A disponibilidade, porém, não significa que o argentino será titular. A comissão técnica ainda definirá a formação durante a preparação para o confronto com o Fluminense. O retorno apenas assegura ao treinador mais uma opção depois da ausência no compromisso sul-americano.
Cuello concentra parte da produção ofensiva do Atlético
Os números da temporada ajudam a dimensionar a importância do atacante para o elenco. O Atlético marcou 67 gols em 2026, e 27 deles foram feitos pelos jogadores de ataque que integram o grupo atual. A participação dos atacantes representa aproximadamente 40% da produção total da equipe.
O recorte após a pausa para a Copa do Mundo reforça a relevância de Cuello. Desde então, o time mineiro marcou 16 vezes, com oito gols anotados por atletas de características ofensivas. O argentino foi responsável por quatro desses tentos, metade da produção do setor no período.
Os dados não definem sozinhos o modelo que será utilizado contra o Fluminense, mas mostram por que o retorno do atacante amplia o leque de escolhas de Domínguez. O treinador poderá optar por manter a estrutura utilizada nos jogos recentes ou alterar a composição do ataque para aproveitar a presença do artilheiro.
Reinier, Mateo Cassierra, Alan Minda e Dudu também aparecem como alternativas para o setor ofensivo. A concorrência permite combinações diferentes, embora a escolha dependa das funções planejadas para a partida e das características que a comissão técnica pretende utilizar diante do adversário.
Oferta do CSKA foi recusada pelo clube
A permanência de Cuello no elenco também ganhou importância no mercado. O CSKA Moscou apresentou uma proposta para contratar o atacante, mas o Atlético recusou a oferta na quarta-feira (9), conforme informou o Atleticomg.net.
Com a decisão, o jogador continua disponível para a sequência da temporada e permanece como uma das principais referências ofensivas do grupo. A recusa ocorreu antes de uma série de compromissos que reúne o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana.
A informação sobre a proposta é exclusiva do veículo que a publicou. O material disponível confirma a rejeição da oferta pelo Atlético, mas não apresenta valores ou condições da negociação. Por isso, esses detalhes não interferem na confirmação de que Cuello seguirá integrado ao planejamento da equipe.
Retorno não elimina problemas no elenco
Embora Cuello esteja liberado, Domínguez ainda convive com cinco jogadores entregues ao departamento médico. Ruan Tressoldi trata uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, enquanto Thiago Borbas se recupera de um problema semelhante na coxa direita.
Léo Duarte permanece afastado por uma lesão muscular na coxa direita. O goleiro Everson trata uma fratura no pé esquerdo, e Tomás Perez está em recuperação de uma pubalgia. As baixas mantêm limitações na montagem da equipe, principalmente na definição das opções para diferentes setores.
Para o gol, o treinador tem Gabriel Delfim, Pedro Cobra e Robert. Natanael, Ángelo Preciado, Renan Lodi e Kauã Pascini são as alternativas citadas para as laterais. Na defesa, Vitor Hugo, Vitão e Lyanco aparecem entre os jogadores disponíveis.
O meio-campo reúne Alexsander, Fred, Maycon, Kevin Castaño, Alan Franco e Mamady Cissé como opções de característica mais defensiva. Gustavo Scarpa, Bernard e Victor Hugo completam a relação de jogadores disponíveis para o setor.
Atlético terá sequência com Brasileirão e Sul-Americana
O compromisso com o Fluminense será o primeiro passo de uma sequência que exigirá decisões rápidas da comissão técnica. Depois do jogo pelo Campeonato Brasileiro, o Atlético voltará a enfrentar o Santos, desta vez na Arena MRV, pelo duelo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana.
Cuello, que ficou fora do encontro continental por suspensão, retorna ao planejamento justamente antes dessa partida decisiva. A presença do atacante oferece ao treinador uma alternativa adicional para o ataque em dois compromissos próximos, ainda que a escalação e a distribuição das funções dependam das escolhas feitas pela comissão técnica.
O argentino chega ao confronto nacional respaldado pela liderança da artilharia atleticana e pelos quatro gols marcados desde a retomada após a pausa para a Copa do Mundo. Ao mesmo tempo, o clube terá de administrar os desfalques médicos e definir a melhor composição para preservar competitividade nas duas frentes.