Ziyech busca entrosamento e evolução física para se firmar como peça chave no Botafogo.Foto: Reprodução da Internet
Hakim Ziyech ainda procura o melhor caminho para transformar a expectativa criada por sua contratação em participação efetiva no Botafogo. O marroquino voltou a ser titular contra o Remo, mas teve uma atuação discreta no Mangueirão, foi pouco acionado e tomou decisões equivocadas quando recebeu a bola.
A partida expôs um processo de adaptação que permanece em andamento. Contratado como uma das principais apostas do clube para o segundo semestre, o camisa 22 ainda não apresenta a regularidade esperada e tenta se encaixar no modelo de jogo elaborado por Tite.
O planejamento da comissão técnica não se limita à utilização do jogador aberto pela direita. Conforme apuração do Lance, o Botafogo avalia deslocá-lo para a função de meia ou de segundo atacante na próxima temporada. A mudança exigirá evolução física, principalmente para que Ziyech consiga colaborar com a recomposição pelo corredor.
As primeiras aparições pelo Botafogo
Ziyech estreou na derrota para o Mirassol, entrando no segundo tempo. Na ocasião, ocupou principalmente a faixa central do campo, alternando entre a função de meia e a de segundo atacante. A comissão técnica passou a observar outras possibilidades de uso conforme o atleta ganhou minutos.
Quando foi colocado em sua posição mais conhecida, pelo lado direito, o marroquino mostrou maior capacidade de levar perigo. Essa função se aproxima daquela em que se destacou por Ajax, Chelsea e pela seleção do Marrocos, embora o Botafogo ainda não tenha conseguido transformar suas características em produção constante.
O jogador foi poupado diante do Internacional e participou apenas da etapa final por causa de um desconforto muscular. Depois, começou o duelo com o Remo. A oportunidade de atuar desde o início, porém, não resultou na resposta técnica esperada, já que Ziyech teve pouca influência na construção ofensiva e errou em algumas escolhas com a bola.
Versatilidade ainda não virou protagonismo
A capacidade de atuar em diferentes setores amplia as alternativas para Tite, mas também dificulta a criação de uma referência estável para o atleta. Ziyech já foi utilizado por dentro e pelo lado direito, enquanto o clube considera uma função mais avançada para o futuro. A definição do melhor posicionamento dependerá tanto das necessidades do elenco quanto da evolução física do reforço.
O repertório técnico do marroquino é reconhecido. Passes verticais, lançamentos, inversões de jogo e leitura antecipada das jogadas estão entre os recursos que marcaram sua trajetória. No Botafogo, entretanto, essas qualidades ainda aparecem de maneira irregular, em parte pela falta de entrosamento com os companheiros.
Além de participar mais das ações ofensivas, Ziyech precisa compreender as exigências coletivas sem a posse. A recomposição e a intensidade pelo corredor ganham importância caso ele permaneça aberto pela direita ou seja escalado em uma equipe que dependa de seus movimentos para equilibrar o meio-campo.
O cenário não significa que o jogador tenha perdido espaço. Internamente, a avaliação é de que ele pode receber mais oportunidades na reta final de 2026 justamente pela direita, setor em que apresentou os sinais mais positivos. A apuração disponível, contudo, não confirma uma sequência de titularidade nem uma mudança definitiva de posição.
Contexto da escolha contra o Remo
A titularidade em Belém também esteve relacionada às opções disponíveis para a montagem da equipe. Danilo ficou fora por dores musculares, enquanto Montoro não pôde atuar por suspensão. Huguinho e Ziyech apareceram como candidatos a ocupar os espaços no meio-campo, em uma formação que ainda dependia de outras decisões de Tite.
Na defesa, Marçal disputava uma vaga com Lucas Monzón, que havia se recuperado e voltado a ser relacionado. No setor ofensivo, Cristian Medina e Júnior Santos eram alternativas para a ponta direita. Essas indefinições mostram que a escolha por Ziyech ocorreu dentro de um cenário de ajustes no elenco, e não necessariamente como confirmação de uma nova hierarquia.
O Bolavip informou que a provável formação diante do Remo tinha Gabriel Batista; Vitinho, Ferraresi, Marçal ou Lucas Monzón e Alex Telles; Allan, Huguinho e Ziyech; Cristian Medina ou Júnior Santos, Tiquinho Soares e Matheus Martins. Como a escalação foi apresentada antes da partida, ela não deve ser tratada como indicação de que o Botafogo manterá a mesma estrutura nos compromissos seguintes.
Pressão aumenta na reta final
A adaptação de Ziyech acontece em um momento de cobrança sobre o Botafogo. A equipe ocupa a 11ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 39 pontos, apenas quatro acima da zona de rebaixamento, segundo o material apurado. A sequência negativa aumenta a necessidade de respostas imediatas e reduz o espaço para testes sem retorno esportivo.
O próximo compromisso informado pelas fontes será contra o Atlético-MG, na quarta-feira, dia 4 de novembro, no estádio Nilton Santos. Não há confirmação de que Ziyech será titular nesse confronto. A decisão dependerá da avaliação da comissão técnica, das condições físicas do atleta e da composição disponível para o setor ofensivo.
Para o Botafogo, o desafio é acelerar a adaptação sem comprometer o equilíbrio da equipe em uma fase decisiva do campeonato. A sequência final terá peso na campanha, como mostra o cenário projetado para as últimas rodadas. Para Ziyech, os próximos minutos serão importantes para recuperar ritmo, ganhar confiança e demonstrar que sua qualidade técnica pode se traduzir em influência mais frequente nos jogos.