A vitória por 2 a 1 sobre o Red Bull Bragantino, no MorumBIS, interrompeu uma sequência de dez partidas do São Paulo sem vencer no Campeonato Brasileiro e reduziu a pressão sobre Dorival Júnior. O resultado, porém, não apagou o início irregular do treinador em sua terceira passagem pelo clube. Em 12 jogos, somando Brasileirão e Copa Sul-Americana, o técnico acumula três vitórias, cinco empates e quatro derrotas, com 38,9% de aproveitamento e média de 1,17 ponto por partida.
NOTAS DA TORCIDA
Avalie os jogadores na última partida
2 × 1 Brasileirão Série A
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Votação encerradaConfira abaixo as médias finais da torcida.
ArturTitular
Média7,0
Aurélio ButaTitular
Média6,0
DanielzinhoTitular
Média8,0
Domingos DuarteTitular
Média8,0
Gustavo SantanaTitular
Média7,0
IagoTitular
Média6,0
LucianoTitular
Média9,0
Marcos AntônioTitular
Média9,0
RafaelTitular
Média7,0
Robert ArboledaTitular
Média7,0
SabinoTitular
Média7,0
André SilvaEntrou durante o jogo
Média6,0
DjhordneyEntrou durante o jogo
Média6,0
FerreirinhaEntrou durante o jogo
Média6,0
Lucas RamonEntrou durante o jogo
Média8,0
Pablo MaiaEntrou durante o jogo
Média7,0
✓ Resultado final baseado em 16 voto(s) da torcida.
De acordo com os dados do Sofascore citados pelo Terra, esse é o pior rendimento de Dorival desde o trabalho no Palmeiras, em 2014. Naquele período, ele dirigiu a equipe em 20 partidas, com seis vitórias, cinco empates e nove derrotas, alcançando 38,3% dos pontos. A diferença entre os dois recortes é pequena, mas coloca o atual momento no São Paulo entre os mais difíceis da carreira do treinador desde então.
O triunfo diante do Bragantino também foi o primeiro do São Paulo no Brasileiro sob o comando de Dorival. Antes dele, a equipe havia somado somente três pontos em sete rodadas com o técnico: foram três empates e quatro derrotas. A última vitória tricolor na competição havia ocorrido em 25 de abril, contra o Mirassol, ainda com Roger Machado no banco.
Resultado muda o ambiente antes de uma sequência pesada
Com os três pontos, o São Paulo chegou a 30 e terminou a rodada na 11ª colocação, cinco acima do Vasco, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. A equipe, contudo, tem uma partida adiada contra o Santos, pelo campeonato, e ainda precisa administrar uma agenda de alto peso esportivo em setembro.
O próximo compromisso será contra o Atlético-MG, no MorumBIS, pela 26ª rodada do Brasileiro. Depois, o time viajará à Argentina para enfrentar o Boca Juniors, na Bombonera, pela partida de ida das quartas de final da Sul-Americana. A programação inclui ainda duelos nacionais contra Internacional e Palmeiras, conforme a sequência apresentada na apuração.
Antes da vitória sobre o Bragantino, a possibilidade de uma troca no comando havia sido discutida no ambiente do clube. Em participação no programa De Primeira, do Canal UOL, o jornalista Valentin Furlan afirmou que a permanência de Dorival poderia depender dos resultados contra Bragantino e Atlético-MG. A avaliação era de que o São Paulo precisava pontuar nos dois compromissos em casa para recuperar estabilidade no Brasileiro e chegar mais forte ao mata-mata continental.
O debate também expôs a dimensão da crise. No mesmo programa, Eudes Júnior classificou como preocupante a campanha nacional, enquanto Paulo Vinícius Coelho ponderou que Dorival tem responsabilidade, mas que os problemas do clube não se resumem ao treinador. Após o resultado contra o Bragantino, a pressão diminuiu, mas a partida contra o Atlético-MG ganhou peso adicional justamente por fazer parte do recorte considerado decisivo.
Campanha continental sustenta outra perspectiva
O desempenho do São Paulo na Sul-Americana é superior ao registrado no Brasileiro desde a chegada de Dorival. O treinador venceu Boston River por 2 a 0 e Bolívar por 3 a 1, ambos no MorumBIS. Também empatou por 1 a 1 com o Millonarios, na estreia, e repetiu o placar contra o Bolívar no jogo de ida das oitavas de final. A classificação para as quartas colocou o Boca Juniors no caminho tricolor.
A competição internacional passou a representar uma oportunidade esportiva e financeira para o clube. O título garantiria vaga na próxima Copa Libertadores e uma premiação capaz de oferecer algum alívio à situação financeira do São Paulo. A equipe também atravessa dificuldades relacionadas ao pagamento de direitos de imagem, com dois meses em atraso para o elenco, conforme informado pelo Terra.
Dorival reconheceu o peso do período negativo depois da vitória sobre o Bragantino e disse esperar que o resultado representasse o reinício de uma fase melhor. O treinador também havia assumido publicamente a responsabilidade após o empate com o Coritiba e classificara como inadmissível a derrota para a Chapecoense, que ocupava a lanterna e não vencia desde a primeira rodada.
Iago ganha espaço em meio às dúvidas na lateral
Uma das mudanças recentes no time envolve Iago. Contratado em agosto por empréstimo do Bahia, o lateral-esquerdo iniciou três partidas consecutivas contra Bolívar, Chapecoense e Bragantino. Foi a primeira vez que o jogador alcançou essa sequência como titular pelo São Paulo.
Aos 29 anos, Iago vinha de um período com poucos minutos. Entre Bahia e Augsburg, da Alemanha, havia somado 2.272 minutos nas duas temporadas anteriores, pouco mais do que 25 jogos completos. Antes de chegar ao Tricolor, sua última sequência de três partidas como titular havia ocorrido entre maio e julho de 2024, quando ainda defendia os dois clubes.
Desde a contratação, o lateral participou de cinco dos seis jogos disputados pelo São Paulo, sendo titular em quatro deles. Nesse intervalo, esteve em campo durante 343 dos 540 minutos da equipe sob o comando de Dorival. A utilização aumentou em um setor que enfrentava queda de rendimento de Enzo Díaz e uma fase ruim de Wendell.
O resultado contra o Bragantino, portanto, combinou dois efeitos imediatos: afastou o São Paulo da parte mais perigosa da tabela e deu ao treinador uma resposta esportiva antes do duelo com o Atlético-MG. A sequência nacional e o confronto com o Boca Juniors, contudo, manterão Dorival e o elenco sob avaliação constante nas próximas semanas.