O Grêmio chegou a um acordo para o retorno de Renato Portaluppi ao comando da equipe. O vínculo será válido até o fim de 2026 e prevê uma remuneração mensal aproximada de R$ 1,5 milhão. O valor inclui o treinador e os profissionais de sua comissão técnica.
Os detalhes da negociação foram divulgados pelo jornalista Diogo Rossi e pelo portal SouGremio.com.br. O novo contrato não estabelece renovação automática para a temporada seguinte, deixando a continuidade do trabalho condicionada a uma nova negociação entre as partes.
A composição financeira combina uma parcela fixa com premiações ligadas aos resultados do Grêmio. Caso o clube permaneça na Série A do Campeonato Brasileiro, Renato terá direito a um bônus de R$ 5 milhões.
Há ainda uma bonificação de R$ 8 milhões pela conquista da Copa do Brasil. Se as duas metas forem alcançadas, o treinador poderá receber até R$ 13 milhões em prêmios, além dos pagamentos mensais destinados a ele e à comissão técnica.
O modelo faz com que o custo final do vínculo dependa diretamente do desempenho da equipe. A remuneração mensal representa a despesa fixa do clube, enquanto os bônus só serão incorporados ao compromisso financeiro caso os objetivos previstos sejam atingidos.
A permanência na elite nacional aparece como uma das principais metas do acordo. Já a Copa do Brasil representa uma possibilidade de conquista esportiva e de aumento expressivo das despesas relacionadas ao contrato, caso o Grêmio avance até o título.
Negociação começou com proposta inferior
O entendimento não foi alcançado na primeira oferta apresentada pelo Grêmio. A proposta inicial era estimada em aproximadamente R$ 900 mil por mês e não teria agradado a Renato. As conversas prosseguiram durante o domingo até a definição de um valor fixo maior, acompanhado das premiações por desempenho.
O empresário Gerson Oldenburg, conhecido como Gauchinho, participou das tratativas. Após o acerto, o representante esteve no CT Luiz Carvalho, utilizado pelo Grêmio para suas atividades.
A participação da comissão técnica no montante mensal é um aspecto relevante da negociação. Os cerca de R$ 1,5 milhão divulgados não correspondem exclusivamente ao salário individual de Renato, mas ao pacote financeiro destinado ao treinador e aos integrantes de sua equipe de trabalho.
Valor mensal fica abaixo do custo estimado da comissão anterior
O compromisso financeiro projetado para Renato é inferior ao custo mensal estimado da comissão de Luís Castro, calculado em aproximadamente R$ 2 milhões. A diferença reduz a despesa fixa mensal do departamento de futebol, embora o novo contrato possa gerar pagamentos adicionais se as metas esportivas forem cumpridas.
Também há uma distinção importante nas condições de encerramento dos vínculos. O acordo de Renato não prevê multa rescisória em caso de término antecipado, conforme as informações divulgadas sobre a negociação.
A situação contrasta com a saída de Luís Castro. O treinador português ainda tinha contrato com o Grêmio até dezembro de 2027, e o rompimento antecipado deixou para o clube um compromisso estimado em cerca de R$ 30 milhões.
Com o retorno de Renato, o Grêmio adota um contrato de prazo definido e com maior participação de metas no valor total. A equipe técnica terá um custo mensal inferior ao da comissão anterior, mas a permanência na Série A e a conquista da Copa do Brasil podem elevar significativamente a despesa final.
O acordo também concentra a decisão sobre uma eventual continuidade no fim de 2026, já que não existe extensão automática prevista. Assim, o clube mantém o compromisso contratual limitado ao período estabelecido e preserva a necessidade de avaliar posteriormente a permanência do treinador.