O Atlético-MG entra em campo nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), com a obrigação de transformar a Arena MRV no ponto de partida para uma reação. Depois da derrota por 2 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro, o time mineiro precisa vencer por três gols de diferença para avançar diretamente à semifinal da Copa Sul-Americana. Um triunfo por dois gols leva a definição para os pênaltis.
NOTAS DA TORCIDA
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3 × 1 Brasileirão Série A
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Alan FrancoTitular
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BernardTitular
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FredTitular
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Gabriel DelfimTitular
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Kauã PasciniTitular
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Kevin CastañoTitular
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NatanaelTitular
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ReinierTitular
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Tomás CuelloTitular
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VitãoTitular
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Vitor HugoTitular
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Gustavo ScarpaEntrou durante o jogo
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Igor GomesEntrou durante o jogo
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Mamady CisséEntrou durante o jogo
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Mateo CassierraEntrou durante o jogo
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MayconEntrou durante o jogo
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A partida também representa uma oportunidade para o técnico Eduardo Domínguez contar novamente com Tomás Cuello. Suspenso no confronto de ida, o atacante volta a ficar disponível justamente quando o Atlético necessita aumentar a produção ofensiva. A presença do argentino amplia as alternativas do treinador para um duelo em que a equipe terá de atacar sem perder o controle defensivo.
Cuello volta com números relevantes na temporada
Cuello tem sido um dos jogadores mais produtivos do elenco atleticano. Na temporada, soma 16 participações em gols, divididas entre oito gols e oito assistências. Desde que chegou ao clube, disputou 83 partidas, marcou 14 vezes e deu 15 passes decisivos.
O atacante também chega ao compromisso em momento positivo. Na rodada anterior, participou diretamente de dois gols, com uma bola na rede e uma assistência. O desempenho reforçou a importância do jogador para um Atlético que não poderá depender apenas de cruzamentos ou de uma pressão desorganizada para tentar retirar a vantagem santista.
O nome de Cuello ainda esteve envolvido em uma movimentação de mercado. A diretoria atleticana recusou uma proposta do CSKA Moscou, da Rússia, pelo jogador. Os valores da oferta não foram apresentados, mas a decisão indica que o clube considera o atacante parte importante do planejamento esportivo.
O Atlético continua vivo em outras frentes da temporada. A equipe disputa também a Copa do Brasil e ocupa a sétima colocação do Campeonato Brasileiro, com 39 pontos. A Sul-Americana, porém, impõe uma urgência diferente: qualquer resultado que não reverta a vantagem construída pelo Santos encerra a campanha continental nas quartas de final.
Domínguez precisa escolher entre hierarquia e momento
A escalação atleticana ainda envolve decisões em setores determinantes. Na zaga, Vitão ganhou espaço depois de ser utilizado nos dois clássicos contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, em razão da lesão de Ruan. O jovem iniciou a vitória por 3 a 0 sobre o Grêmio e teve atuação segura, além de marcar um dos gols da equipe.
O desempenho colocou Vitão na disputa por uma vaga com Lyanco. Titular no jogo de ida contra o Santos, o zagueiro agora aparece como alternativa após se recuperar de lesão. Léo Duarte também foi liberado para atuar, enquanto Ruan segue lesionado. A escolha de Domínguez, portanto, pode opor a experiência de Lyanco ao momento ascendente de Vitão.
A dúvida não se limita à defesa. No comando do ataque, Cassierra perdeu força depois de alcançar 18 partidas sem marcar pelo Atlético. O centroavante vinha sendo a referência da equipe, mas atravessa uma sequência de baixo rendimento e passou a ser pressionado por Reinier.
O camisa 19 aproveitou as oportunidades recentes e participou de três gols nas últimas cinco partidas, com dois gols e uma assistência. A fase pode pesar na decisão do treinador, embora Cassierra tenha a seu favor a sequência construída anteriormente e a confiança recebida ao longo do trabalho.
Se Reinier começar a partida, o Atlético poderá apostar em um jogador que vem contribuindo mais nas ações recentes. Caso Cassierra seja mantido, Domínguez preservará a estrutura utilizada em boa parte da temporada. Independentemente da escolha, o setor ofensivo terá de ser eficiente: dois gols são necessários para levar a disputa às penalidades, e três garantem a classificação sem depender das cobranças.
Santos recompõe defesa e ataque para proteger vantagem
O Santos encerrou a preparação no CT Rei Pelé com duas novidades importantes. Lucas Veríssimo participou do último treinamento e deve retornar à formação titular. O zagueiro havia sofrido uma entorse no tornozelo direito durante o confronto com o Palmeiras, pela Copa do Brasil, e ficou fora de três partidas, entre elas o primeiro duelo com o Atlético.
A volta de Veríssimo oferece ao técnico Cuca uma opção que esteve ausente justamente na partida em que o Santos abriu vantagem. O defensor deve formar a dupla de zaga com Luan Peres, em uma tentativa de conter a pressão esperada na Arena MRV e preservar o resultado obtido em casa.
Gabigol também está novamente à disposição. O atacante não enfrentou o Cruzeiro por causa do acúmulo de cartões amarelos e deve reassumir a titularidade. Emprestado pelo Atlético, ele reencontrará o clube mineiro em um jogo decisivo para a temporada dos dois times.
Durante a atividade final, Cuca comandou exercícios físicos e ajustes táticos. Neymar e Barreal, que se lesionaram no confronto com o Palmeiras, foram as exceções entre os jogadores que não participaram do treinamento. A provável equipe santista tem Gabriel Brazão; Rodinei, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar; Christian Oliva, Willian Arão, Gustavinho e Bontempo; Rony ou Rollheiser e Gabigol.
Com o placar construído na Vila Belmiro, o Santos se classifica com empate, vitória ou derrota por um gol de diferença. Se perder por dois gols, a vaga será decidida nos pênaltis. O Atlético, por outro lado, precisa equilibrar a necessidade de se expor com a obrigação de evitar novos espaços para o adversário. A volta de Cuello, a escolha entre Vitão e Lyanco e a definição do centroavante estarão entre os principais pontos da decisão.