Grêmio freia gastos e muda estratégia de mercado na segunda janela de 2026
Após investir R$ 100 milhões no início do ano, o Grêmio adota postura cautelosa e reduz drasticamente os investimentos em reforços no segundo semestre.
O Grêmio atravessa uma mudança significativa em sua política de contratações durante a atual janela de transferências. Após um início de temporada marcado por investimentos robustos, que somaram aproximadamente R$ 100 milhões, a gestão do presidente Odorico Roman optou por uma postura de maior austeridade financeira. Até o momento, o clube comprometeu apenas R$ 8 milhões em novos reforços, sem considerar valores de luvas e comissões, que seguem sob sigilo.
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O atual período de transferências trouxe cinco novos nomes ao elenco comandado pelo técnico Luís Castro. O grupo inclui o centroavante Matheus Nascimento, o lateral-direito Diego Caito, o zagueiro Wallace, além dos atacantes Jovane Cabral e Filip Krovinovic, estes dois últimos adquiridos sem custos por estarem livres no mercado. A estratégia reflete a necessidade de readequação orçamentária em um ano definido pela diretoria como de reestruturação.
A aquisição de Wallace, vindo do CRB, custou R$ 3 milhões por 50% dos direitos econômicos. Já Diego Caito, contratado junto ao Goiás, envolveu um investimento inicial de R$ 3 milhões por 30% do passe, com previsão de mais R$ 2 milhões até dezembro para a aquisição definitiva. No caso de Matheus Nascimento, a negociação envolveu o abatimento de dívidas que o Botafogo possuía com o Tricolor pelas compras de Nathan Fernandes e Cuiabano.
Investimentos pesados no início do ano
Diferente do cenário atual, o primeiro semestre foi marcado por aportes expressivos. O volante Juan Nardoni, contratado junto ao Racing, tornou-se a maior aposta do ano, com um compromisso de US$ 8 milhões (cerca de R$ 41,7 milhões na época). O atacante Tetê também figurou entre os maiores investimentos, custando 6,2 milhões de euros (aproximadamente R$ 39,6 milhões).
Para viabilizar essas operações, o clube utilizou mecanismos de "empréstimo-ponte", com suporte de investidores. Embora a diretoria não confirme oficialmente, o empresário Celso Rigo admitiu, em áudio vazado, ter realizado um aporte de R$ 60 milhões para auxiliar na folha salarial e em contratações. A gestão também buscou fôlego financeiro com as vendas de atletas como Viery, negociado por 15 milhões de euros, e Alysson, vendido ao Aston Villa por 10 milhões de euros.
Desafios na gestão do elenco atual
Apesar das entradas de recursos, o clube enfrentou desafios, incluindo atrasos salariais que foram sanados apenas em julho. O Departamento de Futebol trabalha na readequação da folha, dispensando nomes que compunham o elenco da gestão anterior, como Cuéllar, Carlos Vinicius, Willian e Marcos Rocha. Ao todo, 25 jogadores deixaram o clube em 2026.
Internamente, a busca por um zagueiro canhoto segue como prioridade, embora a comissão técnica avalie positivamente o desempenho de Wallace improvisado na função. Enquanto isso, a diretoria mantém cautela, focando em "negócios de ocasião" que se encaixem no orçamento. Sobre o volante Mandaca, do Juventude, a direção gremista afirma ter um pré-contrato assinado, mas o clube caxiense nega a existência do vínculo, mantendo o futuro do atleta em aberto para 2027.