O Vasco recebeu R$ 65 milhões de um financiamento DIP concedido pela Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia. O valor chega ao clube durante o processo de recuperação judicial e será destinado ao cumprimento de compromissos financeiros.
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A informação foi divulgada pelo Vascaino.net, com referência a dados publicados pelo Lance!. A quantia corresponde a uma parcela da operação autorizada pela Justiça, que prevê uma linha de crédito de até R$ 150 milhões para o Vasco.
Crédito reforça o caixa durante a recuperação
A sigla DIP vem de “Debtor in Possession” e identifica um tipo de financiamento utilizado por empresas em recuperação judicial. O mecanismo permite a entrada de recursos para manter as atividades e atender obrigações enquanto o processo de reorganização financeira avança.
No caso do Vasco, os R$ 65 milhões representam um reforço imediato de caixa. Os recursos serão empregados em pagamentos e outros compromissos do clube, de acordo com as informações divulgadas sobre a operação. A liberação, portanto, está relacionada à sustentação financeira da instituição durante a recuperação judicial.
O dinheiro tem natureza de empréstimo. Por isso, a operação não deve ser confundida com um aporte definitivo ou com a conclusão de uma mudança no controle do futebol vascaíno. A concessão do crédito não significa que Lamacchia ou a Almirante Participações tenham adquirido a SAF.
A entrada dos recursos ocorre ao mesmo tempo em que o Vasco conduz o processo competitivo para a venda de 90% da nova Sociedade Anônima do Futebol. A Justiça oficializou o procedimento que permite a apresentação de propostas por interessados na aquisição.
A Almirante Participações apresentou a proposta usada como referência no processo. Essa condição, porém, não equivale à conclusão da venda. A operação societária ainda depende do cumprimento das etapas previstas no procedimento judicial.
A audiência destinada à abertura das ofertas está prevista para 25 de setembro, às 14h, na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. É nessa etapa que as propostas apresentadas no processo competitivo deverão ser abertas, conforme o cronograma informado.
Com isso, o financiamento e a eventual transferência de 90% da SAF devem ser considerados movimentos separados. O primeiro tem efeito financeiro imediato e busca garantir recursos para os compromissos do clube. O segundo trata do futuro societário do futebol e continua sujeito às fases da disputa judicial.
Vasco administra duas frentes decisivas
A operação de crédito ocorre em um período no qual o clube precisa administrar simultaneamente as obrigações da recuperação judicial e as decisões relacionadas à estrutura da SAF. A parcela recebida reduz a pressão imediata sobre o caixa, mas integra uma linha mais ampla, cujo limite autorizado é de R$ 150 milhões.
O recebimento dos R$ 65 milhões também não define, por si só, quem ficará à frente do futebol vascaíno. Essa definição dependerá do andamento do processo competitivo e das propostas submetidas à análise judicial. Até que essas etapas sejam concluídas, a Almirante permanece associada ao financiamento e à proposta de referência, sem que isso represente a consumação da venda.
Assim, o principal efeito confirmado da operação é financeiro: o Vasco passa a contar com uma parcela do crédito autorizado para honrar compromissos enquanto busca reorganizar suas contas. A discussão sobre o controle da SAF segue em uma frente própria, com a audiência de abertura das ofertas como próximo marco previsto.