A derrota por 2 a 1 para o Santos, no Morumbis, ampliou a pressão sobre o técnico Dorival Júnior e criou uma preocupação adicional para o São Paulo: sete jogadores terminaram o clássico com algum tipo de incômodo. O Tricolor abriu o placar com Luciano, mas sofreu a virada com dois gols de Gabigol.
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O confronto foi disputado na sexta-feira, dia 2, em partida atrasada da 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o São Paulo permaneceu na 11ª colocação, com 36 pontos. O Santos chegou aos 41 pontos e subiu para o sétimo lugar. A equipe visitante também encerrou um jejum de quase seis anos sem vencer o rival no estádio pela competição.
A situação esportiva aumenta o peso do revés para o São Paulo. A equipe está dez pontos atrás do Bahia, primeiro integrante do G-5, faixa que reúne os clubes mais bem posicionados na briga por uma vaga na Libertadores, conforme os dados apresentados nas fontes. O resultado, portanto, não representou apenas a perda de um clássico, mas também a manutenção da distância para o grupo de classificação continental.
Dorival assume responsabilidade, mas cobra união
Após a partida, Dorival reconheceu que é responsável pelos resultados e afirmou que a diretoria tem liberdade para avaliar sua permanência. A declaração não foi acompanhada de uma confirmação de que o clube tenha decidido encerrar o trabalho do treinador.
“O que vem acontecendo com o São Paulo em muitos momentos é inexplicável, e isso apaga muito do que é feito em campo”, afirmou o técnico. Na avaliação dele, o time não tem transformado em resultados parte do desempenho apresentado durante as partidas.
Dorival também ampliou o diagnóstico para o ambiente interno do clube. Com a eleição são-paulina prevista para o fim do ano, o treinador defendeu que os grupos políticos deixem interesses individuais em segundo plano e trabalhem por uma reorganização institucional.
“Eu só acredito que um clube vá se organizar e se respeitar internamente quando todas as pessoas que participarem desse processo abram mão do seu lado pessoal em prol da organização e da dignidade de um clube de futebol”, declarou.
Em outro momento da entrevista, o treinador pediu união entre os são-paulinos. Para Dorival, a recuperação do clube depende não apenas da evolução do time, mas também de uma ação conjunta entre os diferentes setores da instituição.
Torcida questiona mudanças durante a partida
A pressão sobre o trabalho também apareceu nas manifestações da torcida nas redes sociais. As principais críticas foram direcionadas às alterações feitas por Dorival no segundo tempo. De acordo com o material apurado, o treinador realizou cinco substituições em um intervalo curto, e parte dos torcedores associou as mudanças à perda de organização da equipe.
O São Paulo havia saído na frente aos 34 minutos do primeiro tempo, quando Luciano converteu uma cobrança de pênalti. O cenário mudou na etapa final: Gabigol marcou duas vezes e garantiu a virada do Santos. O atacante voltou a balançar as redes contra o rival paulista depois de quatro anos.
A sequência dos acontecimentos reforçou os questionamentos sobre a capacidade do time de controlar partidas nas quais começa em vantagem. Ainda assim, as críticas não resultaram, até o momento, em uma decisão oficial pela saída de Dorival. A informação disponível indica pressão externa e avaliação interna, não ruptura do vínculo.
Departamento médico acompanha sete atletas
Além do resultado, o São Paulo deixou o clássico com uma lista de sete jogadores que precisam ser observados. Os relatos não representam necessariamente diagnósticos de lesão, e a definição sobre a gravidade de cada caso depende da evolução dos sintomas e dos exames previstos.
Rafael foi o primeiro problema identificado. O goleiro sentiu dores na região lombar durante o aquecimento, relatou que as costas “travaram” e acabou substituído por Carlos Coronel antes do início da partida. O atleta será acompanhado pelo departamento médico.
Iago deixou o confronto com dores no adutor direito. A previsão apresentada é de realização de exames para verificar a origem do incômodo e esclarecer se existe lesão muscular. Luciano, autor do gol são-paulino, também sentiu dores no adutor direito e passará por avaliação semelhante.
Wendell sofreu um trauma no tornozelo depois de receber uma entrada enquanto conduzia a bola. O lateral será reavaliado para que o clube determine a necessidade de tratamento e sua condição física.
Danielzinho teve uma torção no tornozelo durante o jogo. Apesar do lance, ele não aparentou manter dores depois do episódio, mas ainda assim será examinado pelo departamento médico.
Pedro Lima apresentou cãibras após o apito final. A situação não foi inicialmente relacionada a uma lesão, mas o jogador seguirá sendo acompanhado. Sabino também relatou dores em mais de uma região do corpo; as áreas não foram especificadas, e o zagueiro continuava treinando normalmente, sem indicação de contusão naquele momento.
São Paulo precisa reagir sem definição sobre o técnico
O clube passa a lidar com duas frentes depois do clássico: recuperar a pontuação no Campeonato Brasileiro e esclarecer a situação física dos atletas. As avaliações serão importantes para determinar quais jogadores poderão estar disponíveis na sequência da competição.
Ao mesmo tempo, a diretoria precisa administrar a cobrança sobre Dorival. A derrota, a distância para o G-5, as críticas às substituições e o discurso do treinador colocaram o trabalho sob maior observação. No entanto, não há confirmação de uma mudança no comando.
O cenário apresentado pelas fontes é de pressão, mas não de decisão tomada. Dorival assumiu a responsabilidade pelos resultados, defendeu uma reorganização do São Paulo e pediu união nos bastidores. A resposta esportiva da equipe e a recuperação do elenco serão os próximos elementos a influenciar a avaliação do clube.