A sequência de derrotas aumenta a pressão por uma reação imediata do Botafogo no Brasileirão.Foto: Reprodução da Internet
O Botafogo não pretende demitir Tite neste momento, apesar da sequência negativa no Campeonato Brasileiro. A manutenção do treinador é considerada a tendência nos bastidores, conforme apuração do jornalista Felipe Silva, da ESPN, divulgada no programa Fala a Fonte e repercutida pelo FogãoNET. A decisão, porém, não significa que o trabalho esteja protegido de cobranças.
O técnico chegou recentemente ao clube e dirigiu a equipe em seis partidas. Nesse período, conquistou uma vitória, empatou uma vez e perdeu quatro jogos. A derrota por 2 a 1 para o Remo, no Mangueirão, ampliou a pressão sobre a comissão técnica e o elenco, principalmente porque ocorreu depois de outro revés expressivo no campeonato.
Antes do confronto em Belém, o Botafogo havia sido superado pelo Internacional por 3 a 0, no Beira-Rio, pela 32ª rodada. Com o resultado, o time permaneceu na 11ª posição, com 39 pontos. A equipe ainda não conseguiu construir uma sequência positiva desde a chegada de Tite, cenário que passou a preocupar o clube na reta final da competição.
Resultados colocam trabalho de Tite sob avaliação
A primeira partida do treinador foi marcada pela derrota por 2 a 0 para o Mirassol, fora de casa. Na rodada seguinte, o Botafogo perdeu por 2 a 1 para o Vasco, no Nilton Santos. O primeiro ponto veio no empate por 1 a 1 diante do Coritiba, no Couto Pereira.
A vitória apareceu no duelo com a Chapecoense. O Botafogo venceu por 1 a 0, com gol de Tiquinho Soares aos sete minutos do primeiro tempo. O triunfo, no entanto, não alterou de forma duradoura o panorama. Logo depois, o time voltou a perder, desta vez para o Internacional.
Na transmissão da TV Globo, o comentarista Roger Flores analisou o começo da passagem de Tite antes do jogo contra o Remo. Ele considerou o início “muito ruim” e destacou a campanha de três derrotas, um empate e uma vitória nos cinco primeiros compromissos. A conta apresentada naquele momento correspondia a quatro pontos em 15 possíveis, com aproveitamento de 26,7%.
O recorte foi atualizado após a partida contra o Remo. Com a nova derrota, a campanha passou a ser de quatro resultados negativos em seis jogos. A diferença entre os levantamentos decorre justamente do momento em que cada análise foi feita, mas ambos apontam para a dificuldade do Botafogo em transformar o trabalho iniciado por Tite em desempenho consistente.
Diretoria reconhece desempenho abaixo do esperado
De acordo com a apuração de Felipe Silva, parte da diretoria e os jogadores mantém confiança no treinador. O entendimento interno é de que seis partidas representam uma amostra curta para uma avaliação definitiva do projeto. Também há a percepção de que o trabalho apresentou alguns aspectos positivos, embora o entrosamento esperado ainda não tenha aparecido de maneira regular.
Essa avaliação favorável não elimina a insatisfação com os resultados. Os dirigentes reconhecem que o rendimento está abaixo das expectativas e esperam uma reação nas próximas rodadas. A cobrança, portanto, não se limita à permanência de Tite: o clube quer que a equipe evolua rapidamente e volte a somar pontos para evitar uma reta final ainda mais complicada.
Uma fonte ouvida pelo jornalista resumiu a preocupação com a postura do time ao afirmar que estaria faltando “senso de urgência”. A declaração indica que, internamente, o problema é visto também na capacidade de resposta durante as partidas. Para o Botafogo, a necessidade imediata é transformar o respaldo recebido pelo treinador em atuações mais competitivas e resultados concretos.
Após 33 rodadas, o Alvinegro soma 39 pontos e ainda precisa pontuar para assegurar a permanência na Série A. A proximidade da zona de rebaixamento aumenta o peso de cada compromisso restante. A sequência final do Botafogo no Brasileirão será determinante para medir a capacidade de reação da equipe e também para avaliar a sustentação do trabalho de Tite.
Contrato longo é citado com ressalvas
Outro ponto mencionado na apuração foi a possível duração do contrato do treinador. O vínculo foi tratado como possivelmente válido até o fim de 2028, mas a informação apareceu acompanhada de incerteza e não pode ser considerada uma confirmação definitiva. Ainda assim, a referência a um compromisso de longo prazo reforça a ideia de que a contratação foi pensada para um projeto mais duradouro.
Um contrato extenso, porém, não elimina a pressão esportiva. O Botafogo precisa apresentar melhora no curto prazo porque a posição na tabela exige resultados imediatos. A diretoria sinaliza que não trabalha com uma troca neste momento, mas a sequência negativa mantém a comissão técnica e o elenco sob observação constante.
Atlético-MG aparece como próximo teste
O próximo compromisso está marcado para 4 de novembro, contra o Atlético-MG, em casa. Será a primeira oportunidade de reação depois da derrota para o Remo e um teste importante para a equipe interromper a série de resultados ruins.
Até aqui, a decisão é preservar Tite e dar continuidade ao trabalho. O respaldo, contudo, vem acompanhado de uma exigência clara: o Botafogo precisa responder dentro de campo nas cinco partidas restantes do campeonato. A evolução do desempenho e a conquista de pontos serão os principais fatores para sustentar a escolha do clube nas rodadas finais.