O Atlético encerrou a janela de transferências do futebol brasileiro sem realizar novos negócios para o restante da temporada. A diretoria manteve a estratégia de controlar os investimentos, priorizar oportunidades de mercado e buscar reforços específicos para o elenco. O resultado foi uma reformulação com quatro chegadas e cinco saídas.
A principal contratação foi Fred, meia que já estava no radar do clube havia meses. O jogador pertencia ao Fenerbahçe, da Turquia, e se tornou o investimento mais relevante feito pelo Atlético no período. A negociação avançou depois de tentativas anteriores e permitiu ao clube mineiro concluir um objetivo antigo no mercado.
O balanço da janela combina uma operação de maior peso financeiro com acordos de menor impacto para os cofres atleticanos. Enquanto Fred foi adquirido em definitivo, os demais reforços chegaram sem custos ou por empréstimo. Nas saídas, o clube perdeu nomes experientes, encerrou ciclos importantes e também encaminhou jovens para outros times em busca de maior espaço.
Fred foi o negócio de maior peso
Para contratar Fred, o Atlético desembolsou cerca de 2 milhões de euros fixos, valor estimado em aproximadamente R$ 12 milhões. O acordo ainda prevê outros 500 mil euros, cerca de R$ 3 milhões, condicionados ao cumprimento de metas esportivas. Os valores foram divulgados pelo Lance.
O meia era considerado um desejo antigo da diretoria. O Atlético havia tentado avançar pelo jogador em outros momentos, mas não conseguiu concluir a transferência. A insistência foi mantida ao longo do ano, até que as partes chegaram a um acordo nesta janela.
A chegada de Fred atende à busca do clube por alternativas para o meio-campo e concentra a maior parcela do investimento em um atleta que já fazia parte do planejamento. A escolha também se diferencia do restante das movimentações, marcadas por operações temporárias ou oportunidades sem pagamento de direitos econômicos.
Reforços chegaram por modelos diferentes
Além de Fred, o Atlético incorporou Léo Duarte, Thiago Borbas e Kevin Castaño. O zagueiro Léo Duarte, de 29 anos, deixou o futebol turco e assinou sem custos com o clube mineiro. A contratação ampliou as opções para o sistema defensivo sem exigir o pagamento de uma taxa de transferência.
Thiago Borbas foi cedido pelo Red Bull Bragantino. O atacante chegou por empréstimo e passou a ser uma alternativa para o setor ofensivo atleticano. O formato permite ao clube reforçar a posição sem assumir, neste momento, uma compra definitiva do jogador.
O terceiro nome foi Kevin Castaño. O volante colombiano pertence ao River Plate, da Argentina, e também foi contratado por empréstimo. Sua chegada acrescentou uma opção para o meio-campo e completou a lista de reforços do Atlético nesta janela.
Os quatro negócios mostram a divisão adotada pelo clube no mercado. Fred representou a aposta financeira e esportiva de maior dimensão, enquanto Léo Duarte, Borbas e Castaño chegaram em condições consideradas mais controladas. A diretoria, assim, evitou ampliar o volume de contratações e encerrou o período dentro da política de cautela anunciada para a temporada.
Hulk e Junior Alonso encerram ciclos
As mudanças não ficaram restritas às chegadas. Hulk deixou o Atlético no início da janela e acertou com o Fluminense. O atacante rescindiu o contrato e saiu sem custos para o clube mineiro, encerrando uma passagem descrita como vitoriosa.
A saída de Hulk alterou a composição do ataque e marcou o fim de uma trajetória de forte identificação com a torcida. O jogador estava entre os nomes mais conhecidos do grupo, e sua transferência representou uma das principais mudanças no elenco durante o período de registros.
Outro atleta de destaque que deixou Belo Horizonte foi Junior Alonso. O zagueiro também saiu sem compensação financeira para o Atlético e foi transferido para o Atlanta United, dos Estados Unidos. A mudança retirou do setor defensivo uma referência experiente e abriu espaço para novas combinações na posição.
Hulk e Junior Alonso foram, portanto, as principais perdas em termos de notoriedade do elenco. As duas saídas se somaram à chegada de jogadores com diferentes perfis e fizeram parte do processo de renovação conduzido pelo clube na janela.
Empréstimos movimentam jogadores jovens
O Atlético também usou empréstimos para dar sequência ao desenvolvimento de atletas que já haviam tido contato com o futebol profissional. O zagueiro Iván Román foi cedido ao Colo-Colo, do Chile. Fora de Belo Horizonte, ele terá a possibilidade de atuar em uma equipe diferente e buscar maior participação durante o período do acordo.
Rômulo, que já havia participado do time principal, foi emprestado ao Criciúma. Iseppe seguiu caminho semelhante e acertou com o Nacional, da Ilha da Madeira. Os dois jogadores permaneceram vinculados ao Atlético, mas passarão a defender outras equipes durante a vigência dos empréstimos.
As operações alteram temporariamente o tamanho do grupo disponível em Belo Horizonte e permitem que os atletas procurem mais minutos em ambientes competitivos. Para o clube, também são uma forma de organizar o elenco sem romper definitivamente os vínculos com jogadores que ainda fazem parte dos planos de formação e desenvolvimento.
Com a janela fechada, o Atlético inicia a sequência da temporada com quatro reforços e cinco saídas. Fred concentra a maior expectativa entre os recém-chegados, depois de uma negociação prolongada e de um investimento superior ao dos demais acordos. Léo Duarte, Thiago Borbas e Kevin Castaño completam o grupo, enquanto Hulk e Junior Alonso deixam o clube em definitivo e Iván Román, Rômulo e Iseppe seguem temporariamente para outras equipes.