O Atlético-MG terá direito a uma nova receita relacionada à carreira de Savinho. O atacante, que deixou o Manchester City para se transferir ao Tottenham, foi negociado por cerca de 100 milhões de euros, aproximadamente R$ 605 milhões. Embora o clube mineiro não detenha mais direitos econômicos sobre o jogador, poderá receber uma compensação por sua participação na formação do atleta.
A operação entre os dois clubes ingleses foi fechada com 93,3 milhões de euros fixos e outros 5,7 milhões de euros previstos em bônus por desempenho. Considerando a soma das parcelas, o negócio pode alcançar os 100 milhões de euros. A transferência também se tornou a maior venda já realizada pelo Manchester City, de acordo com as informações divulgadas.
A possível quantia destinada ao Galo não está ligada à manutenção de uma fatia dos direitos econômicos de Savinho. O clube mineiro já não possui esse tipo de participação. O valor seria recebido por meio do Mecanismo de Solidariedade da Fifa, regra criada para compensar equipes que contribuíram para a formação de um jogador antes de uma transferência internacional.
Pela estimativa inicial, o Atlético-MG teria direito a 1,7% do total da negociação. Se a base de cálculo for os aproximadamente 100 milhões de euros movimentados na transferência, a receita do clube pode superar R$ 10 milhões. A conversão apresentada considera o valor aproximado de R$ 605 milhões para toda a operação.
O percentual ainda não foi confirmado oficialmente pela Fifa. A entidade precisa analisar os critérios previstos no mecanismo e definir quanto caberá a cada clube formador. Por isso, o montante indicado para o Atlético é uma estimativa, e não um valor já homologado ou necessariamente liberado.
A análise da Fifa será importante para estabelecer o cálculo definitivo da compensação. O mecanismo considera a contribuição das equipes que participaram do desenvolvimento do atleta. No caso de Savinho, o Atlético aparece como clube responsável por sua formação antes da chegada do atacante ao futebol profissional e da posterior transferência para o Grupo City.
Formação de Savinho no Galo
Savinho foi formado nas categorias do Atlético-MG e alcançou o time principal em 2020. A passagem pelo elenco profissional teve 35 partidas, com dois gols marcados e uma assistência. Os números correspondem à participação do atacante pela equipe principal do clube mineiro.
Mesmo com uma trajetória profissional curta em Belo Horizonte, o jogador fez parte de um período vitorioso da história recente atleticana. Em 2021, Savinho integrou o elenco que conquistou a chamada tríplice coroa, formada pelo Campeonato Mineiro, pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil.
A presença no grupo campeão conecta a formação do atleta a uma das temporadas mais importantes do Atlético-MG. Naquele ano, o clube levantou três troféus nacionais e estaduais. Savinho estava no elenco durante essa campanha, antes de seguir o caminho que o levaria ao futebol europeu.
Venda ao Grupo City em 2022
Em julho de 2022, o Atlético-MG negociou Savinho com o Grupo City por 6,5 milhões de euros. A partir dessa transferência, o atacante passou a pertencer ao conglomerado ligado ao Manchester City e deixou de ter seus direitos econômicos vinculados diretamente ao clube mineiro.
A negociação de 2022 explica por que o Atlético não participa agora como proprietário de uma parcela econômica do jogador. A receita prevista para o Galo na transferência ao Tottenham tem outra origem: a compensação destinada pela Fifa aos clubes que ajudaram a formar o atleta.
Depois da saída do futebol brasileiro, Savinho ganhou espaço na Europa e teve uma valorização expressiva de mercado. Essa evolução antecedeu o acordo entre Manchester City e Tottenham, que elevou o valor da operação para uma faixa próxima de 100 milhões de euros.
Transferência recorde do Manchester City
O acordo com o Tottenham representa uma marca para o Manchester City. Com 93,3 milhões de euros fixos e até 5,7 milhões de euros em bônus, o negócio passou a ser apontado como a maior venda da história do clube inglês. O valor final dependerá do cumprimento das condições relacionadas às bonificações por desempenho.
Para o Atlético-MG, o ponto central é a participação financeira decorrente da formação de Savinho. A venda não foi conduzida pelo clube brasileiro, que já havia negociado o atacante anteriormente, mas a regra de solidariedade permite que equipes formadoras sejam contempladas em transações posteriores.
O caso mostra como uma transferência realizada anos depois da saída de um jogador ainda pode gerar receita ao clube que participou de seu desenvolvimento. No entanto, a quantia exata para o Atlético-MG somente poderá ser conhecida após a confirmação da Fifa sobre o percentual e a base de cálculo aplicáveis à operação.
Valor depende do cálculo final
A estimativa de mais de R$ 10 milhões resulta da aplicação de 1,7% sobre os cerca de 100 milhões de euros da transferência. Como o negócio inclui uma parcela fixa e bônus por desempenho, a definição do valor efetivamente considerado será relevante para o cálculo. A fonte não informa se todos os bônus já foram alcançados.
Assim, o Atlético tem uma expectativa de receita, mas ainda não há confirmação oficial do pagamento nem do montante final. A Fifa será responsável por avaliar a operação e os critérios do mecanismo antes de determinar a compensação correspondente ao clube mineiro.
Enquanto essa análise não é concluída, os dados disponíveis apontam para uma nova entrada financeira ligada a um jogador revelado pelo Atlético. Savinho deixou o clube em 2022 por 6,5 milhões de euros e, após sua valorização no futebol europeu, passou a protagonizar uma transferência de aproximadamente 100 milhões de euros para o Tottenham.
A movimentação reforça a relevância da formação atleticana no percurso do atacante. Os 35 jogos, os dois gols e a assistência pelo time principal, somados à participação no elenco campeão de 2021, fazem parte da trajetória que precedeu as negociações internacionais envolvendo o jogador.
O próximo passo financeiro do caso será a manifestação oficial da Fifa. Até lá, o valor de 1,7% deve ser tratado como uma projeção inicial. Se confirmado sobre o total aproximado da transferência, o mecanismo poderá garantir ao Atlético-MG uma receita superior a R$ 10 milhões, mesmo sem o clube possuir atualmente direitos econômicos sobre Savinho.