependente de uma avaliação posterior, que considerará o trabalho realizado e o cumprimento do objetivo de evitar o rebaixamento. Qualquer decisão, além disso, dependeria da vitória de Amarante no processo eleitoral.
Abel Braga é apontado como elo institucional
Abel Braga foi incluído em outro eixo do planejamento. Amarante classificou o ex-treinador e ídolo colorado como patrimônio do Internacional e indicou que pretende mantê-lo próximo da administração. A ideia apresentada é aproveitá-lo como uma espécie de consultor na relação entre o departamento de futebol e o Conselho de Gestão.
Ainda não foi informado se essa função seria formalizada por meio de um cargo específico. Também não foram detalhadas as atribuições práticas de Abel, sua participação nas decisões esportivas ou a frequência de sua atuação. O que existe, até o momento, é a intenção de utilizá-lo como uma ponte entre a área do futebol e a gestão do clube.
A presença de Abel no projeto diferencia sua situação da de Fabinho Soldado. Enquanto o atual diretor executivo não permaneceria, o ídolo seria mantido próximo do centro administrativo, ainda que em uma função sem formato definido. A proposta sinaliza uma tentativa de combinar mudanças na estrutura profissional com a participação de uma figura identificada com a história colorada.
Eleição terá primeira etapa em novembro
O primeiro turno da eleição presidencial do Internacional está previsto para 9 de novembro, em votação no Conselho Deliberativo. José Amarante disputa o comando do clube com Roberto Melo e Leonardo Aquino. Dependendo do resultado dessa etapa, a escolha poderá ser levada aos associados em dezembro.
Até que o processo seja concluído, nenhuma das alterações anunciadas terá efeito. Fabinho Soldado segue como diretor executivo, Eduardo Baptista continua no comando da equipe e Abel Braga não ocupa, neste momento, a função de consultor descrita no projeto eleitoral. As propostas dependem da vitória de Amarante e de decisões posteriores sobre os nomes e os cargos.
O cenário apresentado pelo candidato reúne uma mudança já definida e outras duas decisões abertas. A saída de Fabinho Soldado é tratada como certa em uma eventual gestão de Amarante; a permanência de Baptista será examinada após a temporada; e Abel Braga poderá atuar como elo entre futebol e Conselho de Gestão. Os nomes para compor a nova direção do futebol, por sua vez, ainda não foram divulgados.