Botafogo considerará Huguinho como opção no meio para aprimorar desempenho contra o Internacional no Beira-Rio.Foto: Reprodução da Internet
O Botafogo terá um confronto de peso neste sábado (24), às 16h30, diante do Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026. Com 39 pontos, o time carioca busca aproveitar o duelo direto na parte inferior da tabela para se afastar da zona de rebaixamento e dar continuidade à reação iniciada na rodada anterior.
Uma vitória faria o Alvinegro chegar aos 42 pontos e igualar a pontuação do São Paulo, que aparece na nona colocação antes do início da rodada. A posição efetivamente alcançada, porém, dependeria dos critérios de desempate e dos resultados dos demais concorrentes. Por isso, o resultado no Rio Grande do Sul pode representar um avanço importante, mas não resolveria sozinho a situação da equipe no campeonato.
O adversário também entra em campo pressionado. O Internacional tenta somar pontos diante da própria torcida para se afastar das últimas posições, o que transforma o encontro em uma disputa entre equipes que precisam reagir na reta final. O mando de campo dá ao Colorado uma vantagem contextual, enquanto o Botafogo chega embalado pelo resultado obtido na rodada anterior.
Huguinho ganha espaço na disputa pela vaga
O técnico Tite deve preservar boa parte da estrutura utilizada na vitória por 1 a 0 sobre a Chapecoense, mas avalia uma modificação no meio-campo. Huguinho aparece como candidato a começar a partida no lugar de Allan. A possibilidade ainda não foi confirmada e depende da decisão final da comissão técnica antes do confronto.
A eventual troca pode alterar a dinâmica do setor sem representar uma mudança completa no modelo da equipe. Huguinho surge como uma alternativa para renovar a participação do meio-campo, enquanto Allan deixou o campo sob vaias no compromisso anterior. A escolha, portanto, envolve tanto a busca por uma resposta esportiva quanto a tentativa de manter o equilíbrio alcançado na vitória.
O Botafogo precisa, contudo, evitar que a alteração seja interpretada como uma definição antecipada. Até a divulgação oficial da escalação, Huguinho deve ser tratado como possibilidade, e não como titular confirmado. A decisão de Tite será conhecida apenas no momento em que o time for oficialmente anunciado.
Defesa deve manter improviso com Marçal
Na linha defensiva, a tendência é que Marçal continue improvisado como zagueiro ao lado de Ferraresi. A permanência nessa função está ligada às opções disponíveis para o setor. Com isso, Tite pode optar por ajustes pontuais, mantendo uma base próxima daquela que venceu a Chapecoense em vez de promover uma reformulação ampla na equipe.
A manutenção da estrutura também se relaciona ao momento do Botafogo. O triunfo por 1 a 0 interrompeu um período sem vitórias e foi o primeiro de Tite desde a chegada do treinador ao comando do time. Tiquinho Soares marcou o gol decisivo, resultado que trouxe três pontos e ajudou a recuperar a confiança do elenco. A atuação no Beira-Rio será o primeiro teste para saber se esse efeito pode se prolongar.
A participação de Tiquinho na retomada também ganhou destaque no ambiente do clube. O atacante foi decisivo contra a Chapecoense, e sua presença aparece como um dos elementos ofensivos de uma equipe que precisa transformar a melhora pontual em regularidade. Mais informações sobre o papel do jogador na reta final estão reunidas em Tiquinho muda disputa no ataque do Botafogo em reta decisiva.
Três pontos mudariam o cenário imediato
O objetivo mais urgente é somar pontos para aumentar a distância em relação às últimas colocações. A chegada aos 42 pontos permitiria ao Botafogo alcançar uma marca superior à atual e, dependendo da rodada, aproximar o clube de uma faixa mais confortável da classificação. Ainda assim, o time permaneceria obrigado a manter atenção nos jogos seguintes, porque a campanha não seria definida por um único resultado.
Depois do Internacional, restarão seis compromissos pelo Campeonato Brasileiro: Remo, Atlético-MG, Corinthians, São Paulo, Bahia e Santos. O calendário prevê partidas em casa contra Atlético-MG, São Paulo e Bahia. Já os encontros com Remo, Corinthians e Santos serão disputados fora, sendo o último deles na Vila Belmiro.
Essa sequência reúne diferentes tipos de desafio. O Botafogo terá confrontos diante de adversários que podem influenciar diretamente a disputa na tabela e também precisará lidar com partidas longe de seus domínios. O compromisso contra o São Paulo, além de integrar a reta final do campeonato, pode ganhar importância adicional por envolver um clube cuja pontuação é citada no cenário de possível avanço alvinegro.
Tite tenta transformar reação em sequência
O triunfo sobre a Chapecoense encerrou uma sequência negativa, mas ainda não permite concluir que a equipe deixou para trás a instabilidade. O duelo com o Internacional oferece uma oportunidade de confirmar a reação diante de um adversário igualmente pressionado e em um estádio com mando colorado.
A possível entrada de Huguinho e a continuidade de Marçal na zaga mostram que o treinador trabalha com alterações específicas, sem abandonar completamente a formação que funcionou no jogo anterior. A intenção é preservar os aspectos positivos da vitória e, ao mesmo tempo, buscar uma resposta para os problemas identificados no meio-campo.
O Botafogo chega ao Beira-Rio sabendo que um novo triunfo teria efeito duplo: acrescentaria pontos à campanha e daria consistência ao início do trabalho de Tite. Em caso de tropeço, a equipe seguirá com seis partidas para tentar se recuperar, mas sob pressão ainda maior na luta para se afastar do rebaixamento.