Luan criticou São Paulo por recusar proposta do Botafogo e depois afastá-lo do elenco.Foto: Reprodução da Internet
A passagem de Luan pelo São Paulo terminou com uma insatisfação que envolve tanto a falta de espaço no elenco quanto uma negociação frustrada com o Botafogo. Em entrevista ao ge, o volante afirmou que o clube paulista recusou duas tentativas do time carioca por seu empréstimo em 2025. Meses depois, já na temporada de 2026, o jogador perdeu espaço, foi afastado e deixou o Tricolor antes do fim do contrato.
O vínculo de Luan com o São Paulo tinha validade até dezembro, mas acabou encerrado antecipadamente por meio de um acordo amigável. A rescisão mudou a condição do meio-campista no mercado: ele deixou de depender da autorização do clube paulista para ser negociado e passou a poder discutir diretamente um novo contrato com outras equipes.
São Paulo recusou investidas do Botafogo
O interesse do Botafogo apareceu no segundo semestre de 2025, quando o clube carioca buscava alternativas para seu meio-campo. A primeira tentativa foi feita no fim da janela doméstica de transferências e previa a chegada de Luan por empréstimo. O São Paulo, no entanto, não autorizou a saída.
Segundo o relato do jogador, o Botafogo voltou a demonstrar interesse mais tarde, ainda naquele ano. Mesmo assim, a transferência novamente não avançou. Na ocasião, Rui Costa ocupava o cargo de diretor de futebol do São Paulo e, de acordo com Luan, participou da decisão de mantê-lo no elenco.
O volante disse que recebeu do dirigente a justificativa de que havia recuperado as condições para atuar pela equipe paulista. A explicação, porém, passou a ser questionada por Luan quando a situação mudou no ano seguinte. Em vez de ganhar sequência, ele acabou afastado e deixou de fazer parte dos planos do grupo.
“O que não consigo entender é que no ano passado recebi uma proposta do Botafogo, mas o Rui Costa [antigo diretor de futebol] não me liberou falando que eu tinha me recuperado. E no outro ano me afastou. Eu não entendo. Se eu não posso ser negociado com o Botafogo, como que vou ser afastado dentro do São Paulo?”, declarou o jogador ao ge.
A crítica de Luan está concentrada na mudança de postura do São Paulo em um intervalo curto. Na visão apresentada pelo atleta, o clube considerou sua permanência necessária quando havia uma possibilidade concreta de empréstimo, mas depois não lhe ofereceu espaço esportivo dentro do próprio elenco. A entrevista não apresenta uma explicação definitiva do clube para essa alteração.
Volante também contestou falta de clareza
A negociação com o Botafogo não foi o único ponto mencionado pelo meio-campista. Luan também questionou a maneira como foi comunicado sobre o afastamento. Segundo ele, não ficou claro se a decisão havia partido da diretoria ou da comissão técnica, o que aumentou o desgaste nos meses finais de sua passagem pelo São Paulo.
“Sempre era um jogando para o outro. A diretoria falava que era a comissão, a comissão falava que era a diretoria. Ninguém olhava na minha cara e falava: quem não quer é esse”, afirmou.
O relato indica que o atleta buscava uma definição direta sobre sua situação profissional. Em vez disso, de acordo com sua versão, recebeu respostas atribuídas alternadamente aos diferentes setores responsáveis pelo futebol. A ausência de uma posição clara contribuiu para a percepção de que sua saída foi conduzida sem transparência suficiente.
Apesar das críticas às pessoas envolvidas na condução do caso, Luan separou o episódio de sua relação afetiva com o São Paulo. “Meu amor pelo clube [São Paulo] não mudou perante essas atitudes dessas pessoas”, disse. A declaração mostra que o jogador mantém o vínculo emocional com a instituição, embora tenha condenado as decisões tomadas durante a reta final de sua trajetória.
Participação limitada precedeu rescisão
Em 2026, Luan disputou 14 partidas pelo São Paulo. O número retrata uma participação limitada, especialmente porque não foi acompanhado por uma sequência regular de atuações. Depois de perder espaço e ser afastado, o volante e o clube chegaram ao entendimento de que o contrato deveria ser encerrado antes do prazo original.
A saída amigável também encerrou a necessidade de uma operação entre São Paulo e Botafogo. Em 2025, o clube carioca dependia da liberação do Tricolor para concretizar o empréstimo. Agora, Luan está livre para negociar com qualquer equipe interessada, sem que uma transferência entre os clubes seja necessária.
Essa nova condição, contudo, não confirma uma retomada do interesse botafoguense. O material disponível registra apenas as investidas feitas em 2025 e não aponta nova proposta, reabertura das conversas ou decisão do Glorioso de tentar contratar o volante para a próxima temporada. O interesse anterior, portanto, não deve ser tratado como negociação em andamento.
Também não foram informados possíveis destinos para o jogador após a rescisão. A definição dependerá das oportunidades que surgirem e da avaliação de Luan sobre seu próximo passo. Por enquanto, o episódio com o Botafogo permanece como um dos principais motivos de insatisfação citados pelo volante ao explicar o fim de sua passagem pelo São Paulo.