Apesar do empate, Botafogo exibe evolução defensiva e intensidade sob o comando de Tite.Foto: Reprodução da Internet
O Botafogo ainda busca a primeira vitória desde a chegada da comissão técnica de Tite, mas o empate por 1 a 1 com o Coritiba apresentou sinais que agradaram ao auxiliar Matheus Bachi. Depois da partida no Couto Pereira, o profissional apontou avanços na organização defensiva, na intensidade e na capacidade de reação da equipe.
O resultado manteve o Alvinegro na 13ª posição do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos, e ainda próximo da zona de rebaixamento. Por isso, a avaliação interna combina satisfação com alguns aspectos do desempenho e cobrança por um aproveitamento melhor. O cenário também foi destacado na análise sobre como o Botafogo manteve o alerta ligado após o empate com o Coritiba.
Matheus Bachi comandou o time à beira do campo porque Tite cumpria suspensão. Em sua avaliação, o Botafogo conseguiu se comportar de maneira mais consistente, especialmente depois de sofrer o gol. A equipe encontrou forças para buscar a igualdade e manteve a postura mesmo após ter outro gol anulado.
O auxiliar deixou claro que o ponto conquistado não encerrou a insatisfação com a campanha recente. A comissão técnica soma duas derrotas e um empate nos três primeiros compromissos pelo Brasileirão. Antes do duelo com o Coritiba, o Botafogo havia perdido para Mirassol e Vasco.
Na entrevista depois do jogo, Matheus Bachi ressaltou o espírito coletivo apresentado em Curitiba. Para ele, a reação diante das dificuldades representou um passo à frente em relação às oscilações observadas anteriormente. O time sofreu o gol quando, segundo o auxiliar, atravessava um momento melhor, mas não perdeu a capacidade de competir.
A busca pelo empate ganhou peso porque ocorreu em uma partida na qual o Botafogo precisou lidar com momentos de pressão e com a frustração de ter uma bola na rede anulada. Mesmo assim, a equipe voltou a reagir e conseguiu manter um nível de intensidade considerado satisfatório pela comissão.
O comportamento foi diferente do que o clube havia apresentado em trechos dos jogos anteriores. A avaliação de Matheus é que os jogadores demonstraram mais força nos duelos e sustentaram uma atitude coletiva por mais tempo. A evolução, contudo, ainda precisa aparecer em forma de vitórias para alterar a posição do Botafogo na tabela.
Trabalho defensivo tenta reduzir espaços
Um dos focos do trabalho desde a chegada da nova comissão é a organização sem a bola. Matheus Bachi afirmou que o grupo vem tratando problemas identificados internamente, sem detalhar quais são os ajustes feitos nos treinamentos. A percepção transmitida após o empate é de crescimento nas pressões e na estrutura defensiva.
Contra o Coritiba, o Botafogo procurou limitar as transições ofensivas do adversário. O auxiliar considerou esse aspecto relevante porque o time paranaense é reconhecido, na avaliação apresentada, pela capacidade de atacar rapidamente após recuperar a bola. Ao conceder menos espaços, o Alvinegro conseguiu proteger melhor sua defesa durante a partida.
Essa tentativa de equilibrar agressividade e segurança esteve ligada também à composição do meio-campo. Danilo, Allan e Cristian Medina começaram o confronto, reunindo características distintas para o setor. A escolha indicou a busca por uma formação capaz de oferecer qualidade técnica sem deixar a equipe exposta.
Allan foi utilizado como alternativa para reforçar a marcação e aumentar a proteção à defesa. Matheus explicou que as decisões do setor são tomadas conforme as necessidades de cada adversário e levando em conta a sequência da temporada. A comissão ainda procura a combinação que melhor aproveite as opções do elenco.
Próximo jogo pode testar a evolução
O empate em Curitiba não resolveu a situação do Botafogo no campeonato. Com 36 pontos e quatro de vantagem sobre a zona de rebaixamento, o clube continua pressionado por resultados positivos. A proximidade da parte inferior da tabela faz com que qualquer evolução de desempenho precise ser acompanhada de uma resposta no placar.
A equipe volta a campo contra a Chapecoense, no sábado, dia 17, às 18h, no Estádio Nilton Santos, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. O confronto será a oportunidade de transformar os sinais observados pela comissão técnica em três pontos. A partida aparece em um momento decisivo dentro da sequência que pode influenciar o rumo do Botafogo no Brasileirão.
Além da necessidade de pontuar, o duelo em casa permitirá avaliar se a melhora defensiva vista diante do Coritiba poderá ser repetida. O time terá de manter a intensidade, competir nos duelos e evitar os espaços que contribuíram para resultados negativos nas rodadas anteriores.
O apoio dos torcedores também foi lembrado por Matheus Bachi após a partida. Segundo o auxiliar, os alvinegros que viajaram a Curitiba ajudaram a equipe nos momentos difíceis e, em determinados trechos, fizeram mais barulho do que a torcida mandante. A comissão espera que esse incentivo se repita no Nilton Santos.
O trabalho de Tite, portanto, chega ao próximo compromisso sem vitória, mas com uma avaliação mais positiva sobre o desempenho. A reação diante do Coritiba e a redução das transições adversárias são pontos de partida. Para que a mudança de comportamento tenha impacto real, o Botafogo agora precisa converter essa evolução em resultado.