O São Paulo alterou a rotina de quatro jogadores que não fazem parte dos planos da comissão técnica comandada por Dorival Júnior. Desde a última segunda-feira, Luan, Cédric Soares, Maik e Matheus Belém passaram a realizar os treinamentos em Cotia, separados do elenco principal.
A mudança não representa uma integração dos atletas ao grupo das categorias de base. O quarteto continua sob acompanhamento de profissionais do clube e segue uma programação específica, mas sem participar das atividades conduzidas por Dorival na Barra Funda. Os jogadores fazem parte do chamado “Grupo 2”, criado para atletas que estão fora do planejamento da comissão técnica.
Grupo 2 mantém rotina separada
Luan, Cédric Soares, Maik e Matheus Belém já estavam fora dos planos do treinador desde a reapresentação do elenco. Antes da transferência temporária para Cotia, os quatro treinavam normalmente na Barra Funda, embora em horários diferentes dos utilizados pelo grupo principal.
A formação do “Grupo 2” estabelece uma rotina própria para os atletas. A programação não prevê, neste momento, a integração com o elenco que disputa a sequência da temporada. A mudança de centro de treinamento alterou o local das atividades, mas não modificou a condição esportiva dos jogadores dentro do planejamento do São Paulo.
O deslocamento para Cotia ocorreu depois de uma avaliação sobre a estrutura disponível na Barra Funda. O clube possui três campos no centro de treinamento, mas a situação dos gramados passou a exigir maior controle sobre a utilização das áreas destinadas aos treinamentos.
Gramados influenciaram a mudança
Depois da intertemporada, o campo principal da Barra Funda precisou passar por reparos. Com isso, apenas dois gramados ficaram disponíveis para as atividades do São Paulo. A redução das áreas de treinamento aumentou a necessidade de organizar a utilização da estrutura.
Um dos campos liberados havia passado por reforma entre maio e julho. O gramado recebeu o mesmo tipo de superfície utilizado no MorumBIS e já está novamente disponível para o clube. Mesmo assim, existe uma orientação para controlar a carga de atividades no local durante este primeiro período de uso.
Com o campo principal fora de operação e o gramado reformado submetido a controle de carga, boa parte dos treinamentos foi concentrada no terceiro campo da Barra Funda. Trata-se da área mais antiga e desgastada do centro de treinamento. A condição do gramado provocou preocupação interna pelo possível risco aos jogadores.
Foi nesse cenário que o São Paulo decidiu transferir temporariamente as atividades do “Grupo 2” para Cotia. O centro utilizado pelas categorias de base dispõe de mais gramados, o que permite distribuir melhor os trabalhos e reduzir a pressão sobre as áreas disponíveis na Barra Funda.
Diretoria planeja renovar campos
Os reparos do campo principal da Barra Funda já foram concluídos. O planejamento do clube prevê, agora, a reforma do gramado mais antigo. A intenção da diretoria é encerrar o ano com os três campos do centro de treinamento renovados.
Até que esse processo seja concluído, diminuir a utilização das estruturas disponíveis foi tratado como prioridade. A transferência dos quatro jogadores está relacionada a essa organização temporária dos treinamentos, embora eles já estivessem afastados do planejamento esportivo de Dorival antes da decisão sobre o local das atividades.
A medida, portanto, reúne dois fatores. O primeiro é esportivo: os quatro atletas não fazem parte dos planos do treinador para a sequência da temporada. O segundo é estrutural: a situação dos campos da Barra Funda levou o clube a preservar as áreas disponíveis e a buscar uma alternativa em Cotia.
Dorival confirma decisão interna
Após a vitória sobre o Bolívar, resultado que garantiu ao São Paulo uma vaga nas quartas de final da Copa Sul-Americana, Dorival Júnior foi questionado sobre a situação dos jogadores. O treinador confirmou que a decisão foi tomada internamente pelo clube e pela comissão técnica.
“Isso é uma decisão interna nossa. Foi tomada, é de conhecimento de todos e era necessária. Eles estão tendo toda a atenção possível, sendo acompanhados por profissionais. Pelos problemas que estamos tendo internamente, tivemos que tomar essa decisão, todos nós. Apenas isso”, afirmou Dorival.
A declaração do treinador mencionou problemas internos, mas as informações sobre a mudança apontam as condições dos gramados e a organização do uso do centro de treinamento como justificativas apresentadas para a transferência das atividades. Não há indicação de que os quatro jogadores tenham deixado de receber suporte do São Paulo.
Retorno depende da estrutura
A programação inicial estabelecia que Luan, Cédric Soares, Maik e Matheus Belém permanecessem em Cotia pelo menos até sexta-feira. Existe a possibilidade de retorno à Barra Funda já na próxima semana, mas essa definição depende do planejamento para os gramados e da organização das atividades no centro de treinamento.
O eventual retorno ao local de origem não significa, necessariamente, uma mudança na avaliação esportiva dos atletas. Independentemente de treinarem em Cotia ou na Barra Funda, os quatro continuam no “Grupo 2” e, neste momento, seguem fora dos planos da comissão técnica para a sequência da temporada.
Assim, a rotina do quarteto permanece distinta daquela seguida pelo elenco principal. Eles treinam sob supervisão de profissionais do São Paulo, em horários e espaços definidos pelo clube, enquanto Dorival prepara a equipe que avançou na Sul-Americana e dá sequência ao trabalho com os jogadores considerados parte do grupo principal.