Botafogo precisa de vitórias em confrontos diretos para se afastar da zona de rebaixamento.Foto: Reprodução da Internet
O empate por 1 a 1 com o Coritiba, na segunda-feira (12), manteve o Botafogo em estado de alerta no Campeonato Brasileiro. Com 36 pontos e a 13ª colocação, o Alvinegro está apenas quatro pontos acima do Internacional, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. A margem reduzida transforma as próximas rodadas em uma etapa decisiva para a equipe comandada por Tite.
OFERTAS PARA A TORCIDA
Ofertas podem mudar no Mercado Livre
Camisa Botafogo 25/26 Oficial Jogador MasculinaDe R$ 393,19
O calendário reservou ao Botafogo três adversários que estão na parte inferior da tabela: Chapecoense, Internacional e Remo. A sequência começa no sábado (17), às 18h, contra a lanterna Chapecoense, no Estádio Nilton Santos. Depois, o time carioca visitará o Internacional no dia 24, no Beira-Rio, e encerrará esse bloco diante do Remo, em Belém, no dia 28.
A série oferece ao Botafogo a possibilidade de abrir distância em relação aos concorrentes, mas também carrega um risco significativo. Chapecoense, Internacional e Remo são equipes envolvidas diretamente na briga contra a queda, o que faz com que cada resultado tenha efeito duplo: além de somar pontos, o Alvinegro pode impedir que um rival avance na classificação.
O Internacional aparece na 17ª posição, com 32 pontos, quatro atrás do Botafogo. O Remo é o penúltimo colocado, com 25, enquanto a Chapecoense ocupa a última posição, com 18. Assim, o confronto em casa contra o time catarinense surge como a primeira oportunidade para o Alvinegro aumentar sua vantagem e aliviar a pressão antes de dois compromissos fora.
O duelo com a Chapecoense também representa uma chance particular para Tite. Desde que assumiu o comando, o treinador ainda não venceu: são duas derrotas e um empate em três partidas. O ponto obtido no Couto Pereira foi o primeiro da passagem do técnico, mas não resolveu a situação do clube na tabela.
O resultado diante do Coritiba teve avaliações distintas dentro do próprio contexto botafoguense. Pelo placar, o empate foi insuficiente para uma equipe que precisa se afastar do Z4. Por outro lado, a atuação apresentou sinais de evolução coletiva, especialmente no primeiro tempo, quando o Botafogo reagiu depois de sair atrás e conseguiu controlar parte das ações.
O Coritiba abriu o placar em lance que terminou com gol contra de Marçal. A resposta veio com Danilo, que apareceu como a principal força ofensiva do Alvinegro. O meio-campista chegou a balançar as redes duas vezes, mas um dos gols foi anulado por falta de Arthur Cabral. Na jogada validada, Danilo aproveitou uma assistência de Medina para deixar tudo igual.
A atuação do camisa 8 ajudou a mostrar um caminho para o time: maior presença dos jogadores de meio-campo na área e participação mais efetiva na construção das jogadas. O Botafogo também conseguiu crescer pelo lado direito, com o avanço dos laterais e a proteção de Allan diante da defesa.
O problema esteve na continuidade das ações. Quando Vitinho e Alex Telles apareciam por trás, os atacantes nem sempre conseguiam dar sequência às jogadas. A equipe teve controle em determinados momentos, mas não transformou esse domínio em volume suficiente de finalizações perigosas.
A questão ofensiva ainda preocupa Tite
Arthur Cabral voltou a ser apontado como símbolo da dificuldade do Botafogo para concluir as oportunidades. O atacante chegou a 15 partidas sem marcar, embora continue contando com a confiança de Tite e tenha sido mantido entre os titulares. No empate com o Coritiba, além de participar do lance que teve gol anulado, teve dificuldades para dar contundência às investidas do time.
Ziyech também não conseguiu se destacar, apesar do esforço, enquanto Medina apresentou crescimento durante a partida. A dependência de Danilo ficou evidente, sobretudo no primeiro tempo. Para a sequência contra Chapecoense, Internacional e Remo, o treinador precisará encontrar alternativas para que a produção ofensiva não fique concentrada em um único jogador.
O segundo tempo reforçou outro ponto de atenção. O Botafogo perdeu intensidade, a partida ficou mais equilibrada e a defesa passou a sofrer com bolas aéreas e chutes de longa distância. Gabriel Batista precisou trabalhar em algumas oportunidades do Coritiba, que chegou a acertar uma bicicleta com Pedro Rocha e criou perigo em cabeçada de Rodrigo Gelado.
O Alvinegro também teve chances de vencer. Tiquinho finalizou perto da trave após cobrança de falta de Alex Telles, e Ferraresi obrigou Pedro Morisco a fazer uma defesa em outro momento. A falta de eficiência, no entanto, manteve o placar igual e impediu uma vitória que teria reduzido a pressão.
Pressão sobre Tite aumenta antes de decisão em casa
O próximo compromisso no Nilton Santos será importante tanto pela tabela quanto pelo ambiente. Uma vitória contra a Chapecoense pode recuperar parte da confiança e criar uma margem mais confortável antes da visita ao Internacional. Um novo tropeço, por outro lado, tende a aproximar ainda mais o Botafogo da disputa direta pela permanência.
O zagueiro Ferraresi resumiu o sentimento após o empate ao valorizar a evolução apresentada e tratar o próximo jogo como uma nova decisão em casa. A declaração acompanha o cenário da equipe: o Botafogo precisa aproveitar os sinais positivos de organização, mas não pode ignorar os problemas de definição e as oscilações defensivas.
O clube chega a esse momento também pensando na formação do elenco para 2027, mas a prioridade imediata é evitar que a reta final do Brasileirão se transforme em uma luta ainda mais apertada contra o rebaixamento. Os três próximos jogos podem oferecer a reação esperada por Tite ou ampliar a instabilidade que marcou o início de seu trabalho. A partida contra a Chapecoense, portanto, será o primeiro teste dessa resposta.