Fluminense busca novos termos para viabilizar projeto de sua SAF
O presidente tricolor, Mattheus Montenegro, confirmou que negocia ajustes na oferta da Lazuli Partners, buscando um aporte inicial superior aos valores atuais.
O futuro do Fluminense segue em pauta nos bastidores, com a diretoria trabalhando ativamente para reformular os termos da proposta de criação da sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Em declarações recentes durante a Rio Innovation Week, o presidente do clube, Mattheus Montenegro, esclareceu que o processo de negociação com a Lazuli Partners continua em andamento, visando melhorias contratuais significativas antes de qualquer submissão ao Conselho Deliberativo.
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Agustín CanobbioTitular
Média9,2
FábioTitular
Média10,0
GansoTitular
Média8,0
GugaTitular
Média8,0
HérculesTitular
Média7,0
HulkTitular
Média7,4
Julián MillánTitular
Média7,4
MartinelliTitular
Média8,6
RenêTitular
Média6,8
Thiago SilvaTitular
Média8,6
Yeferson SoteldoTitular
Média7,2
Guilherme AranaEntrou durante o jogo
Média6,4
Kevin SernaEntrou durante o jogo
Média7,2
Luciano AcostaEntrou durante o jogo
Média7,4
OtávioEntrou durante o jogo
Média6,2
Rodrigo CastilloEntrou durante o jogo
Média6,2
✓ Resultado final baseado em 80 voto(s) da torcida.
O ponto central das tratativas envolve o aumento do aporte imediato, que na oferta original era de R$ 500 milhões. Segundo o dirigente, a intenção é elevar esse montante inicial, além de renegociar cláusulas contratuais que não foram consideradas satisfatórias pela gestão. O projeto inicial previa um investimento total de R$ 6,9 bilhões ao longo de uma década, incluindo a assunção de dívidas estimadas em R$ 871 milhões.
A necessidade de revisão surgiu após a constatação de que metas de redução da dívida bruta, projetadas para o final de 2025, não seguiram o cronograma esperado, tornando os termos anteriores insuficientes para as ambições do Fluminense. Montenegro enfatizou que a prioridade da instituição não é apenas o capital, mas a identificação do investidor com a história e a cultura do clube.
Transparência e o perfil do investidor ideal
Para o mandatário, o modelo de negócio no futebol exige cautela. Montenegro descartou a venda do controle para grupos que buscam apenas retorno financeiro imediato, argumentando que o esporte não oferece margens comparáveis a investimentos tradicionais, como a Selic. O dirigente defende que o parceiro ideal deve ser alguém que compreenda a paixão da torcida tricolor e possua raízes no Brasil.
O processo de transição para SAF ainda enfrentará longas etapas. Após a definição de uma nova proposta, o documento passará pelo crivo de comissões de conselheiros e sócios, que emitirão pareceres técnicos. A decisão final, caso o projeto avance, dependerá de uma votação soberana dos sócios do clube.
O desdobramento desse movimento é crucial para o planejamento do elenco e para a estabilidade financeira do Tricolor nas próximas temporadas. A diretoria promete manter a transparência, afirmando que pretende tornar públicos todos os detalhes do contrato assim que as negociações forem concluídas, combatendo especulações sobre valores irrealistas.
Enquanto o clube busca reforçar sua estrutura fora das quatro linhas, a equipe de futebol segue focada em seus objetivos esportivos e na busca por melhores resultados dentro de campo. A expectativa é que o debate sobre o futuro associativo e empresarial do Fluminense ocorra de forma ampla, envolvendo toda a comunidade tricolor em um momento decisivo para a história da instituição.