A classificação do Atlético-MG para a semifinal da Copa Sul-Americana abriu espaço para uma série de provocações ao Santos e a Neymar. Depois de reverter a derrota por 2 a 0 sofrida na Vila Belmiro, empatar o confronto no tempo normal e vencer a disputa por pênaltis na Arena MRV, o clube mineiro usou as redes sociais para responder ao ambiente criado no jogo de ida.
Neymar, que estava lesionado e não participou da partida decisiva, tornou-se um dos principais alvos das ironias. A rivalidade havia começado no primeiro duelo, quando o atacante discutiu com torcedores atleticanos nas arquibancadas. O episódio continuou nas redes sociais e ganhou novo capítulo após a eliminação do Santos.
Dentro do estádio, o Atlético também preparou uma provocação visual. O mascote Galo Doido entrou em campo em um quadriciclo com uma baleia inflável amarrada. Na sequência, os jogadores chutaram a boia, em uma referência ao mascote do Santos.
Publicações miram Neymar e o Santos
A campanha digital do Atlético reuniu diferentes referências ao confronto. Uma das imagens publicadas pelo clube adaptou o nome do filme Procurando Nemo para “Procurando Ney”. Na montagem, um peixe aparece diante de um galo, reforçando que Neymar havia se transformado em personagem da disputa mesmo sem estar em campo.
Outra arte exibiu um peixe mordendo uma isca, acompanhada da mensagem “Abriu a boca, mordeu a isca”. O Atlético também utilizou a hashtag “O Peixe Morre Pela Boca”, expressão que sintetizou o tom das postagens após a classificação.
O clube mineiro ainda fez referência a uma tatuagem de Neymar. A arte modificou o sentido da frase associada ao jogador, que fala sobre a obsessão em virar o jogo. Em uma das publicações, a mensagem sugeria que algumas situações passam, enquanto outras permanecem marcadas.
O Santos foi citado de forma direta em outra postagem. O escudo do clube apareceu em uma lata de sardinhas acompanhada da expressão “Peixe vencido na Arena MRV”. As imagens foram divulgadas depois de uma noite em que o Atlético conseguiu eliminar o adversário em uma reação construída no segundo jogo.
Jogadores repetem gesto de Neymar no vestiário
A provocação não ficou restrita às redes sociais. Após o apito final, jogadores do Atlético reproduziram no vestiário a “careta” conhecida pelas comemorações de Neymar. O gesto foi registrado como uma resposta ao atacante, que havia sido envolvido nas discussões do primeiro jogo e acabou acompanhando de fora a partida em Belo Horizonte.
Na Vila Belmiro, Neymar havia respondido às provocações da torcida atleticana durante a vitória santista por 2 a 0. Depois, segundo os relatos publicados sobre o episódio, o jogador tratou a troca de provocações como parte da rivalidade e da “resenha” do futebol. A resposta do Atlético veio depois que o time garantiu a vaga na fase seguinte da competição.
O tom adotado pelo clube também recuperou elementos da atuação atleticana no confronto. Além das referências ao peixe e ao filme, o Atlético publicou uma montagem com uma lata de sardinhas e usou trocadilhos ligados à classificação. A escolha das imagens relacionou a identidade do Santos ao resultado obtido pelo Galo na Arena MRV.
Virada levou confronto aos pênaltis
As provocações ocorreram depois de uma partida marcada por uma virada. O Atlético precisava tirar uma desvantagem de dois gols e abriu o placar logo aos 17 segundos, com Bernard. Reinier marcou duas vezes ainda no primeiro tempo, aumentando a reação do time mineiro.
O Santos também encontrou espaços para responder. Lyanco marcou contra e Gabigol balançou as redes na etapa final, resultado que recolocou a equipe santista em vantagem no placar agregado e deixou a classificação encaminhada até os minutos finais.
Quando o Santos parecia próximo da semifinal, Cuello apareceu na área e marcou de cabeça nos acréscimos. O gol definiu a vitória atleticana por 4 a 2 no tempo normal e igualou o confronto em 4 a 4 no placar agregado. Como não havia mais vantagem para nenhum dos lados, a vaga foi decidida nas penalidades.
O goleiro Gabriel Delfim foi o nome da disputa. Ele defendeu as cobranças de Gabigol, João Schmidt e Arthur, enquanto o Atlético venceu por 3 a 1 nos pênaltis. A atuação do jogador também virou material para as redes sociais do clube, que associou o desempenho do goleiro à série de brincadeiras feitas após o jogo.
Com a classificação, o Atlético avançou à semifinal da Copa Sul-Americana, enquanto o Santos deixou a competição nas quartas de final. A eliminação encerrou o confronto em meio a uma rivalidade que ultrapassou os 90 minutos e teve Neymar como personagem central, mesmo ausente da partida decisiva.
O episódio mostra como a disputa ganhou dimensão além do resultado esportivo. A reação atleticana foi construída no gramado, mas continuou nas arquibancadas, no vestiário e nas publicações oficiais. Para o Santos, as referências feitas pelo adversário ficaram associadas à queda após uma vantagem de dois gols construída no primeiro jogo. Para o Atlético, a classificação serviu como resposta esportiva e também como oportunidade de devolver as provocações acumuladas ao longo da série.