Venda da SAF do Vasco avança com parecer favorável da Justiça
O processo de alienação de 90% da SAF do Vasco ganha impulso após parecer positivo de watchdog, Ministério Público e Administração Judicial sobre a transição.
O processo de venda de 90% da SAF do Vasco atingiu um patamar decisivo nesta semana. Na última quarta-feira (12), o advogado Athos Neves, que atua como watchdog nomeado pela Justiça, emitiu um parecer favorável ao prosseguimento das tratativas para a alienação da Sociedade Anônima do Futebol cruz-maltina. A decisão representa um marco importante na governança do clube, que busca estabilidade financeira através da entrada de um novo investidor.
Athos Neves, que anteriormente desempenhou a função de interventor judicial durante o afastamento temporário do presidente Pedrinho em julho, foi escolhido por seu perfil de neutralidade. Sua missão atual é monitorar os relatórios financeiros e as práticas de governança. No documento oficial anexado ao processo, o profissional não apresentou objeções aos pedidos formulados pela diretoria do Vasco, desde que sejam observados pilares como transparência, competitividade e a maximização do valor do ativo.
Apoio de órgãos fiscalizadores
Além do aval do watchdog, a operação recebeu sinal positivo do Ministério Público e da Administração Judicial, representada pelo escritório Gussem e Lemos Basto Advogados. O alinhamento entre esses órgãos e a gestão do clube fortalece a viabilidade jurídica do negócio. Agora, o destino da transação está nas mãos da juíza responsável pelo caso, que detém a palavra final sobre a autorização para a abertura do certame público.
Regras da concorrência e preferência
A legislação exige que a venda de 90% da SAF não ocorra de forma direta, sendo obrigatória a realização de um processo competitivo. Embora o nome de Marcos Lamacchia não apareça nominalmente no parecer, o empresário é o principal interessado e mantém conversas avançadas com a cúpula vascaína. O investidor possui cláusulas contratuais de preferência, que garantem a ele o direito de cobrir eventuais ofertas de concorrentes que surjam durante o processo de licitação.
A expectativa em São Januário é que a autorização judicial permita o início formal da concorrência, atraindo novos interessados ao mercado. O clube busca garantir que o processo ocorra com total publicidade, conforme exigido pelo parecer de Athos Neves. A transição da SAF do Vasco é vista como um passo fundamental para a reestruturação do futebol do clube, permitindo que a gestão foque em investimentos no elenco e na infraestrutura para as próximas temporadas, superando o período de recuperação judicial.
O clube segue mantendo o foco em suas operações diárias enquanto aguarda a decisão final do Judiciário. A transparência no processo é tratada como prioridade pela diretoria, visando evitar questionamentos futuros sobre a legalidade da venda. Com o suporte de órgãos externos e a estrutura de preferência contratual, o Vasco caminha para definir o futuro de sua gestão esportiva em um cenário de maior clareza jurídica.