A permanência de Dorival Júnior no comando do São Paulo passou a ser questionada por parte da torcida após a derrota por 1 a 0 para a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro. O resultado aumentou a pressão sobre o treinador e deixou o clube mais próximo da zona de rebaixamento. Apesar das especulações, a diretoria não havia tomado decisão sobre uma eventual troca no comando para o restante da temporada.
O principal obstáculo para uma demissão, além da avaliação esportiva, seria financeiro. Caso escolha encerrar o trabalho de Dorival antes do fim do contrato, o São Paulo terá de desembolsar pouco mais de R$ 9 milhões. A quantia corresponde aos salários que o técnico receberia até dezembro, segundo as informações disponíveis.
Os vencimentos mensais do treinador estão na casa de R$ 2 milhões. O valor projetado para a rescisão, portanto, representa um compromisso relevante para os cofres do clube. A multa não aparece como uma consequência abstrata: ela está diretamente ligada ao período restante do vínculo e aos salários previstos até o fim de dezembro.
Derrota aumenta cobrança no Brasileirão
O revés diante da Chapecoense teve peso importante na avaliação do momento. Com o resultado, o São Paulo permaneceu com 27 pontos no Campeonato Brasileiro. A equipe ficou apenas três pontos acima do Mirassol, que ocupava a 17ª colocação e abria a zona de rebaixamento.
A diferença curta para o primeiro time dentro da área de descenso alimentou a insatisfação entre torcedores. A pressão, contudo, não se transformou em uma decisão oficial da diretoria. O clube ainda não havia confirmado mudança na comissão técnica, e as manifestações favoráveis à saída de Dorival partiam, naquele momento, de parte da arquibancada.
O resultado também agravou uma sequência de desempenho considerada ruim desde o retorno do treinador. Em 11 partidas nesta segunda passagem pelo São Paulo, Dorival acumulou cinco derrotas, quatro empates e duas vitórias. O retrospecto mostra que o time venceu menos vezes do que perdeu no período.
Retrospecto de Dorival preocupa
As duas vitórias obtidas pelo técnico desde o retorno aconteceram na Copa Sul-Americana. O São Paulo derrotou o Bolívar por 3 a 1 e superou o Boston River por 2 a 0. Nenhum desses triunfos foi registrado pelo Campeonato Brasileiro.
No recorte geral das 11 partidas, o aproveitamento de Dorival à frente da equipe é de aproximadamente 30%. A conta considera as duas vitórias, os quatro empates e as cinco derrotas acumuladas desde o início da segunda passagem pelo clube.
Quando a análise fica restrita ao Brasileirão, os números são ainda mais baixos. O São Paulo disputou sete partidas na competição sob o comando de Dorival, com três empates e quatro derrotas. O aproveitamento informado é de apenas 14%, sem nenhuma vitória no torneio durante esse período.
Essa diferença entre as campanhas ajuda a explicar por que o resultado contra a Chapecoense provocou novas discussões. Na Sul-Americana, o time conseguiu seus únicos triunfos da segunda passagem do treinador. No campeonato nacional, porém, a equipe não venceu e somou pontos somente por meio de empates.
Multa pesa na decisão tricolor
Uma eventual mudança no comando exigiria que o São Paulo equilibrasse a urgência esportiva com o impacto financeiro da rescisão. A saída de Dorival não seria simples porque o clube teria de pagar pouco mais de R$ 9 milhões, valor associado aos salários restantes do contrato.
O montante também dá dimensão da dificuldade de uma decisão imediata. A diretoria precisaria considerar que a troca não se resumiria à escolha de um novo treinador. Antes de qualquer anúncio, haveria o custo de interromper o vínculo vigente, estimado com base nos vencimentos mensais de aproximadamente R$ 2 milhões e no período até dezembro.
As informações disponíveis não indicam que o São Paulo tenha iniciado oficialmente um processo de substituição. Também não há registro, no material analisado, de nome definido para ocupar o cargo ou de negociação com outro profissional. O que existia era a pressão provocada pelos resultados e a discussão entre torcedores sobre a continuidade do técnico.
Clube ainda não confirma mudança
Mesmo com o aproveitamento geral próximo de 30% e o desempenho de 14% no Brasileirão, a diretoria não havia comunicado uma decisão pela demissão. A permanência de Dorival, portanto, seguia como a situação oficial informada para a sequência da temporada.
O São Paulo chega a esse momento com dois retratos diferentes. Na Copa Sul-Americana, venceu Bolívar e Boston River, resultados que representam as únicas vitórias do treinador desde o retorno. No Campeonato Brasileiro, acumula quatro derrotas e três empates em sete jogos, sem conseguir vencer.
A posição na tabela amplia a relevância dos próximos resultados, embora a fonte não informe qual será o próximo adversário ou a data da partida seguinte. O dado confirmado é que o Tricolor tem 27 pontos e está três à frente do Mirassol, primeiro clube na zona de rebaixamento. Essa margem mantém a equipe sob pressão na competição nacional.
Para Dorival, o desafio imediato é interromper a série sem vitórias no Brasileirão e reduzir a cobrança provocada pelo desempenho recente. Para a diretoria, a questão envolve também o custo de uma ruptura. Enquanto não houver decisão oficial, o técnico permanece no cargo, com o retrospecto de 11 jogos, cinco derrotas, quatro empates e duas vitórias como elemento central da avaliação.
A situação combina desempenho abaixo do esperado no campeonato, proximidade com a zona de rebaixamento e uma rescisão estimada em mais de R$ 9 milhões. Esses fatores explicam por que a possibilidade de troca ganhou força entre torcedores, mas não permitem afirmar que a mudança já esteja definida. Até o momento descrito pela apuração, o São Paulo ainda não havia anunciado qualquer alteração no comando técnico.
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