Botafogo precisa vencer a Chapecoense para escapar da pressão e deixar a zona de rebaixamento.Foto: Reprodução da Internet
O empate por 1 a 1 com o Coritiba manteve o Botafogo em estado de alerta no Campeonato Brasileiro. Com 36 pontos e quatro de vantagem sobre a zona de rebaixamento, o time carioca ainda não conseguiu vencer desde a chegada de Tite e terá pela frente um confronto direto contra a Chapecoense, no sábado (17), às 18h, no Estádio Nilton Santos, pela 31ª rodada.
A situação chamou a atenção de André Rizek, apresentador do programa Seleção SporTV. Na avaliação do jornalista, o Botafogo vive um momento delicado porque a comissão técnica tenta encontrar a formação mais adequada justamente na reta final da competição, quando cada resultado tem peso importante na luta pela permanência na Série A.
Rizek comparou o atual estágio do trabalho de Tite a uma espécie de pré-temporada. A análise considera que o treinador ainda precisa conhecer melhor as características do elenco e, por isso, vem testando alternativas. O problema, segundo o alerta apresentado no programa, é que essas experiências ocorrem enquanto o clube precisa somar pontos para se afastar da parte inferior da tabela.
“O Botafogo está como se estivesse na pré-temporada, fazendo muitos testes em um momento em que os testes podem ser perigosos”, afirmou Rizek. A declaração resume o principal dilema enfrentado pela equipe: ajustar o modelo de jogo sem deixar de priorizar a obtenção de vitórias.
O próximo compromisso ganhou peso adicional porque a Chapecoense também está envolvida na disputa contra o rebaixamento. Embora o Botafogo tenha uma margem de quatro pontos sobre o Z-4, a combinação entre a proximidade dos concorrentes e o desempenho recente impede que a equipe trate a vantagem como garantia de tranquilidade.
Desde que Tite assumiu o comando, o Botafogo disputou três partidas. O retrospecto é de duas derrotas e um empate, sem nenhuma vitória. O resultado mais recente foi justamente a igualdade diante do Coritiba, no Couto Pereira, placar que não interrompeu a sequência de partidas sem triunfo e manteve a cobrança sobre o novo treinador.
O cenário já havia sido marcado pela necessidade de mudanças. Tite chegou ao clube recentemente e ainda busca definir a melhor maneira de utilizar os jogadores disponíveis. Ao mesmo tempo, o time precisa responder em campo para evitar que o processo de adaptação da comissão técnica seja acompanhado por uma queda ainda maior na classificação.
Na análise de Rizek, não há uma solução simples para esse impasse. O técnico precisa testar opções para descobrir como fazer o Botafogo vencer, mas as alterações podem produzir instabilidade em uma equipe que já convive com a pressão da tabela. A cada rodada, portanto, o espaço para experimentos diminui, enquanto a exigência por resultados cresce.
O que está em jogo no Nilton Santos
Uma vitória sobre a Chapecoense levaria o Botafogo aos 39 pontos e permitiria ao clube abrir uma perspectiva mais confortável na luta contra o rebaixamento. Além da pontuação, o triunfo teria efeito direto sobre o ambiente, pois encerraria o jejum sob o comando de Tite e ofereceria uma resposta às críticas relacionadas ao desempenho da equipe.
O resultado também poderia dar mais tempo para a comissão técnica trabalhar os ajustes necessários. Com três jogos disputados e nenhum triunfo desde a mudança no comando, Tite precisa transformar os testes em uma formação capaz de produzir atuações mais seguras. O confronto no estádio do Botafogo aparece, assim, como uma oportunidade para que as escolhas recentes comecem a apresentar efeito prático.
Por outro lado, um novo tropeço aumentaria a pressão sobre o treinador e sobre o elenco. Foi nesse sentido que Rizek classificou a ausência de uma vitória contra a Chapecoense como possível início de uma crise. A avaliação não ignora a vantagem atual sobre a zona de rebaixamento, mas destaca que ela pode deixar de ser suficiente caso o time continue sem vencer e os concorrentes pontuem.
O empate com o Coritiba, portanto, não encerrou a preocupação do Botafogo. A equipe segue com margem na tabela, mas ainda precisa combinar evolução no desempenho com resultados imediatos. A comissão técnica terá de decidir quanto pode alterar o time sem comprometer a estabilidade, enquanto os jogadores serão cobrados por uma reação diante de um adversário diretamente envolvido na mesma disputa.
O duelo de sábado será o quarto jogo de Tite à frente do Botafogo. Mais do que a chance de alcançar 39 pontos, a partida representa a possibilidade de interromper a sequência sem vitórias e diminuir o ambiente de incerteza. Caso isso não aconteça, a preocupação com o Z-4 poderá ganhar proporções maiores e transformar o alerta feito por Rizek em uma crise concreta para o clube.