O Grêmio negocia com os representantes de Luís Castro o encerramento do contrato do treinador, demitido no último domingo (13). A principal questão envolve a multa rescisória prevista no vínculo: o valor original é de R$ 35 milhões, mas relatos de UOL e Terra apontam para uma possível redução de aproximadamente R$ 25 milhões, levando a dívida para perto de R$ 10 milhões.
O suposto desconto, porém, ainda não está confirmado. O clube e pessoas ligadas ao técnico português negam que tenha sido firmado um acordo. A avaliação apresentada pelo Portal do Gremista é de que as conversas financeiras ainda estão em estágio inicial, sem definição sobre a quantia final ou sobre o formato de pagamento.
A diferença entre as versões está no estágio da negociação. UOL e Terra informaram que as tratativas avançaram e entraram nos ajustes finais para readequar o valor. Já os envolvidos ouvidos pelo Portal do Gremista afirmam que não houve aceite para a redução. Assim, os R$ 10 milhões devem ser tratados como uma possibilidade em discussão, não como o montante oficial da rescisão.
Multa estava ligada a contrato até 2027
Luís Castro tinha contrato com o Grêmio até dezembro de 2027. Segundo as informações divulgadas sobre o vínculo, uma ruptura antecipada obrigaria o clube a pagar integralmente e à vista a multa prevista. A cláusula explica por que a saída do treinador abriu uma negociação de grande impacto para as finanças do clube.
Com a demissão, o Grêmio e o estafe do português passaram a discutir duas questões principais: quanto será pago e em quais condições ocorrerá o pagamento. A definição não se limita a um eventual abatimento no valor bruto. Também precisa estabelecer como será formalizado o encerramento do vínculo e quais compromissos permanecerão para cada parte.
Na versão que indica avanço, Castro abriria mão de R$ 25 milhões, reduzindo a obrigação gremista de R$ 35 milhões para cerca de R$ 10 milhões. O Terra descreveu a negociação como um entendimento encaminhado, enquanto o UOL informou que os detalhes finais ainda estavam sendo ajustados. A negativa atribuída ao clube e a pessoas próximas do treinador impede, neste momento, que o desconto seja considerado concluído.
Se o acordo não for confirmado, continua valendo como referência a multa de R$ 35 milhões prevista no contrato, conforme o conteúdo das fontes. Se as partes chegarem a uma composição, o valor efetivamente pago dependerá do documento final. Até lá, não é possível afirmar que o Grêmio tenha economizado os R$ 25 milhões mencionados nas primeiras notícias sobre a negociação.
Derrota para o Vasco antecedeu a demissão
A saída de Castro aconteceu depois da derrota por 2 a 1 para o Vasco, na Arena, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado ocorreu em meio à pressão pela campanha da equipe na competição nacional, na qual o Grêmio lutava para se afastar da zona de rebaixamento.
O técnico comandou o time em 50 partidas na temporada. Foram 19 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, números que mostram uma campanha marcada por oscilações. O trabalho teve conquistas e avanço em torneio eliminatório: o Grêmio venceu o Campeonato Gaúcho e alcançou a semifinal da Copa do Brasil.
Esses resultados, contudo, não foram suficientes para evitar a mudança no comando. A situação no Brasileirão pesou na decisão da diretoria, e a demissão transformou o contrato ainda vigente em uma obrigação a ser resolvida fora de campo. Como o vínculo não chegaria ao fim naquele momento, a dispensa antecipada exigiu a negociação dos valores correspondentes ao período restante.
O episódio diante do Vasco foi o gatilho da troca, mas a discussão atual está concentrada na rescisão. O desempenho esportivo explica a decisão de interromper o trabalho; a duração do contrato explica a dimensão financeira do problema. São, portanto, duas etapas do mesmo processo: a alteração no comando e a definição da compensação ao treinador dispensado.
Renato Gaúcho iniciou novo trabalho
Depois da saída de Castro, o Grêmio anunciou o retorno de Renato Gaúcho. O ídolo assinou contrato até o fim de 2026 e começou a trabalhar com a equipe nesta semana. A direção, assim, passou a conduzir simultaneamente a preparação esportiva para a sequência da temporada e a negociação com o antigo treinador.
A chegada de Renato não encerra automaticamente o vínculo anterior. O novo técnico já assumiu a função no campo, mas o contrato de Castro ainda precisa ser formalmente encerrado. Por isso, o clube precisa equilibrar o custo do novo comando com a obrigação resultante da demissão, cujo valor final dependerá do entendimento com o estafe português.
O cenário também mantém aberta a diferença entre a multa contratual e uma eventual composição. No primeiro caso, a referência é de R$ 35 milhões, com pagamento integral e imediato conforme a descrição do contrato. No segundo, o Grêmio poderia desembolsar aproximadamente R$ 10 milhões, caso seja confirmada a redução divulgada por UOL e Terra. A distância entre os valores chega a R$ 25 milhões, mas ainda não representa uma economia oficialmente consolidada.
Por enquanto, a informação segura é que há negociação após a demissão e que a multa originalmente prevista era de R$ 35 milhões. A possibilidade de corte para cerca de R$ 10 milhões foi noticiada, mas permanece contestada pelos envolvidos ouvidos pelo Portal do Gremista. O desfecho depende da conclusão das conversas e da formalização dos termos entre o Grêmio e os representantes de Luís Castro.