O Corinthians deixou o campo derrotado pelo Coritiba, mas a entrevista de Fernando Diniz depois da partida teve Memphis Depay como um dos principais assuntos. O atacante holandês recebeu elogios do treinador, que avaliou positivamente sua participação no confronto pelo Campeonato Brasileiro e também admitiu uma alternativa tática para utilizá-lo ao lado de Yuri Alberto.
A equipe paulista perdeu por 2 a 1 para o Coritiba, no Estádio Antônio Couto Pereira, em duelo válido pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A. O resultado ocorreu poucos dias depois de o Corinthians garantir a classificação às quartas de final da Copa Libertadores da América, ao vencer o Rosario Central, da Argentina, por 1 a 0, na Neo Química Arena.
Memphis ganha espaço com Diniz
Segundo Fernando Diniz, a atuação de Memphis Depay contra o Coritiba foi a melhor do jogador desde a chegada do treinador ao clube. O holandês permaneceu em campo por 51 minutos e, na avaliação do comandante, teve participação relevante mesmo em uma partida na qual o time alternativo não conseguiu repetir a eficiência demonstrada no compromisso continental.
“O Memphis jogou 51 minutos e, na minha opinião, foi muito bem. Desde que eu estou aqui, foi a melhor participação dele”, afirmou Diniz em entrevista coletiva após a derrota. A declaração reforça a avaliação positiva do técnico sobre o atacante, que voltou a ser utilizado pouco depois de renovar seu contrato com o Alvinegro.
O treinador também ressaltou o peso técnico de Depay para o funcionamento ofensivo do Corinthians. Na análise de Diniz, a presença do holandês aumenta a pressão sobre a defesa adversária e oferece ao time um jogador capaz de influenciar diretamente o comportamento do oponente.
“É um jogador que traz muito peso, mais pressão para o adversário”, disse o técnico. Diniz acrescentou que já tinha uma imagem positiva do atleta antes de trabalhar com ele e que essa impressão foi confirmada no dia a dia do clube.
Renovação muda expectativa no elenco
A partida contra o Coritiba marcou a segunda participação de Memphis pelo Corinthians desde a renovação contratual. A permanência do atacante havia sido desejada pela torcida, que defendia a continuidade do jogador no elenco alvinegro.
Antes do compromisso pelo Brasileirão, Depay tinha entrado em campo contra o Rosario Central. Na partida que confirmou a classificação corintiana para as quartas de final da Libertadores, o atacante atuou por 23 minutos. Diante do Coritiba, seu tempo em campo aumentou para 51 minutos.
A sequência ainda é curta, mas os minutos acumulados mostram que Memphis passou a ser reintegrado gradualmente à equipe após a renovação. A utilização em dois jogos consecutivos também permitiu que Diniz avaliasse alternativas para encaixar o holandês na formação, especialmente pela presença de Yuri Alberto no setor ofensivo.
Falso nove entra no planejamento
Questionado sobre a possibilidade de Memphis atuar como falso nove, Fernando Diniz não descartou a ideia. O treinador explicou que essa é uma das funções que podem ser consideradas para aproveitar as características do atacante e, ao mesmo tempo, manter Yuri Alberto entre as opções de frente.
De acordo com Diniz, a posição em que Depay mais atuou ao longo da carreira é semelhante à função desempenhada diante do Coritiba. A definição, entretanto, não significa que o Corinthians passará a utilizar o jogador permanentemente como falso nove.
O técnico deixou claro que a alternativa dependerá da necessidade da equipe. A função poderá ser adotada quando for considerada a melhor solução para o time, mas não aparece como uma escolha fixa para todos os jogos.
A possibilidade está ligada à tentativa de reunir dois jogadores considerados importantes por Diniz. O treinador classificou Memphis e Yuri Alberto como atletas de nível muito alto e afirmou que será necessário encontrar uma maneira de fazer os dois funcionarem juntos.
Maratona influencia escalação corintiana
A derrota em Curitiba aconteceu em uma sequência apertada de partidas. Depois de enfrentar o Rosario Central pela Libertadores, o Corinthians voltou a campo pelo Campeonato Brasileiro. A proximidade entre os compromissos levou Diniz a preservar alguns dos principais jogadores e escalar uma formação alternativa.
As mudanças tiveram impacto no desempenho coletivo. O Corinthians não apresentou a mesma eficiência do duelo contra os argentinos e acabou superado por 2 a 1. O resultado mostra a dificuldade de administrar o elenco durante a maratona do futebol nacional, embora o material disponível não informe a posição da equipe na tabela ou os efeitos diretos do revés na competição.
Também não foram divulgados detalhes sobre a escalação completa, substituições ou autores dos gols no confronto diante do Coritiba. O que está confirmado é que Memphis participou por 51 minutos e foi avaliado positivamente pelo treinador, mesmo com a derrota fora de casa.
Libertadores segue como referência
O Corinthians chegou ao jogo do Brasileirão embalado pela classificação continental. Na Neo Química Arena, o time venceu o Rosario Central por 1 a 0 e avançou às quartas de final da Copa Libertadores da América. A vitória foi o resultado mais recente antes da viagem para enfrentar o Coritiba.
A diferença entre os dois compromissos aparece também na composição das equipes. Enquanto o duelo com o Rosario Central valia a passagem para a fase seguinte da Libertadores, o confronto em Curitiba ocorreu pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro e contou com a decisão de poupar alguns titulares.
Para Fernando Diniz, a avaliação individual de Memphis não ficou condicionada ao resultado negativo. O técnico separou a atuação do atacante do rendimento coletivo apresentado pelo time alternativo e valorizou a evolução do holandês em sua segunda aparição desde a renovação.
Com a possibilidade de utilizar Memphis como falso nove, o Corinthians passa a ter uma opção adicional para organizar o ataque. A solução também pode permitir a convivência entre o holandês e Yuri Alberto, mas Diniz ainda não indicou que essa formação será aplicada de maneira recorrente.
Por enquanto, a única confirmação é que o treinador considera a alternativa “bem real” e “bem concreta” quando ela representar a melhor escolha para o time. A definição dependerá das circunstâncias de cada partida e da forma como a comissão técnica pretende distribuir os dois atacantes no sistema ofensivo.