O Corinthians decidiu não contratar reforços para a sequência da temporada. A definição ocorre em um momento de forte restrição financeira e está diretamente relacionada às pendências que o clube mantém com jogadores do próprio elenco. Antes de buscar novos nomes no mercado, a diretoria estabeleceu como prioridade regularizar os pagamentos em atraso.
A decisão também considera a situação registral do clube. O Timão está impedido de inscrever atletas por causa de três transfer bans em vigor. Sem a derrubada dessas punições, qualquer contratação ficaria sem possibilidade de registro. A avaliação interna é de que não haverá recursos suficientes para resolver o problema até o encerramento da janela de transferências, marcado para 11 de setembro.
Corinthians concentra esforços no elenco
O planejamento financeiro apresentado pela diretoria coloca os compromissos com os atletas acima da chegada de novos jogadores. A cúpula corintiana trabalha para levantar recursos e acertar valores devidos ao elenco antes de retomar a discussão sobre os bloqueios impostos ao clube.
Entre as pendências estão os direitos de imagem. Os valores referentes a julho, com vencimento na sexta-feira, dia 21, estavam previstos para ser pagos na segunda-feira, dia 24. Já os pagamentos relativos a junho, vencidos em 20 de julho, tinham como expectativa mais otimista a quitação até o fim do mês.
O clube também possui débitos relacionados a férias e premiações. A existência de diferentes compromissos em aberto ajuda a explicar por que a diretoria optou por direcionar os recursos disponíveis ao grupo atual. A prioridade, segundo a apuração, é reduzir as pendências internas antes de assumir novos custos com transferências.
Três transfer bans impedem registros
Os três transfer bans são um obstáculo adicional para o Corinthians. A punição impede o registro de novos atletas enquanto as obrigações que deram origem às sanções não forem solucionadas. Para liberar o clube, seria necessário desembolsar aproximadamente R$ 21 milhões, valor que a diretoria considera inviável até o fim da janela de transferências.
Com esse quadro, a contratação de reforços deixou de ser apenas uma escolha esportiva. Mesmo que o Corinthians encontrasse oportunidades no mercado, a equipe não teria, neste momento, condições de registrar os jogadores. A avaliação financeira, portanto, se combina com a limitação administrativa imposta pelos bloqueios.
A expectativa citada pela apuração é que o clube não faça novas contratações até o fim do ano. A decisão foi divulgada inicialmente pelo ge.globo e aparece, na apuração da Itatiaia, associada ao esforço para pagar o elenco e enfrentar as restrições que atingem o mercado corintiano.
Renovação de Memphis muda prioridades
Dentro do planejamento do Corinthians, a permanência de Memphis Depay passou a ser tratada como o principal reforço para a sequência da temporada. O atacante é considerado peça central pelo clube, que entende que os recursos destinados à contratação de outros atletas foram utilizados para viabilizar a renovação do camisa 10.
O novo contrato de Memphis Depay tem validade até meados de 2028. A extensão do vínculo foi incorporada ao planejamento esportivo do Alvinegro e ajuda a explicar a decisão de não buscar novos jogadores. Na avaliação interna, a manutenção do atacante representa uma alternativa para fortalecer o elenco sem acrescentar uma nova operação de contratação.
Essa escolha não elimina as dificuldades financeiras. O Corinthians ainda precisa lidar com os pagamentos atrasados de direitos de imagem, férias e premiações, além das obrigações ligadas aos transfer bans. A renovação do jogador, contudo, é apresentada pelo clube como um movimento prioritário dentro da composição do elenco para o restante da temporada.
Janela termina em 11 de setembro
O prazo de 11 de setembro define o limite para o Corinthians tentar derrubar as punições e registrar eventuais jogadores. A diretoria trabalha com a avaliação de que os cerca de R$ 21 milhões necessários não estarão disponíveis até essa data. Por isso, o clube não projeta reforços para a sequência imediata da temporada.
A decisão transfere para o elenco atual a responsabilidade de sustentar o planejamento esportivo enquanto a diretoria concentra esforços na reorganização financeira. Não há, no material apurado, indicação de nomes que estejam em negociação ou de uma contratação encaminhada. O que existe é uma diretriz definida: primeiro pagar os compromissos com os atletas e, depois, avaliar os transfer bans.
O momento também estabelece uma ordem de prioridades para o Corinthians. As dívidas internas aparecem como a questão mais urgente, enquanto as sanções de registro representam o principal impedimento para movimentações no mercado. A renovação de Memphis, com vínculo até 2028, é a medida esportiva já confirmada para dar continuidade ao trabalho com o grupo atual.
Diretoria adota cautela no mercado
Ao descartar reforços, o Corinthians evita ampliar a folha de compromissos em uma fase na qual ainda não conseguiu quitar integralmente valores devidos ao elenco. A postura indica que a diretoria pretende limitar novas despesas e concentrar o caixa nas obrigações já existentes.
O pagamento dos direitos de imagem de julho e a previsão para quitar os valores de junho até o fim do mês aparecem como etapas desse esforço. Férias e premiações também fazem parte da lista de débitos. Como os recursos são limitados, a resolução dessas pendências foi colocada à frente da busca por novas peças.
Até o encerramento da janela, a principal questão esportiva do Corinthians será seguir com os jogadores disponíveis e com Memphis Depay como referência do planejamento. A diretoria não trabalha com a possibilidade de novos registros enquanto os bloqueios permanecerem ativos. A prioridade declarada é financeira: regularizar o elenco, enfrentar os três transfer bans e somente depois voltar a considerar reforços.
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